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Braga

Caso não seja vendida, Confiança vai ser doada pela Câmara de Braga à Universidade do Minho

Antiga saboaria deverá dar lugar a residência para estudantes

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A antiga saboaria Confiança, em Braga, pode ser doada à Universidade do Minho para uma residência universitária pública, caso a autarquia não concretize a venda do complexo em hasta pública, disse hoje o presidente da câmara.


Durante a reunião de hoje do executivo, Ricardo Rio adiantou que “não há urgência na venda, mas sim na recuperação do edifício”, pelo que se na hasta pública de dia 11 de março não houver venda o edifício poderá passar para a Universidade do Minho.

A venda da antiga fábrica de perfumes e sabões foi adquirida pela Câmara Municipal de Braga por cerca de 3,5 milhões de euros em 2011, com o objetivo de “manter a memória fabril da cidade”, mas acabou por nunca ter sido alvo de nenhuma intervenção “por falta de fundos” próprios da autarquia ou fundos comunitários.

Segundo deu conta Ricardo Rio, caso a venda da Confiança não seja concretizada, a autarquia pretende doar o edifício à Universidade do Minho para que seja construída ali uma residência universitária pública.

No início do atual mandato, o executivo (PSD/CDS-PP/PPM) anunciou a intenção de vender a Confiança “para que não se degradasse ainda mais”, tendo havido três hastas públicas para o efeito, duas delas impedidas por providências cautelares interpostas por cidadãos.

UMinho acha “francamente interessante” residência estudantil pública na Confiança

O Tribunal Administrativo deu sempre razão à autarquia, pelo que o executivo decidiu avançar com a venda do edifício, mas com a obrigação daquele servir para uma residência universitária e com um caderno de encargos que, segundo a câmara, “garantia a preservação da memória da antiga saboaria”.

No entanto, o projeto tem sido alvo de muita contestação, nomeadamente do movimento constituído para “Salvar a Confiança”.

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Braga

IKEA de Braga está a recrutar

Emprego

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Foto: Dr / Ilustrativa

A loja de Braga da IKEA, situada no centro comercial Nova Acarda, entre Dume e Pameira, está a recrutar para cinco postos distintos, anunciou a empresa.

A multinacional sueca necessita urgentemente de três colaboradores de vendas, um colaborador de ‘recovery’ e um colaborador para o restaurante.

No que toca à restauração, estão abertas candidaturas para uma vaga de 16 horas semanais, durante tarde/noite, no restaurante da loja.

Já nas vendas, estão abertas três vagas, duas de 20 horas semanais e uma de 12 horas, aos fins de semana, para áreas das atividades e do têxtil.

Há ainda uma vaga para colaborador de ‘recovery’, cujo horário será de 16 horas semanais, à tarde/noite, mas esta será temporária.

Pode consultar as candidaturas aqui.

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Braga

Estrela da música brasileira nos anos 1990 escolhe Braga para exercer a nova carreira

Vinny fez sucesso com temas como “Heloísa, Mexe a Cadeira” ou “Uh Tiazinha” e agora é psicanalista

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Fotos: Divulgação e arquivo pessoal

Figura incortonável da música pop brasileira no final da década de 1990, o cantor Vinny, responsável pelo tema “Heloísa, Mexe a Cadeira”, um dos maiores sucessos das rádios do país há cerca de 20 anos, ou “Uh Tiazinha”, que fez sucesso em Portugal, pode ser mais um dos milhares de integrantes da comunidade “zuca” em Braga. O artista não largou totalmente a música, mas agora dedica-se à psicanálise, escolheu a cidade para abrir um futuro consultório, e até já é adepto dos Gverreiros do Minho.

Vinny estudou Direito na sua juventude a apaixonou-se por filosofia. No entanto, optou pelo caminho artístico, e depois de cerca de uma década a dedicar-se e com mais de 30 anos, o sucesso veio com o Todomundo, de 1997, e Na Gandaia, de 1998, ambos certificados como “Discos de Ouro” pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD).

“Até que um dia percebi que os concertos estavam a diminuir, veio o declínio natural da carreira, e pensei que era o momento de retomar a minha antiga paixão. Tirei a graduação de Filosofia e nunca mais parei”, disse Vinny a O MINHO.

“Tirei o mestrado em Ciências Sociais em Buenos Aires, e estive por uns seis meses sem um destino muito claro do que fazer, e veio a ideia da formação em psicanálise, que é complementar a todos estes estudos. Eu recebo o meu diploma na semana que vem. É uma realização pessoal e também um investimento para o futuro”.

