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Braga

Cavalos errantes destroem culturas em Amares: “Entram e levam tudo à frente”

Donos “não se acusam, (…) sabem que os prejuízos são muito elevados”

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Foto: Arquivo/ DR

Um produtor de vinho de Amares queixou-se hoje dos estragos causados na sua vinha por cavalos e éguas errantes, animais que entretanto foram “apreendidos” e que a Câmara tentou vender, mas sem sucesso.

“Os cavalos entram pela propriedade e levam tudo à frente. Quando desatam a correr, rebentam tudo. Não é tanto o que comem, é muito mais o que estragam. São piores do que os javalis”, disse Carlos Costa “Lata”, proprietário da Quinta do Regato, na freguesia de Carrazedo, concelho de Amares.

Produtor do vinho “Terras de Amares”, Carlos “Lata” disse que os prejuízos das mais recentes “investidas” dos equinos poderão ascender a 2.000 euros.

Sublinhou que, há dois anos, os cavalos já lhe tinham levado “pelo menos quatro toneladas de uvas”.

“Os animais andam sem chip mas têm, naturalmente, donos, só que estes nunca aparecem a dar a cara, porque sabem que os prejuízos são muito elevados”, referiu.

Em meados de julho, e depois de várias tentativas, os funcionários da Quinta do Regato conseguiram apanhar um cavalo e cinco éguas que por ali andavam há mais de um mês “a fazer estragos”.

Desde então, os animais estão numa antiga vacaria da quinta, sendo a sua alimentação assegurada pelo município.

O município, por edital, deu um prazo aos eventuais proprietários para levantarem os animais, mediante o pagamento das despesas de alimentação.

No entanto, “ninguém se acusou”.

“É normal os proprietários não aparecerem, porque sabem que, além das despesas da alimentação, serão também responsabilizados pelos prejuízos causados nas propriedade e culturas agrícolas”, referiu Carlos “Lata”.

Na sexta-feira, o município tentou vender os animais em hasta pública, mas também não apareceu nenhum interessado.

O preço-base de licitação era de 300 euros pelo lote dos seis animais.

“Vamos agora ver com a nossa advogada o que podemos fazer a seguir”, disse o vice-presidente da Câmara de Amares, Isidro Araújo.

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Braga

Cervejeiros de Vila Verde doam parte das vendas à loja social de Prado

Na Festa das Colheitas

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Foto: Divulgação

A cervejeira Letra, com sede em Vila Verde, entregou na passada segunda-feira um conjunto de bens alimentares que resultaram da participação da marca na Festa das Colheitas, uma iniciativa realizada naquele concelho.

A marca decidiu doar uma percentagem dos lucros naquelas festividades a uma causa de ação social, e o valor angariado rondou os 200 euros, que foram transformados em bens alimentares de primeira necessidade com o objetivo de “aumentar a pegada solidária e responsabilidade social”, valores que cada vez mais a empresa quer assumir.

A entrega dos cabazes alimentares foi realizada na Loja Social de Prado, no concelho de Vila Verde. No total foram entregues 12 cabazes, em que cada um continha massa, arroz, feijão, atum, salsichas e cogumelos.

O sócio fundador Filipe Macieira refere que “a harmonia social e ambiental é fundamental para a nossa empresa, para além deste pequeno contributo em alimentos, queremos também sensibilizar a comunidade para problemas ambientais”.

O gerente explica que decorre, no próximo sábado, uma caminhada ambiental, iniciativa em parceria com Vila Verde a Correr e Desassossego Ambiental, onde se pretende caminhar e apanhar o lixo encontrado no percurso.

 

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Braga

Domingos Névoa quer comprar 50% da Bragaparques por 65 milhões

Manuel Rodrigues pode não aceitar e caso vai para tribunal

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Domingos Névoa, co-fundador do grupo "Rodrigues e Névoa". Foto: O MINHO

A guerra entre os empresários bracarenses Manuel Rodrigues e Domingos Névoa subiu de tom.

Manuel Rodrigues e Domingos Névoa. Foto: DR / Arquivo

Nos últimos dias, Rodrigues disse de sua justiça sobre a posse da Bragaparques, no jornal Correio da Manhã, e na revista Sábado. Afirmando que só não comprou a firma de estacionamento, em dezembro passado, porque Névoa não apareceu para fazer a escritura.

O comprador oferecera 105 milhões pela metade pertencente a Névoa e à mulher, valorizando a empresa em 210 milhões, enquanto que este se dispôs a pagar 65 milhões pela mesma metade.

Os dois, sócios desde o início da atividade nos anos 70 do século passado, haviam decidido separar-se em 2016, tendo ficado acordado que cada um ofereceria, em carta fechada, o valor que entendesse dever pagar pela parte do outro nas muitas empresas que ambos detinham.

Como sucedeu com a própria Rodrigues & Névoa – do setor imobiliário e da construção – e com a Carclasse, esta do ramo automóvel.

Falta de comparência

As declarações de Rodrigues – e outras críticas – sobre a “falta de comparência” de Névoa na assinatura da escritura são rebatidas por “inverdadeiras” por este.

