Seguir o O MINHO

País

Casa da Música suspende atividade artística até 03 de novembro

Covid-19

em

Foto: DR

A Fundação Casa da Música, no Porto, anunciou hoje que vai suspender até 03 de novembro as atividades artísticas e educativas devido a seis casos positivos de covid-19 no coro, disse o diretor-geral da instituição.


Em entrevista telefónica à Lusa, o diretor-geral da fundação, Paulo Sarmento e Cunha, explicou que, na terça-feira, no concerto que assinalou os 20 anos do Remix Ensemble, participou o Coro Casa da Música, onde “infelizmente apareceu um caso de uma coralista com covid-19” e que, por isso, as autoridades de saúde recomendaram que “todos os elementos do Coro, do Remix e os 11 técnicos da Casa da Música ficassem em isolamento profilático”.

Na página da Casa da Música pode ler-se que a instituição decidiu suspender a atividade artística e educativa entre hoje e 03 de novembro, mas que os restantes serviços – bilheteira, visitas guiadas e café – vão manter-se abertos.

“Esta medida vem no decurso da recomendação da Autoridade Regional de Saúde que impõe o isolamento profilático de um conjunto alargado da colaboradores, com particular incidência na área de produção técnica, o que diminui a capacidade de produção de eventos da Casa da Música”, acrescenta a mesma nota.

Paulo Sarmento e Cunha acrescenta que esta tarde surgiram mais cinco casos positivos no Coro, mas que, neste momento, parece que o problema poderá estar circunscrito aos elementos do agrupamento.

“Neste momento, nenhum músico do Remix Ensemble apresenta sintomas de covid-19” e “nenhum elemento dos técnicos da Casa da Música apresenta sintomas”, mas, esta tarde, no Coro, “houve a confirmação de cinco pessoas [com covid-19]”.

Paulo Sarmento e Cunha destaca que a instituição fez a verificação do seu plano de contingência e que “tudo correu bem”, com o devido uso de máscaras.

A Fundação Casa da Música avisa que vai proceder ao reembolso do valor dos bilhetes referentes a todos os concertos cancelados.

Anúncio

País

Chega e PSD entendem-se para viabilizar governo de direita nos Açores

Política

em

Foto: DR / Arquivo

O partido Chega anunciou hoje que “vai viabilizar o governo de direita nos Açores”, após ter chegado a um acordo com o PSD em “vários assuntos fundamentais” para a Região Autónoma e para o país.

“O Chega vai viabilizar o governo de direita nos Açores, após ter chegado, em conjunto com o PSD, a pontos de convergência em vários assuntos fundamentais para a Região Autónoma dos Açores e para o país”, anuncia o partido em comunicado.

De acordo com o Chega, o futuro Governo regional açoriano “comprometeu-se a alcançar as metas de redução significativa de subsidiodependência na região e de criação de um gabinete regional de luta contra a corrupção”.

Por outro lado, este futuro executivo comprometeu-se, segundo o Chega, a “desencadear, nos termos das suas competências próprias, um projeto de revisão constitucional regional que inclua, entre outros aspetos, a redução do número de deputados na região autónoma dos Açores”.

Já quanto à exigência que tinha sido feita pelo partido de que o PSD nacional participasse no processo de revisão constitucional iniciado pelo Chega, o partido liderado por André Ventura diz ter obtido garantias para o futuro.

“Sabemos que o PSD nacional irá entregar na Assembleia da República, ainda nesta sessão legislativa, um projeto de revisão constitucional que compreenderá, não só o constante do seu programa eleitoral, como alguns aspetos que são para nós fundamentais, tendo-nos sido dadas garantias de que contemplará, entre outros aspetos, a redução do número de deputados e a vontade de fazer uma profunda reforma no sistema de Justiça”, refere o partido.

O Chega admite que “não são todos os pontos” que pretende ver tratados numa revisão constitucional, mas considera que, desta forma, existe a garantia de que haverá “um dos grandes partidos” a defender temas que considera essenciais.

“Neste sentido, o Chega informará hoje o sr. Representante da República na Região Autónoma dos Açores de que se encontra indisponível para viabilizar um governo socialista na Região e, através dos seus deputados eleitos, votará favoravelmente ao governo liderado por José Manuel Bolieiro”, refere o comunicado.

O representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, começa hoje a ouvir os partidos que elegeram deputados à Assembleia Legislativa açoriana, tendo em vista a indigitação do futuro presidente do Governo Regional.

O PS elegeu 25 deputados e perdeu a maioria absoluta que detinha há 20 anos na região e esta semana PSD, CDS-PP e PPM anunciaram uma “proposta de governação profundamente autonómica”, um “governo dos Açores para os Açores” e com “total respeito e compreensão pela pluralidade representativa do povo”.

PSD, CDS-PP e PPM somam 26 deputados, juntando-se agora o apoio dos dois do Chega, faltando um voto para garantir a maioria absoluta de 29 parlamentares.

A lei indica que o representante da República no arquipélago nomeará o novo presidente do Governo Regional “ouvidos os partidos políticos” representados no novo parlamento açoriano.