O cantor, nascido na cidade de Leme, no estado de São Paulo, mas radicado no Rio de Janeiro, é defensor dos atendimentos online, e já tem pacientes em Braga.

“Poder ajudar as pessoas e ouvi-las a dizer que estão a gostar dos encontros, que está a ser relevante, é o que esperamos como psicanalistas. Confesso que a minha formação é para os atendimentos online, o que há pouco tempo era visto com desconfiança por profissionais mais ortodoxos. Mas hoje, especialmente com a pandemia, todos, mesmo os profissionais que criticavam, tiveram que adoptar como prática por questões óbvias”, disse o cantor de outros temas como “Shake Boom”, “Uh Tiazinha” e “Te Encontrar De Novo”.

“A minha pesquisa de formação de término de curso foi justamente a respeito de que como hoje é diferente a visão do atendimento online, o que eu acredito muito, o método é o mesmo, é efetivo, tem a mesma validade, e os resultados são valiosos. No entanto, em alguns casos não é adequado, quando há violência, por exemplo, que precisa ser presencial. Quando é psicanálise, é perfeitamente viável fazer o atendimento online, é igual”.

Paixão por Braga, pelo Gerês e pelas praias de Esposende

Vinícius Bonotto Conrado, nome por trás do artista, conheceu Braga através de amigos que escolheram a cidade para viver a reforma. A paixão foi tão imediata que o cantor já comprou dois apartamentos no concelho e não quer adiar muito a sua chegada.

“Pretendo morar em Braga já no ano que vem. Uma cidade que tem uma estrutura que eu amei, tem tudo o que precisamos, é uma cidade segura, acolhedora, também com muitos brasileiros, e acabamos por partilhar a cultura, o que faltava mesmo era pensar na parte profissional. Eu também amo o Gerês, as praias de Esposende, mesmo com o vento e com a água gelada. A proximidade com cidades como Guimarães e Porto, para além do aeroporto, também é ótima”, avaliou Vinny, que tem um filho de 20 anos a viver em Lisboa e já adotou o SC Braga como o seu clube.

“Já fui assistir a um SC Braga-Vitória SC. No Rio de Janeiro, eu sou do Vasco da Gama, e transferi um pouco deste meu amor do Vasco para o SC Braga, e dei sorte, pois vencemos”.

O psicanalista Vinny no Gerês e no Dérbi do Minho. Fotos: Arquivo Pessoal

O que falta para Vinny fazer as malas e embarcar para Portugal é acertar-se com as questões legais.

“Para atender presencialmente, preciso fazer um ajuste por causa da legislação, preciso ver como é possível abrir um consultório em Portugal. Eu preciso, talvez, cursar alguma coisa aí durante algum tempo, e utilizar os conhecimentos da psicanálise como agregador. No modo online, eu posso atender qualquer brasileiro em qualquer parte do planeta. Já tenho pacientes que moram em Braga. Estou a ver estes ajustes para não cometer nenhuma irregularidade”, disse.

Até conseguir acertar todas estas questões, Vinny continua com a sua carreira musical no Brasil. Recentemente, o cantor entrou na banda LS Jack, que também fez muito sucesso no país com temas como “Carla” e “Amanhã Não Se Sabe”. Mas apenas de quarta-feira a sábado. Nos outros dias, a dedicação total é voltada à psicanálise.

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Braga

Projeto para ‘resort’ de luxo em quinta de Vila Verde ainda não passou ao papel

Turismo

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Foto: DR

O projeto para construção de um resort de luxo na freguesia de Cabanelas, em Vila Verde, ainda não passou para o papel, tendo primeiro que ser feito um Pedido de Informação Prévia à Câmara, algo que ainda não aconteceu.

A construção do empreendimento turístico está a ser equacionada pelo empresário Hernâni Vaz Antunes, um dos homens mais ricos de Braga, com ligações à empresa ALTICE, e que comprou aquela quinta em 2019 à família de Mesquita Machado.

O MINHO contactou o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, mas este não se quis pronunciar sobre o assunto por ainda estar tudo numa fase muito embrionária, podendo mesmo nunca chegar a acontecer.

Para aquela construção, é necessário proceder a alteração do Plano Diretor Municipal, uma vez que se situa em área agrícola.

A quinta em questão – Quinta do Salgueirô – pertenceu durante décadas à família Pachancho, uma das mais conhecidas famílias de industriais de Braga.

Ao contrário do que O MINHO avançou inicialmente, a quinta foi mesmo comprada por Mesquita Machado, há cerca de 20 anos, passando a mulher a gerir aquele espaço que produz vinho de marca com o mesmo nome da quinta.

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