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Barcelos

Catarina Martins visita casas sociais em Barcelos e deixa críticas ao ministro das Finanças

“Quem quer pontes, não as queima”

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Foto: Facebook de Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, respondeu esta sexta-feira às críticas do ministro Mário Centeno com o aviso de que “quem quer pontes, não as queima”, salientando que o partido não está arrependido dos últimos quatro anos.

Em Barcelos, após uma visita a um bairro social recentemente requalificado, Catarina Martins mostrou-se “agradada” por o programa do BE “estar no centro do debate e das preocupações do PS”.

“Não sei se o Partido Socialista está arrependido destes quatro anos, nós no Bloco de Esquerda não estamos”, referiu.

Aludindo às declarações do ministro das Finanças, Mário Centeno, que hoje acusou o BE de ter um problema “endémico” com as contas, Catarina Martins disse que o Bloco tem um programa com contas certas e devolveu as críticas ao PS, acusando-o de ter apresentado um programa “sem contas”.

“Fico agradada pelo facto de o programa do BE estar no centro do debate e das preocupações do PS, alguma coisa estamos a fazer bem. Apresentamos compromissos claros e contas certas e ainda bem que assim é. É bom apresentarmos os compromissos claros, o que queremos fazer, quanto é que custa, é assim que o BE tem agido”, referiu.

Acrescentou que o PS começou por apresentar “um programa sem contas” e que agora apresenta contas sem “qualquer capacidade orçamental” para cumprimento das suas promessas.

Voltando à solução governativa dos últimos quatro anos, a líder do BE congratulou-se com o acordo alcançado, vincando que ele “não permitiu que as pensões fossem congeladas, que as empresas pagassem menos à Segurança Social ou que o despedimento fosse facilitado, como o PS tinha no seu programa em 2015”.

“Conseguimos trabalhar juntos, valorizar salários, valorizar pensões, começar a fazer um caminho diferente para o nosso país com mais dignidade para quem trabalha. Estamos orgulhosos do caminho que fizemos”, sublinhou.

Em relação às críticas que o PS tem feito ao Bloco, Catarina Martins respondeu assim: “quem quer fazer pontes, não as queima”.

Sobre a habitação social, Catarina Martins disse ser possível que “pelo menos 60 mil casas” sejam recuperadas nos próximos quatro anos.

Para a líder do Bloco, essa intervenção garantiria a eficiência energética, a poupança na conta da luz dos moradores e 7.000 postos de trabalho.

“Não podemos continuar décadas com a habitação do Estado absolutamente abandonada”, disse ainda.

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Barcelos

“O PSD abandonou, mais uma vez, os barcelenses”

Polémica na câmara de Barcelos

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Imagem via Barcelos Popular

A saída da sala por parte da oposição aquando da chegada do presidente da Câmara durante a última reunião de executivo municipal de Barcelos levou a que o secretariado local do PS lançasse acusações ao PSD de “abandonar” os barcelenses.

Em comunicado, os socialistas criticam a atitude dos vereadores sociais-democratas, acusando-os de presumirem que o autarca Miguel Costa Gomes seja culpado dos crimes que lhe estão imputados, sem que exista julgamento prévio.

“Depois de termos assistido a um abandono que colocou em causa projetos comunitários, a resolução das questões de recolha de resíduos; o Barcelos Bus e outros projetos e apoios muito relevantes para o desenvolvimento do concelho, a oposição municipal e particularmente o PSD, como principal partido da oposição voltaram a mais uma atitude que comprova o seu desinteresse por Barcelos”, escrevem os socialistas.

O comunicado aponta que os vereadores da oposição dizem “defender o princípio de presunção de inocência”, mas não o estão a cumprir, “querendo impor ao presidente (…) uma decisão que, objetivamente, não só viole esse principio constitucional, como o faça, também, em relação ao principio da separação de poderes”.

“O caso judicial em apreço, pelo seu mediatismo e sistemáticas violações do segredo de justiça é, hoje, por todos sobejamente conhecido e assume fortes contornos políticos. Um processo que esteve parado nos últimos meses e que após as eleições legislativas teve uma decisão do Tribunal da Relação do Porto, que permitiu perceber que a medida de coação era desajustada, desproporcional e desnecessária”, salientam os socialistas.

O PS diz mais: que 21 dos 28 contratos “suspeitos” nesta operação que acusa Miguel Costa Gomes de corrupção foram assinados pelo atual vereador da oposição, Domingo Pereira, ex-PS e ex-integrante do executivo dos socialistas.

