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Viana do Castelo

Castelo “encantado” de Viana conquista família galega e vira projeto turístico

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Foto: DR

Um palacete “romântico, de feição acastelada”, situado às portas de Viana do Castelo, conquistou uma família da Galiza que, há um ano, iniciou um projeto para acolher turistas de todo o mundo.

Do século XIII, o Castelo de Portuzelo, como é conhecido localmente por se situar em Santa Marta de Portuzelo, a cerca de quatro quilómetros do centro da cidade, esconde, no meio rural daquela freguesia, o “encanto” que “arrebatou” um casal de Vigo, na Galiza, que procurava uma casa de férias.

Os avós de Ana Martinez, a ‘designer’ de moda de 37 anos que em junho de 2017 decidiu iniciar um projeto de alojamento local, encontraram, num jornal, o anúncio da venda da casa de estilo manuelino que tem elementos dos séculos XII ao XIX, e quando a visitaram, na altura em “avançado estado de degradação, não hesitaram”.

“O Castelo estava em ruínas, mas mesmo assim o meu avô ficou apaixonado pelo espaço. Meteu mãos à obra e começou a recuperação, sem nenhum apoio e respeitando a traça inicial até porque está classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1977”, explicou.

A imponência do edifício, de arquitetura militar, sempre “impressionou” Ana que faz questão de passar essa sensação aos hóspedes, preservando o aspeto “rústico” do imóvel. Da rua que dá acesso ao castelo, avista-se a torre de vigia de estilo manuelino, com musgo e vegetação rasteira a espreitar pelas pequenas janelas, e já no interior do espaço, as árvores de fruto e os jardins estão tratados de forma natural.

“O Castelo não foi pintado propositadamente porque queremos que as suas paredes austeras reflitam s sua história. No interior, tentamos manter os espaços o mais singelos possível”, explicou.

A descrição publicada no sítio da internet da Direção Geral do Património Cultural refere que o castelo teve origem numa propriedade medieval, tutelada por uma casa senhorial à época detida por Fernão Lobo e sua mulher, Dona Ana Lobo Barreto.

Com cerca de dois mil metros quadrados distribuídos por dois andares, o castelo tem ainda uma capela, dedicada a Nossa Senhora do Carmo.

No jardim com cerca de 17.000 metros quadrados, sobressai a fonte do século XVI e um túnel forrado de vegetação, que leva ao pátio de ‘fontain’ dando lugar à fachada principal da propriedade. Em redor do castelo existe um fosso, hoje entulhado.

Desconhecido por muita gente da cidade, o castelo apresenta-se a quem chega a Viana do Castelo, pela ponte da autoestrada A28 sobre o rio Lima, e “sai gravado na memória” dos turistas que o alugam para férias, vindos da Indonésia, Turquia, EUA, Noruega Alemanha, França, Inglaterra, entre outros.

“Os hóspedes ficam encantados. Tivemos um grupo de pessoas da Europa e América Latina que participaram num ‘workshop’ de fotografia e que ficaram maravilhados com o espaço, a privacidade e a luz, rara e diferente. A luz, ao pôr-do-sol, é única”, referiu.

O negócio familiar envolve “três Anas, a avó, mãe e a neta”, o mesmo nome primeira proprietária.

O castelo por 12 quartos, com nove disponíveis para os hóspedes. Todos têm nomes de cidades portuguesas que “encantaram” a família nas viagens frequentes a Portugal.

Sintra, Óbidos, Lisboa, Sagres, Bragança, Estoril e Faro são algumas.

“Cada quarto tem a sua personalidade, mas o de Viana do Castelo é lindíssimo, especial”, disse.

Há três salas de estar, duas salas de jantar, uma enorme cozinha e grandes corredores. Tudo decorado pelas “três Anas do castelo”, brincando com a lenda de Viana que a avó lhe contou em menina.

Reza a lenda que um barqueiro que transportava mercadorias pelo rio Lima apaixonou-se por uma jovem de personalidade alegre e feições helénicas. O nome dado por batismo à rapariga fora de Ana. O barqueiro passava o tempo a falar da Ana, enquanto carregava as mercadorias, ora perguntando por Ana ora dizendo que vira a Ana. Tantas vezes repetida a expressão “Viaana”, terá dado nome à cidade.

Ana Martinez trabalhou em Madrid para o costureiro António Alvarado, responsável pelo guarda-roupa de alguns filmes de Pedro Almodovar, entre outros artistas e músicos. Tentou em Vigo lançar a sua própria marca de roupa, mas acabou por “olhar para o castelo do avô, em Santa Marta de Portuzelo, como a possibilidade de criar um projeto de futuro”.

Além de alojamento local, o espaço recebe todo o tipo de eventos, concertos, apresentações de livros, entre outros.

“Podem-se fazer aqui muitas coisas. Estou aberta a todo o tipo de proposta”, referiu.

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Viana do Castelo

Proprietário de bar agredido por três homens no centro histórico de Viana

Agressão

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Foto: DR / Arquivo

Um homem, proprietário do Bar República, em Viana do Castelo, foi agredido dentro do próprio estabelecimento por três homens, na tarde desta quarta-feira, sofrendo ferimentos.

Segundo avança a Rádio Geice, o homem terá tido uma discussão com dois clientes dentro do bar que acabou mal, depois destes terem saído para pedir reforço a outro indivíduo.

