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Braga

Casais adiam casamentos devido a pandemia – No Bom Jesus, em Braga, já foram sete

REPORTAGEM. Com vestidos e fatos à medida, flores escolhidas, quintas reservadas e convites prontos

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Foto: Ilustrativa

Com vestidos e fatos à medida, flores escolhidas, quintas reservadas e convites prontos, vários foram os casais da zona Norte que, devido ao surto de Covid-19, se viram obrigados a adiar o casamento para “melhores dias”.


No Bom Jesus, em Braga, por exemplo, sete casamentos que estavam marcados para março e abril já foram adiados.

O reitor do santuário, João Paulo Alves, disse à Lusa que já tem 127 casamentos marcados para este ano, mas, admitiu, muitos deles “acabarão por ter de ficar para melhores dias”.

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Mas as estórias de casamentos adiados multiplicam-se um pouco por todo o país.

Após 10 anos de vida em conjunto, Ana e Thiago decidiram, em janeiro, marcar casamento para o próximo dia 12 de junho, mas, entretanto, por força do “sacana do vírus”, já adiaram a cerimónia, para data ainda por definir.

“Não concebo casamento sem abraços, sem afetos, sem beijos, com medo de contaminar ou ser contaminado. O casamento é a celebração do amor e essa celebração deve ser feita na sua plenitude”, disse à Lusa Ana Matias, arquiteta de 39 anos, residente em Matosinhos.

A quinta para a festa já estava reservada, cerca de 100 convidados confirmados e o vestido comprado, mas para já fica tudo suspenso.

“Talvez fique para junho do próximo ano, vamos ver como as coisas evoluem”, atira Ana.

Até lá, promete continuar a ter muito cuidado com a linha, não vá o diabo tecê-las e, chegada a data, o vestido que comprou para o casamento já não lhe servir.

“Não faça deste evento o último da sua vida. Proteja-se”, lê-se na publicação da página ‘online’ do ‘The Wedding Villa’, um espaço no Porto que junta todos os setores e fornecedores de preparação para eventos, entre eles, casamentos.

Foi com esta e outras mensagens semelhantes que Mariana Duarte, fundadora da ‘Griffin’ (empresa que criou o ‘The Wedding Villa’) avisou os casais para começarem a adiar os seus casamentos.

“Os nossos clientes não estavam conscientes do que se ia passar, aliás, fomos nós que tomámos a iniciativa de falar com eles. Alguns aceitaram bem, outros nem tanto. No caso dos casamentos, a primeira reação foi de quererem cancelar, por esse motivo, fizemos uma publicação a apelar para não cancelarem, mas sim, adiarem”, explicou, em declarações à Lusa, a fundadora.

Mariana Duarte optou por encerrar, no dia 12 de março, o ‘The Wedding Villa’, espaço que, diariamente, recebe “cerca de seis noivas”, ora para experimentar o vestido, sapatos e joias, ora para escolher o fotógrafo, videógrafo, florista, quinta e serviço de catering.

A par do encerramento da villa e, consequentemente, adiamento de marcações, Mariana Duarte, que monitoriza também a ‘Griffin’, empresa responsável pela total organização de eventos, já viu “adiado um dos 17 casamentos agendados para este ano”, em Portugal.

“Adiámos um casamento que se ia realizar no mês de março e, contamos que no mês de abril sejam outros tantos e em maio, não queria pensar nisso, mas teremos vários adiamentos”, afirmou Mariana Duarte, admitindo que o ritmo de trabalho, nos últimos dias, “têm sido alucinante”.

“Neste momento, tentamos sempre imaginar o que podemos fazer no pior cenário (…) É obvio que vamos perder muito dinheiro, não há qualquer tipo de dúvida, mas acho que vamos conseguir aguentar”, confessou.

Com o adiamento dos casamentos, Mariana Duarte prevê, além de uma “perda financeira” para a maioria dos serviços e fornecedores, uma “sobrecarga de casamentos à semana”.

Além de trabalhar em todo o território nacional, a empresa que Mariana Duarte fundou há quase 10 anos, também organiza casamentos em Itália, onde a situação, comparativamente com Portugal, “é bastante mais grave”.

Para este ano, tinha agendados 10 casamentos no país, desses, três já foram cancelados.

“A situação em Itália preocupa-me imenso. Neste momento, não há nenhum evento em Itália de março a dezembro que seja garantido. Nenhum. Aqui em Portugal ainda podemos dizer que esperamos voltar a fazer eventos antes de julho, em Itália, não sei se vamos conseguir fazer antes do final do ano”, concluiu.

Marta Ramos, 34 anos, de Albergaria-a-Velha, também tinha casamento marcado, neste caso para 02 de maio.

O enlace foi marcado em novembro de 2019, numa altura em Marta e Tiago, o noivo, estavam muito de longe de imaginar o que estava para vir.

“Até fevereiro, foi achando que estava tudo bem, mas agora em março percebemos que não haveria a mínima hipótese e, que remédio, tivemos de adiar”, referiu Marta Ramos.

O casal, que reside em Londres, já tinha tudo tratado para o casamento, incluindo as viagens para Portugal, mas agora é tempo de cancelar tudo e de tentar reagendar para setembro.

“Queremos muito acreditar que, até lá, o vírus já se tenha ido embora, mas nunca se sabe… É chato, mas são só mais uns meses. E, olhe, temos de pensar positivo: assim, teremos mais algum tempo para pensar no passo que vamos dar”, atira, com humor.

Já Nina Pérez, diretora-executiva da plataforma internacional ‘Casamentos.pt’, que monitoriza todos os setores necessários à preparação de casamentos ‘online’, revelou, numa resposta enviada à Lusa, que os últimos tempos têm sido “desafiantes”.