O mesmo comunicado recorda a operação Tutti Frutti, que envolveu Carlos Reis e outros elementos destacados do PSD de Barcelos. “O PSD Barcelos pediu a suspensão ou a renúncia do seu líder, então presidente de junta aquando das investigações e fortes indícios, segundo o ministério público, de dois crimes de peculato?”, questionam.

“O vereador da oposição e líder do BTF pediu a suspensão ou renúncia do seu mandato aquando da sua constituição como arguido?”, questionaram ainda.

“Da nossa parte, mantemos a profunda convicção de inocencia do presidente Miguel Costa Gomes, reforçada pela decisão do Tribunal da Relação do Porto e o sentido de responsabilidade conferido pelos barcelenses para fazer mais e melhor por Barcelos”, referem.

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Barcelos

Oposição na Câmara de Barcelos abandona reunião à chegada do presidente

PSD pede eleições intercalares

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Imagem via Barcelos Popular

Os cinco vereadores da oposição na Câmara de Barcelos recusaram-se esta sexta-feira a participar na reunião do executivo, por duvidarem da legalidade de a mesma se realizar sem ser permitida a presença na sala de quaisquer funcionários municipais.

A reunião de voltou a ser presidida pelo presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes (PS), que está impedido pelo tribunal de contactar com os funcionários do município, uma medida de coação aplicada no âmbito da Operação Teia.

“Temos sérias e fundadas dúvidas de como pode decorrer uma reunião que impeça a presença de funcionários municipais, mesmo que seja necessário algum esclarecimento técnico, ou, no caso de uma reunião pública como a de hoje, em que os mesmos funcionários não possam participar na qualidade de cidadãos”, refere uma declaração política apresentada pelos três vereadores do PSD.

Os social-democratas acrescentam que não participarão na reunião “até ser dada prova cabal da possibilidade legal de a mesma ocorrer nestes moldes”, afirmando que a solução para a Câmara passa pela realização de eleições intercalares.

O vereador do CDS também questionou a legalidade da situação e sublinhou a “anormalidade” que diz reinar na Câmara de Barcelos.

António Ribeiro desafiou Costa Gomes a suspender o mandato enquanto decorrer o processo judicial em que é arguido.

Já o vereador do movimento independente Barcelos, Terra de Futuro (BTF), Domingos Pereira, disse que com a atual situação “não há condições políticas objetivas” para que os membros do executivo possam continuar a exercer o seu mandato.

Disse ainda que está a fazer “uma avaliação pessoal” para decidir se continuará como vereador ou se suspenderá ou renunciará ao mandato.

A cada um dos vereadores que foi saindo da sala, o presidente da Câmara limitou-se a dizer que lhes seria marcada falta injustificada.

No final, aos jornalistas, Costa Gomes sublinhou que “não há qualquer impedimento legal” para que possa continuar o exercício do seu mandato.

Disse que tem apenas a “limitação” de não poder contactar com os funcionários, pelo que foi feito um ajustamento para ultrapassar esse constrangimento.

No âmbito da Operação Teia, Miguel Costa Gomes estava em prisão domiciliária desde 03 de junho, indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação.

O juiz de instrução criminal proibiu-o ainda de quaisquer contactos com funcionários municipais.

Recorreu para a Relação que, na última semana, determinou a restituição de Costa Gomes à liberdade, impondo-lhe a prestação de uma caução de 20 mil euros.

No entanto, manteve a proibição de contactos com funcionários.

Na Operação Teia, e além de Costa Gomes, são ainda arguidos o entretanto demissionário presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, e a mulher, a empresária Manuela Couto.

O outro arguido é o ex-presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto Laranja Pontes, que entretanto se reformou.

Manuela Couto também esteve em prisão domiciliária, mas a pulseira eletrónica foi-lhe igualmente retirada na semana passada.

O processo está relacionado com alegados favorecimentos às empresas de Manuela Couto por parte do município de Barcelos e do IPO/Porto, a troco de favores políticos conseguidos por Joaquim Couto.

Hoje, Costa Gomes reafirmou que a sua “consciência está tranquilíssima” e que aguarda o desenrolar do processo de forma “serena, confiante e tranquila”.

“Não fiz nada daquilo que lá está”, referiu.

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Barcelos

Incêndio em prédio de Barcelos mobiliza 13 bombeiros

Arcozelo

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Foto: DR/Arquivo

Um incêndio habitacional num prédio mobilizou vários meios, ao início da noite desta quinta-feira, em Arcozelo, cidade de Barcelos.

Segundo fonte da Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estiveram no local 13 operacionais apoiados por cinco viaturas de combate a incêndios urbanos.

Apesar do susto, registaram-se apenas danos materiais.

A PSP registou a ocorrência.

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