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Braga

Casal acusa advogada de Braga de lhe ter vendido um apartamento com procuração falsa

Reclama-lhe 77 mil euros no Tribunal de Braga

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Mais um processo cível no Tribunal de Braga por causa da venda de uma casa a um casal de emigrantes em França feito por uma advogada de Braga.


O casal alega que a jurista Anabela Nogueira lhes vendeu um apartamento em Gualtar, Braga, mas com recurso a uma falsificação de assinatura e a uma procuração falsa. A ação, que será julgada a 26 de novembro na Unidade Cível, tem o valor de 77 870 euros.

De acordo com fonte dos queixosos, foi a jurista que lhes vendeu o apartamento em 2017, mas fê-lo sem o seu consentimento.

No final de setembro, Anabela Nogueira – que tem vindo a negar as irregularidades – enfrentou duas ações do mesmo teor, tendo numa delas, o seu advogado reconhecido que a sua constituinte terá “falsificado a assinatura de uma procuração usada na venda de um prédio, bem como o recurso a uma autenticação, também falsa, de uma colega de escritório, sem que esta soubesse de nada.“

A jurista veio dizer, em e-mail enviado a O MINHO ser “falso que tenha confessado no Tribunal de Braga ter falsificado a assinatura” uma vez que nem esteve sequer presente em qualquer diligência judicial, em que eu fosse parte, nos últimos meses.

“Quanto aos contornos dos processos em curso, posso apenas dizer que a vossa notícia padece de graves imprecisões e que serão esclarecidas quando os processos findarem”, explicou, usando do Direito de Resposta previsto na Lei de Imprensa.

Dias depois, a advogada comunicou ao juiz titular do processo que não reconhecia essa parte do acordo, negando precisamente que tenha falsificado a assinatura da colega.

Esta posição, tomada por escrito, levou o seu defendor, o advogado João Gaio a renunciar ao patrocínio da ré.

Terceiro processo

Na audiência ocorrida na Unidade Cível, o juiz, com o acordo das partes, deu como nulo o negócio imobiliário, já que, além da procuração ser falsa, a vendedora, uma senhora idosa, estava já interdita judicialmente de praticar este tipo de atos. Ato que a ré Anabela Nogueira veio, agora, contrariar.

Conforme O MINHO noticiou, a jurista enfrenta, ainda, um terceiro processo no qual quatro pessoas lhe exigem 90 mil euros por, supostamente, ter vendido um imóvel mediante falsificação de um documento.

Os queixosos intentaram uma cível contra a jurista, o marido, comerciante de automóveis, uma empresa de construções que poderá ter colaborado numa estratégia de lesão do património dos herdeiros de Marcelino de Azevedo Santos. Também são visadas duas seguradoras.

Os lesados contam que o falecido Marcelino emprestou 62 mil euros a dois dos réus, mediante uma confissão de dívida e a hipoteca de dois prédios urbanos na freguesia de Arcos, Braga. O empréstimo ficou de ser pago em prestações.

A hipoteca foi registada na Conservatória do Registo Predial de Mira. O representante dos devedores era o marido da advogada, que sempre acompanhou o assunto. Sucede que, em maio de 2016, a advogada apresentou um pedido de cancelamento da hipoteca. Para tal, usou um documento que é normalmente apresentado em escrituras.

“Alegadas burlas”

Mas, em dezembro de 2018, o procurador do falecido Marcelino tomou conhecimento de que a advogada fora notícia por “alegadas burlas envolvendo uma dezena de prédios”.

Por isso, o seu advogado, Paulo Alexandre Silva, pediu-lhe para ir à conservatória levantar cópia dos registos dos prédios para avançar com as execuções, isto porque – dizem os queixosos – apenas tinham sido pagos, até fevereiro de 2015, a quantia de 1.200 euros. “Para espanto total, concluiu-se que as hipotecas foram ilegalmente canceladas”, escreve o advogado, autor da ação.
prejuízo de um milhão.