Dentro do bar, terão agredido violentamente o empresário, que acabou por sofrer vários ferimentos.

A mesma publicação cita fonte da PSP, indicando que os três homens foram constituídos arguidos e identificados como sendo pai e filhos.

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Viana do Castelo

BE questiona sobre descargas poluentes em monumento natural em Viana do Castelo

Poluição

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre “sucessivas descargas poluentes” na Ribeira de Anha, na freguesia Vila Nova de Anha, classificada como monumento natural pela Câmara de Viana do Castelo.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, a deputada Maria Manuel Rola pretende saber “se o Governo tem conhecimento das recorrentes descargas para a ribeira”, denunciadas pela população que diz que “os peixes têm morrido e que a ribeira não tem vida”.

“A própria Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha admite ser um problema antigo e grave”, refere a deputada do BE que recorda que que aquela ribeira, “classificada como monumento natural pelo município de Viana do Castelo, conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos”.

“Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho”, sublinha a deputada.

Na pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Maria Manuel Rola, adianta que “este monumento natural também regista testemunhos das plataformas costeiras do último interglaciar, que estão neste local cerca de um metro abaixo das congéneres a norte do Rio Lima e em resultado de uma falha geológica com atividade recente (movimento vertical de 0,008 mm/ano) e sobre a qual o rio Lima se instalou”.

“Ocorrem também neste monumento natural geoformas costeiras como sapas e marmitas, do penúltimo interglaciar (idade absoluta aproximada de 245 mil anos) e salinas de idade pré-romana”, reforça.

Para o BE trata-se de “uma situação inadmissível que dura há demasiado tempo e parece estar sem fim à vista”.

“As populações estão, e com razão, cada vez mais indignadas com a frequência e magnitude destes atentados ambientais, sem que pareça haver uma ação eficaz das autoridades, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN) e das autarquias, principalmente da Câmara de Viana do Castelo, concelho do troço do rio onde se têm verificado estas descargas, sem atuação eficaz para que estes atentados ambientais não se repitam e consequentemente sem que os autores sejam devidamente responsabilizados”, lê-se no documento.

A deputada do BE quer saber os resultados das inspeções feitas na ribeira e que medidas vai o Governo adotar para solucionar o problema.

Contactado pela Lusa, o vereador do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, disse que o município “encetou e tem em curso todas as diligências ao seu alcance para identificação dos emissários, nomeadamente ações de fiscalização e ensaios físico-químicos, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Alto Minho(AdAM).

Ricardo Carvalhido admitiu que a autarquia “tem sido confrontada, nos últimos meses, com episódios de descargas de efluentes de origem desconhecida, mas com características poluentes, em duas das suas ribeiras mais importantes – a de Anha, em Vila Nova de Anha e a de São Vicente, na Meadela”.

“Estas ribeiras são elementos biofísicos fundamentais e são estruturantes da zona húmida das Caldeiras de D. Prior (onde se desenvolve o Parque Ecológico Urbano), e do Monumento Natural da Ribeira de Anha, áreas que compõem a Rede Municipal de Ciência nas dimensões da conservação da natureza e da promoção da educação e literacia”, enfatizou, referindo “a importância nevrálgica destas ribeiras para as várias agendas de desenvolvimento em curso”.

Questionada pela Lusa, a empresa Águas do Norte informou que “as descargas verificadas na ribeira de Anha, não foram provocadas por qualquer infraestrutura que esteja a ser gerida pela concessionária do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal”.

“Após a avaliação técnica efetuada no local, foi comprovado que as ocorrências em causa foram provocadas por descargas clandestinas, pelo que a Águas do Norte é completamente alheia à mesma”, reforça a empresa.

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Viana do Castelo

Senhora da Agonia, de Viana, representada em folhas miniatura dos CTT

Tradição

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Foto: CTT

Os CTT vão apresentar na quinta-feira um conjunto de peças filatélicas e um livro que homenageiam algumas Festas e Romarias em Portugal, com uma tradição milenar, informou hoje a empresa. No livro, estão retratados os Gigantones e Cabeçudos na Praça da República, em Viana do Castelo, nas Festas da Senhora da Agonia.

Nesse dia, os CTT lançam também um livro dedicado ao mesmo tema, “Festas e Romarias”, da autoria de Paulo Mendes Pinto, refere a empresa em comunicado, lembrando que incluídos no livro estão os quatro selos e a folha miniatura de seis selos desta emissão.

Os selos retratam as Festas de Santo António, um baile popular num dos bairros típicos de Lisboa; as Festas de São João Batista, os festejos na zona da Ribeira, no Porto; as Festas de São Pedro, a tradicional procissão marítima, no Montijo; e a Festa dos Tabuleiros / Festa do Espírito Santo com o desfile na Praça da República, em Tomar.

Fonte: CTT

A folha miniatura contempla, para além das festas de Viana, a procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima, uma imagem da Senhora do Almortão em dia de romaria, uma imagem noturna da celebração das Festas de Nossa Senhora dos Remédios, uma imagem do andor da Mãe Soberana / Senhora da Piedade em dia de romaria, em Loulé, o Círio e Romaria de Nossa Senhora do Cabo.

A edição é bilingue, com tradução de José Manuel Godinho, sendo o ‘design’ do livro da responsabilidade de Folk Design e a tiragem é limitada a 4.000 exemplares.

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