Fonte que lhe é próxima adiantou a O MINHO que, “em dezembro o empresário Manuel Rodrigues não tinha a Bragaparques em condições de lhe ser transferida. Pois, ainda não tinha sido retirado o aval de Névoa nem se tinha retirado a empresa de águas e resíduos, a Geswater, dos ativos da Bragaparques”.

A Geswater – que tem, ainda, como sócios a DST e a ABB – é a firma que detém 49 por cento da empresa municipal AGERE. Havia, portanto, que decidir quem ficaria com a Geswater. Só em março, – salienta a mesma fonte – a Braparques ficou em condições de ser transferida, com aqueles dois problemas solucionados”.

Impasse?

E sublinha: “a partir desta data até agosto, por várias vezes, Manuel Rodrigues foi interpelado pelo Névoa para vir pagar e assinar a competente escritura. E nunca apareceu para pagar e comprar”.

A partir de meados de agosto, e dado que não compareceu, Névoa decidiu comprar conforme o previsto no acordo negocial entre os dois e por eles assinado. O prazo limite é, também, em dezembro. Se Rodrigues não quiser vender, Névoa recorre ao Tribunal.

Neste momento – sustenta – “é Manuel Rodrigues quem se encontra em falta perante o Névoa, pois este pretende comprar e pagar o preço que contratualmente está previsto, cerca de 65 milhões”.

Por isso, Domingos Névoa, pelo contrato existente, vai obrigá-lo a vender, nas condições previstas nesse mesmo contrato, dado já não se encontrar obrigado a vender, pelo menos desde agosto”

Contactados por O MINHO nenhum dos dois empresários se quer pronunciar.

Ações em Tribunal

No começo de setembro, e conforme o MINHO noticiou, um juiz do Tribunal de Comércio de Famalicão titular do processo rejeitou dar andamento a uma providência cautelar interposta por Fernanda Serino, mulher de Manuel Rodrigues, visando impedir Névoa, de imediato, de gerir a firma, e decidiu que a ação avança, mas com a contestação e audição do demandado e suas testemunhas. Mantendo-se este como administrador até ao julgamento da ação.

Rodrigues encobriu assédio

No Tribunal de Trabalho, e de acordo com o jornal I, está um processo que envolve uma funcionária do empresário, a qual se queixa de ter sido assediada no local de trabalho por um quadro da firma de Rodrigues. Ao que soubemos, este desvaloriza e nega.

Sporting Clube de Braga

Manuel Rodrigues integra a administração da SAD do Sporting de Braga, cuja gestão, liderada por António Salvador, está em investigação no Ministério Público. Por causa de um alegado saco azul e de compras de jogadores, serviços e brindes.

Ao que O MINHO apurou nenhum dos administradores é arguido, e todos se dizem “alvo de calúnia” e de consciência tranquila. Mas o MP confirmou ao JN, recentemente, o inquérito judicial.

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Braga

Braga leva cinco mil idosos à Quinta da Malafaia

Passeio sénior

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Foto: Divulgação / CM Braga

A Câmara de Braga promoveu esta terça-feira um convívio na Quinta da Malafaia, em Esposende, uma iniciativa desenvolvida pelo sexto ano consecutivo que, entre hoje e quinta-feira, leva cerca de cinco mil seniores bracarenses ao mais conhecido arraial minhoto onde não falta alegria.

De acordo com nota da imprensa enviada pela autarquia, “muita música e boa disposição marcaram este primeiro dia de convívio que proporciona aos participantes um dia diferente destinado a celebrar o bem-estar da população sénior”.

Foto: Divulgação / CM Braga

A câmara refere que este evento é considerado “fundamental para garantir o bem-estar da população sénior,  já que para muitas pessoas os convívios são os únicos momentos para se poderem divertir, passear e sair de casa”.

“Esta iniciativa tem um cunho simbólico e é um ponto de encontro aglutinador para cinco mil bracarenses que aqui passam um dia diferente de convívio e de celebração. Para muitos deles, este encontro faz toda a diferença nas suas vidas e é isso que nos motiva para renovar este convívio ano após ano”, diz Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, considerando que são estes de momentos que “trazem um novo alento aos seniores e uma maior motivação para que continuem activos e a desfrutar da vida”.

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

A autarquia destaca ainda as “políticas alargadas de apoio à população idosa”, como são exemplo a criação do cartão sénior; os apoios às IPSS´s, através da redução de tarifários da AGERE; o acesso aos horários generalizados dos TUB; a dinamização do Conselho Municipal Reformados, Pensionistas e Idosos; o programa Braga Sol que visa a intervenção e melhoramento das condições de mobilidade e acessibilidade nas residências dos idosos e dos mais desfavorecidos; o programa Braga a Sorrir de apoio à saúde oral e as diversas iniciativas de carácter lúdico e desportivo desenvolvidas especificamente para este público-alvo.

“Desde o plano desportivo ao cultural, passando pelo âmbito social ou pelas acções de formação queremos devolver a esta franja da população muito do esforço que eles dedicaram à cidade, esta é também uma forma de lhes agradecer por tudo que fizeram pela comunidade bracarense ao longo das suas vidas”, concluiu Ricardo Rio.

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