“Acabámos de fazer um estudo com mais de 2.600 utilizadores de Itália, Espanha e França. Os resultados são encorajadores: 91,3% dos casais optaram por adiar e apenas 8,7% cancelaram o casamento”, explicou a responsável.

Apesar de “ainda ser demasiado cedo” para fazer previsões em Portugal, Nina Pérez acredita que “poderá haver cerca de 3.000 casamentos afetados”.

“Da nossa parte, sabemos que os casamentos não podem acontecer durante este período, mas sabemos que em breve, ‘o amor será celebrado de novo”, concluiu.

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Braga

Carro desgovernado anda 100 metros em despiste na principal via de Braga

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhaes / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires, sentido Continente – Braga Parque, esta noite de sábado,

A viatura acabou por transpor o separador central e a imobilizar-se na via contrária, ao embater num poste suporte a um outdoor.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O carro terá andado mais de 100 metros em despiste, com os moradores da zona a sairem à rua após os barulhos fortes que ouviram.

O condutor saiu pelo próprio pé, não sendo solicitado até agora assistência pré-hospitalar.

A PSP está no local.

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Braga

Paulo Cunha ganha distrital de Braga do PSD e quer Barcelos ‘laranja’ em 2021

Política

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Foto: DR / Arquivo

As eleições autárquicas de 2021 são o “foco número um” da nova distrital de Braga do PSD, hoje eleita, numa lista única encabeçada por Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão.

Foram às urnas 1.254 militantes, dos quais 1.195 votaram na lista de Paulo Cunha.

Registaram-se ainda 51 votos brancos e oito nulos.

Em declarações à Lusa, Paulo Cunha disse que as autárquicas de 2021 constituem “o foco número um”, sendo o objetivo manter as atuais nove câmaras já detidas pelo PSD e tentar conquistar as restantes cinco.

Segundo o novo presidente da distrital social-democrata, a reconquista da Câmara de Barcelos, atualmente liderada pelo PS, será uma das grandes apostas.

“O atual presidente da Câmara de Barcelos [Miguel Costa Gomes] não se pode recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos, e essa será uma oportunidade que o PSD saberá certamente aproveitar, estando à altura das suas responsabilidades”, referiu.

Paulo Cunha terá como “vices” José Novais, de Barcelos, e Carlos Cação, de Vila Verde.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, será o presidente da mesa da assembleia distrital.

Paulo Cunha já tinha liderado a distrital de Braga do PSD entre 2010 e 2014, ano em que deu lugar ao eurodeputado José Manuel Fernandes.

O PSD lidera as câmaras de Braga, Vieira do Minho, Amares, Famalicão, Terras de Bouro, Esposende, Póvoa de Lanhoso, Celorico de Basto e Vila Verde.

No caso de Braga, a câmara foi ganha por uma coligação que juntou o PSD, o CDS-PP e o PPM.

Em Vieira do Minho, Amares e Famalicão, também houve coligação, mas apenas entre o PSD e o CDS-PP.

O PS detém Barcelos, Cabeceiras de Basto, Fafe e Guimarães, enquanto a Câmara de Vizela foi conquistada por uma lista independente, liderada por Vítor Hugo Salgado.

(notícia atualizada às 01h58 com a inclusão da Póvoa de Lanhoso como uma das atuais Câmaras do PSD)

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Braga

Cobras e ratos ameaçam moradores junto ao futuro ecoparque de Braga

Limpeza de terrenos

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os moradores da rua Quinta dos Passos, em São Víctor, cidade de Braga, estão revoltados com a autarquia por esta fazer ‘vista grossa e ouvido mouco’ aos sucessivos apelos para a limpeza de um lote de terreno que acarreta animais que ameaçam a saúde pública.

Ariana Correia, porta-voz dos moradores daquela urbanização situada em Areal de Baixo, junto ao futuro ecoparque das Sete Fontes, disse a O MINHO que têm sido sucessivas as denúncias ao longo dos últimos anos mas que a autarquia “nada faz” para a limpeza.

Braga dá “passo decisivo” para criar um ecoparque na cidade

 

“O terreno pertence a um particular que não o limpa e está nestas condições há quatro anos, sem que ninguém faça nada”, lamenta a moradora, visivelmente irritada com o executivo liderado por Ricardo Rio (PSD).

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Antigamente tínhamos uma senhora que fazia a limpeza, nós pagávamos, mas houve uma denúncia e a senhora nunca mais foi lá limpar aquilo”, explica.

Nos últimos meses, a situação tende a agravar-se, depois de um morador ter detectado cobras naquele espaço, situado por cima de garagens e onde crianças costumam brincar.

“Têm aparecido cobras e ratos no local e isso é uma ameaça para as nossas crianças”, assegura, revelando que já falou com o presidente da junta de São Víctor, Ricardo Silva, e que este se mostrou bastante atencioso mas também não conseguiu resolver o problema.

“Enviámos um ofício aos serviços municipais há mais de um ano e até hoje não obtivemos resposta”, sublinha.

O MINHO falou com fonte da AGERE que remeteu o assunto para a Câmara. Enviado um email a questionar através do endereço de email de reclamações dos munícipes, o mesmo nunca foi respondido.

Recentemente, O MINHO contactou o presidente da autarquia a propósito deste tema. Apesar de nos ter assegurado que ia questionar os serviços, nunca mais obtivemos resposta por parte de Ricardo Rio.

O MINHO sabe que a Câmara estará há mais de dois anos a tentar contactar o proprietário do terreno, mas sem sucesso.

Após uma pesquisa junto do site Portal da Queixa, verificámos que este é um problema recorrente na cidade de Braga, com vários munícipes a solicitarem uma resposta da autarquia através daquele meio, uma vez que não obtêm resposta dos serviços.

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