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Casino da Póvoa recusa integração de trabalhadores despedidos, garante sindicato

Póvoa de Varzim

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Foto: Divulgação

14 trabalhadores do Casino da Póvoa de Varzim, que há seis anos foram alvo de um despedimento coletivo, viram hoje a empresa recusar a sua reintegração, após decisão judicial, garantiu o sindicato que os representa.

Através de um comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRSN) informou que a “empresa [Varzim Sol] recusou a ocupação dos postos de trabalho e o exercício de funções aos trabalhadores, alegando que vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça do acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães (TGR) que anulou o despedimento”.

Num acórdão proferido este mês, TGR teve um entendimento semelhante ao do Tribunal de Trabalho de Barcelos, que em janeiro de 2019, considerou, então, o despedimento de 21 trabalhadores “ilícito’, apontando para a reintegração dos funcionários.

“O TRG considerou o despedimento coletivo destes trabalhadores ilícito por ter tido como critério de escolha a recusa dos trabalhadores em assinarem um acordo de polivalência, considerando o critério arbitrário e discriminatório que, a ser admitido, implicaria uma prática forte de limitação e constrangimento ao exercício livre dos direitos por parte dos trabalhadores”, pode ler-se no comunicado do STIHTRSN.

O sindicato considerou que esta decisão do TGR foi “uma grande vitória para os trabalhadores e para o sindicato que sempre consideraram este despedimento ilícito por falta de fundamento”, mas lamentou que a decisão não tenha abrangido quatro trabalhadores.

“O TGR considerou o despedimento de outros quatro trabalhadores lícito, alegando que o despedimento coletivo não tem como condição que a empresa esteja em situação económica difícil, nem que demonstre que ficará em situação económica difícil se não proceder ao despedimento coletivo, pode ler-se no comunicado.

No mesmo texto, o STIHTRSN garante que “o departamento jurídico do sindicato já está a preparar o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça” sobre esta decisão que abrange os quatro trabalhadores.

Em março de 2019, depois de terem sido alvo de um despedimento coletivo, os 21 funcionários do Casino da Póvoa recorreram aos tribunais para contestar a decisão.

Em janeiro de 2019, o Tribunal do Trabalho de Barcelos considerou ilícito o despedimento e mandou reintegrar todos os trabalhadores, alegando não se mostrarem objetivamente comprovados os motivos fundamentadores do despedimento coletivo e não haver nexo de causalidade entre o despedimento coletivo realizado e os fundamentos aduzidos para o mesmo.

A empresa foi ainda instada a pagar a cada um dos trabalhadores as retribuições que perderam, acrescidas dos respetivos subsídios de férias e de Natal, diuturnidades e subsídio de alimentação, tudo acrescido de juros de mora até ao trânsito em julgado da sentença.

Dias depois, os trabalhadores apresentaram-se na empresa, para serem reintegrados, algo que não aconteceu porque a Varzim Sol, recorreu da decisão para Tribunal da Relação de Guimarães.

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Nasceu o segundo bebé de mãe infetada no Hospital de São João no Porto

Covid-19

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Foto: afiliacoe.med.up.pt / DR

Nasceu, esta quinta-feira, no hospital de São João, no Porto, o segundo bebé filho de uma mulher infetada com o vírus da covid-19, disse à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar.

O menino nasceu de cesariana, esta madrugada, e tanto a mãe como o filho “estão bem”, acrescentou a mesma fonte do Centro Hospitalar e Universitário São João (CHUSJ).

O bebé – o segundo de uma mãe infetada com o novo coronavírus a nascer no Hospital de São João, no espaço de quase uma semana – vai agora realizar um teste para se apurar se está infetado.

A 17 de março nasceu o primeiro bebé – uma menina – de uma mulher com o novo coronavírus no país e os dois testes que lhe foram realizados deram negativo para a infeção.

Na sexta-feira, Henrique Soares, neonatologista do CHUSJ, assegurou que aquela unidade hospitalar está “preparada” para casos de grávidas infetadas pelo novo coronavírus que causa a doença covid-19, a qual não coloca as gestantes em grupo de risco.

“As equipas estão preparadas quer as médicas, quer as de enfermagem, quer a de obstetrícia, quer as da neonatologia. Estabeleceram-se circuitos próprios para as grávidas Covid-19 positivas ou suspeitas e para as grávidas normais”, disse o neonatologista.

Em Portugal, de acordo com o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se 43 mortes, mais 10 do que na véspera (+30,3%), e 2.995 infeções confirmadas.

Dos infetados, 276 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

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Elementos do Exército e Cruz Vermelha apoiam lar de Vila Real

Covid-19

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Foto: Diário de Trás-os-Montes / DR

Elementos do Exército e da Cruz Vermelha vão substituir esta noite uma parte dos funcionários do Lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, onde permanecem cerca de 60 utentes que foram hoje testados à covid-19.

Neste lar, localizado no centro da cidade de Vila Real, foram identificados 13 utentes e sete funcionários com covid-19.

Depois de retirados, durante a manhã, os utentes infetados, o INEM procedeu à realização de testes a todos os restantes residentes e funcionários que ainda permanecem na Instituição Particular de Solidariedade Social.

Fonte da câmara de Vila Real explicou que hoje já não haverá transporte de mais utentes e que elementos do Exército, incluindo um enfermeiro, e da Cruz Vermelha Portuguesa irão entrar no lar para substituir uma parte dos funcionários.