Continuar a ler

País

Governo recua na exigência de recibo por prestação social para trabalhadores culturais

Cultura

em

Foto: DR / Arquivo

O ministério da Cultura esclareceu hoje que os beneficiários da linha de apoio social criada para os trabalhadores do setor “não terão de emitir recibo” da verba que receberam, ao contrário do que lhe tinha sido exigido.

Numa mensagem enviada hoje à agência Lusa, o ministério refere que “os beneficiários da linha de apoio social complementar à Segurança Social criada no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) não terão de emitir recibo”.

Vários beneficiários da linha de apoio social destinada a trabalhadores da Cultura, criada no âmbito do PEES, receberam na quarta-feira um ‘email’, ao qual a Lusa teve acesso, no qual é solicitado que, “no prazo de dez dias úteis, seja emitido um recibo a favor do Fundo de Fomento Cultural, pelo valor total do apoio”.

Segundo a tutela, a informação enviada hoje à Lusa “será comunicada aos beneficiários do referido apoio que receberam um email automático no qual se solicitava a emissão de um recibo”.

A linha de destinada a trabalhadores da Cultura, criada pelo Governo no âmbito do âmbito do previa o pagamento da prestação social aos profissionais, em duas tranches, de um valor total de 1.316,43 euros, que corresponde à prestação atribuída aos trabalhadores independentes (3x 438,81 euros).

Os beneficiários, que são trabalhadores independentes, entenderam que este pedido apenas podia dizer respeito a recibos verdes, por serem os que têm para emitir – o que irá impor retenção na fonte, eventual pagamento de IVA e de descontos para a Segurança Social sobre uma prestação social, que, nesse contexto, passaria assim a ser tratada como rendimento.

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, em declarações à Lusa na quarta-feira, referiu ter tido conhecimento nesse dia, numa reunião com estruturas representativas dos trabalhadores do setor, de que foi “solicitado o comprovativo de recebimento do apoio” a beneficiários da linha de apoio social criada no âmbito do PEES.

Graça Fonseca lembrou que “quando é dado determinado apoio ou verba que tem dimensão pública, tem de haver da parte de quem recebe um comprovativo de que o recebeu”.

No entanto, a ministra disse que pediu que lhe fosse enviado o ‘email’ que os beneficiários da linha de apoio social receberam, para “analisar o que é que foi solicitado”, para “perceber exatamente os contornos”.

O PCP e o Bloco de Esquerda pediram esclarecimentos ao Governo sobre a situação.

Continuar a ler

País

Estudantes convocam manifestação contra as desigualdades e fim das propinas

Dia Internacional do Estudante

em

Foto: DR

A Brigada Estudantil, grupo que defende os direitos dos estudantes, convocou para 17 de novembro, Dia Internacional do Estudante, uma manifestação em várias cidades do país contra as desigualdades sociais no ensino superior e eliminação das propinas.

A Brigada Estudantil escreve em comunicado que se pretende com a manifestação “Geração à Rasca 2.0” “exigir o fim das propinas e das desigualdades sociais no ensino superior, que se agravaram com a pandemia da covid-19”.

“As nossas instituições de ensino superior mostraram, mais uma vez que estão apenas preocupadas com o lucro e continuaram a cobrar propinas, taxas e emolumentos, enquanto assistimos à deterioração das condições de vida das nossas famílias”, é sublinhado.

Para a Brigada Estudantil, da promessa de que as propinas ajudariam a melhorar a qualidade do ensino, ficou apenas “mais um instrumento de triagem social dos estudantes”.

“Enquadrada numa visão economicista e tecnocrática do ensino superior, a lei das propinas veio igualmente desresponsabilizar o Estado do cumprimento das suas funções constitucionais, condenando o sistema de ensino à asfixia financeira e à privatização, na sequência de décadas de desinvestimento e subfinanciamento”, destacam.

No entendimento da Brigada Estudantil, ao “invés de se afirmar como um espaço de inclusão, formação e desenvolvimento intelectual e cultural, a Universidade tem-se vindo a tornar num espaço cada vez mais restrito, inacessível e elitista. Assim, a missão emancipadora da Educação torna-se impossível de atingir”, destacam na nota.

Para a Brigada Estudantil, a falta de comunicação, os problemas de alojamento, as assimetrias no acesso a materiais que viabilizassem o acesso às aulas online só veio demonstrar a necessidade das faculdades em conquistar a igualdade social.

“Se o ensino superior não é para todos, não é justo para ninguém. É com esta premissa e com a convicção de que o direito à educação tem de ser alargado a todas as pessoas que continuaremos nas ruas até à eliminação das propinas”, sublinham.

No comunicado, a Brigada Estudantil adianta que a manifestação “Geração à Rasca 2.0” começa no Largo de Camões, em Lisboa, às 16:00, estando previstas também vigílias na Praça da República, em Coimbra, e na Praça dos Leões, frente à reitoria da Universidade do Porto.

Continuar a ler

Populares