Perante o facto, o procurador voltou à conservatória, tendo-lhe sido dito que a advogada cancelou as hipotecas com um “distrate” onde constava a sua assinatura. Como nada assinara, concluiu que alguém a falsificou.

Nesta sequência, apresentou queixa, umas das várias sob investigação na Polícia Judiciária de Braga e que envolve, entre outros ilícitos, a alegada falsificação do carimbo e da assinatura de uma advogada colega de escritório.

Um milhão

A advogada, que nega ter pratiado qualquer crime, é suspeita de ter vendido ilicitamente vários imóveis que pertenciam a clientes, a maioria emigrantes. A burla atingirá um valor superior a um milhão de euros. Em 2019, foi constituída arguida sendo-lhe imputados crimes de burla qualificada e falsificação de documentos. Contudo, ainda não há acusação do Ministério Público.

(notícia atualizada às 18h57 com mais informação)

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Braga

Ex-chefe da investigação criminal de Braga da GNR acusado de peculato

Crime

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusou um militar da GNR de Braga de peculato e abuso de poder por alegadamente ter falsificado os mapas mensais de suplementos remuneratórios, logrando assim receber indevidamente 5.400 euros.

Segundo nota hoje publicada na página da Procuradoria-Geral Regional do Porto, o arguido era chefe do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Braga.

“Enquanto responsável pelo preenchimento e envio para processamento dos mapas mensais de suplementos remuneratórios, de novembro de 2011 a outubro de 2016, incluiu o seu nome enquanto beneficiário do suplemento de escala, embora não tivesse direito a receber tal suplemento”, refere a nota.

O Ministério Público concluiu que, dessa forma, o arguido recebeu indevidamente o montante líquido de 5.400,17 euros.

O arguido está ainda acusado de ter ordenado aos militares do efectivo do Núcleo de Investigação Criminal, seus subordinados, que o substituíssem na execução do serviço para que ele estava escalado.

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Braga

Trânsito caótico em Braga. Ambulâncias com dificuldade para chegar ao hospital

Trânsito

em

Foto: redes sociais

A cidade de Braga, sobretudo nos seus diferentes acessos, tem vivido um final de quarta-feira caótico no que ao trânsito rodoviário diz respeito.

As longas filas na variante Norte, que ultrapassam as bombas de combustível Cepsa, em Maximinos, chegando ao nó de Ferreiros, ao pé do E.Leclerc, são algumas das reportadas por automobilistas ao final da tarde.

Também em outros locais, como na Av. Padre Júlio Fragata, quem vem da Variante Sul da circular, está a ser experenciada idêntica situação junto ao Braga Parque, nos acessos à Av. António Macedo e à Variante de Prado.

No já célebre Nó de Ínfias, na rotunda ao pé do Sá de Miranda, o trânsito chega a estar parado durante 15 minutos, bloqueado nos acessos aos colégios e ao centro da cidade.

Há registo ainda de dificuldades para ambulâncias de corporações de fora de Braga mas que são servidas pelo Hospital Central, localizado na cidade.

Algumas testemunhas publicaram nas redes sociais os gestos solidários de automobilistas ao abrirem “caminho” para que as ambulâncias possam superar as longas filas.

(notícia atualizada com a correção do dia da semana)

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Braga

Braga com diminuição acentuada nos casos ativos, mas há mais nove mortos em dois dias

Covid-19

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O concelho de Braga regista hoje 1.180 casos ativos de covid-19, menos 176 do que na segunda-feira e menos 284 do que na passada quinta-feira, mostrando uma clara tendência de descida.

O município contabiliza agora 7.782 casos desde o início da pandemia, mais 151 desde segunda-feira.

Estes números foram apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde atualizados às 17:00 desta quarta-feira.

Há ainda mais 318 doentes curados desde segunda e 587 desde quinta, totalizando 6.495 recuperações desde o início da pandemia.

Há 107 óbitos a lamentar, mais nove em dois dias.

Por fim, estão 1.839 pessoas em vigilância ativa, menos 113.

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