Dentro das instalações estão 13 colaboradores e vão sair sete.

De acordo com a fonte, estes funcionários irão ser encaminhados para as suas casas para cumprirem o isolamento profilático determinado na terça-feira pela delegada de saúde.

Na quinta-feira e em consequência dos resultados dos testes realizados hoje serão anunciadas novas medidas.

Depois de ter sido detetado o primeiro idoso com covid-19, no domingo, foram testados 15 utentes, dando 13 positivos, e oito profissionais, dando sete positivos.

Na terça-feira à noite foi anunciada a evacuação do lar e durante a manhã de hoje foram transferidos 11 utentes com covid-19 para o hospital militar do Porto. Os restantes dois idosos já estavam internados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

A informação inicialmente avançada apontava para a transferência dos restantes utentes para o hospital militar improvisado no quartel de Braga mas, entretanto, foi decidido avançar com a realização de testes a todos os idosos e funcionários.

Precisamente por causa da cadeia de contacto identificada no Lar da Nossa Senhora das Dores, o município acionou terça-feira o plano de emergência municipal.

A autarquia explicou que esta ativação decorre essencialmente da “necessidade de aprofundar a articulação entre as várias entidades com um papel na pandemia de covid-19 e de centralizar a informação sobre todas as questões relacionadas com o combate”.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril e esta quarta-feira registava 43 mortes e 2.995 infeções associadas à covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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Padre DJ de Guimarães usa redes sociais para partilhar ‘grandes malhas’ em tempos de quarentena

Padre Guilherme Peixoto

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Foto: Facebook de Guilherme Peixoto / DR

Um padre de Guimarães, pároco na Póvoa de Varzim, está a usar as redes sociais para transmitir mensagens de sensibilização sobre a pandemia da covid-19 e partilhar algumas das suas atuações como DJ de música eletrónica.

Guilherme Peixoto, responsável pelas paróquias das freguesias de Laúndos e Amorim, desenvolveu o gosto por este estilo musical há vários anos, partilhando-o na comunidade ao atuar como DJ num espaço da paróquia, mas, também, em vários eventos para qual é convidado.

Agora, com as regras de confinamento ditados pela propagação do coronavírus, decidiu, a partir de casa, mostrar alguns dos seus sets através da Internet, transmitindo-os nas redes social como forma de entretenimento para quem está a cumprir quarentena, mas também para complementar as suas mensagens de sensibilização de como lidar com pandemia.

“Comecei a fazer uns vídeos com as normas de prevenção, e apesar de não ser fácil mudar os hábitos, tiveram muitas visualizações e partilhas. Percebi que se mostrasse algumas destas brincadeiras como DJ podia ter ainda mais alcance na mensagem que queria transmitir e alertar para a gravidade da situação”, disse o sacerdote à Agência Lusa.

Guilherme Peixoto, de 45 anos, acredita que esta é uma forma de “apelar a que as pessoas fiquem em casa e assim protejam a sociedade”, usando um formato que pode ser “lúdico, mas ao mesmo tempo informativo”, onde inclusive partilha questões práticas relacionadas com a Igreja e também as atividades do seu dia à dia.

“Os vídeos têm tido milhares de visualizações, inclusive em outros países como Inglaterra e Brasil. Tenho até médicos amigos que nos comentários vão dando conselhos e alertando para toda esta situação. O importante é educar as pessoas, pois se fizesse um vídeo muito sério ninguém ia ver até ao fim”, disse o padre, que é natural de Guimarães.

Apesar de há mais de uma década ter este passatempo como DJ, nomeadamente num espaço da paróquia de Laúndos, apelidado de “Ar de Rock” que funciona no verão, Guilherme Peixoto garantiu que “nunca tinha feito vídeos a passar música ao vivo”, mas tem sentido que as redes sociais têm permitido “uma proximidade com a comunidade que nunca antes existiu”.

O sacerdote, que é também responsável pelas comunicações sociais do Arciprestado da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, tem ajudado outras paróquias da região a usar estas plataformas digitais para transmitir a mensagem da igreja e divulgar as homilias.

“Muitos padres e paroquias não tem conhecimentos nem equipamentos para usar estas ferramentas, e tenho-os ensinado e ajudado a adaptarem-se. Além de conseguirmos divulgar as missas e o terço do Santuário de Fátima e do nosso Arcebispo D. Jorge Ortiga, fizemos uma parceira com um jornal local para todos os dias, numa diferente igreja do concelho, transmitir-nos a homilia e o evangelho”, descreveu Guilherme Peixoto.

O clérigo, que pode ser pesquisado na Internet como DJ Padre Guilherme, garantiu que continuará com esta atividade nas redes sociais, até porque acredita “que mesmo depois das coisas melhorarem as igrejas vão demorar a ser reabertas”.

“Provavelmente as igrejas serão dos últimos espaços a reabrirem. Não vamos passar de um estado de isolamento a ter as igrejas cheias de gente. Ainda assim, quando isto acabar acho que vamos todos conseguir comunicar melhor e, sobretudo, sermos mais solidários e preocupados com o próximo. E muita gente vai precisar de ser ajudada”, desabafou o sacerdote.

Enquanto isso, o padre Guilherme Peixoto continuará a informar e entreter comunidade com as suas atuações como DJ, que estão programadas para sexta-feira à noite e domingo à tarde.

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