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Viana do Castelo

Casa cheia nos 50 anos do Santoinho

Arraial minhoto

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Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“Santoinho nasceu, pertinho do céu…”. O tema musical é direcionado a Lisboa, e interpretava-o o nome maior do fado português (Amália), mas na Quinta do Santoinho, em Viana do Castelo, hoje é dia de celebrar os 50 anos desde que Santoinho nasceu. E a música, embora adaptada, continua a cantar-se em plenos pulmões na sede do arraial minhoto.

Com Zezé Fernandes, Augusto Canário, Sons do Minho e Quim Barreiros, o arraial de aniversário promete durar pela noite dentro, e são centenas de pessoas que compareceram para festejar a cultura genuína do Minho.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

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Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Fundado por António Cunha

Idealizado e concebido pelo empresário António Cunha, numa antiga quinta da família, o Santoinho recria as tradições e costumes do Alto Minho.

António Cunha, fundador do Santoinho. Foto: DR

António Cunha, empresário no sector de turismo e transportes, ao sentir a necessidade de englobar num só espaço as vivências e a cultura do Minho, criou o Santoinho em 1972.

“Desta forma, os turistas poderiam levar consigo uma experiência única das tradições gastronómicas, populares, culturais e etnográficas da região, não só como visitantes mas acima de tudo como participantes”, pode ler-se no site do Santoinho, que se tornou uma referência turística do Minho.

O Santoinho é também hoje um importante meio divulgador da cultura minhota, através da exposição permanente de uma variada coleção de alfaias e utensílios do campo, de lagares, pias e figuras em granito, de espigueiros originários de todos os concelhos do distrito de Viana do Castelo, uma adega regional e ainda de antigas viaturas de transporte, como autocarros, automóveis, uma locomotiva do século XIX, carruagens do caminho de ferro, um coche do século XVII, carros de bois e de cavalos.

História

Já no início do século XX, a família Cunha estava ligada aos transportes, mas um negócio mal resolvido deixou-a falida. Coube a António Cunha, o mais velho de oito irmãos entretanto órfãos de pai, tomar a condução das coisas.

Foto: DR

Nos anos 40 a atividade de transporte em autocarro estava de regresso à família (com a atual casa do Santoinho a fazer de garagem). No final da década, já se organizavam excursões turísticas e, dez anos depois, António Cunha abria a primeira agência de viagens do distrito e conseguia as primeiras licenças de autocarros de aluguer em todo o país.

Assim – conforme se pode ler na história patente no site do Santoinho – a década de 1960 estava aberta ao chamado ‘turismo de importação’ e a Agência de Viagens Irmãos Cunha (AVIC) era das primeiras do país a importar os ingleses e holandeses. Mas António percebeu que havia que criar distrações além do sol e praia para a estadia desses primeiros visitantes. Por exemplo, abriu a primeira ‘boite’ da cidade de Viana, inaugurou o conceito de cruzeiros fluviais e arrancou com os primeiros restaurantes típicos regionais.

Mas principalmente, António Cunha percebeu que era nos usos e costumes em vias de desaparecimento que se encontrava o principal atrativo para os turistas. E passou essa década, de freguesia em freguesia, onde houvesse ranchos folclóricos e quintas para alugar, a recriar regularmente os arraiais minhotos da sua infância.

Em maio de 1972, a casa dos irmãos Cunha fazia-se no poiso fixo dessa mostra etnográfica, cultural e gastronómica. Estava fundado o Santoinho.

Ao longo destes 50 anos de existência, a Quinta recebeu mais de cinco milhões de pessoas dos quatro cantos do mundo em cerca de 2500 arraiais e mais de 10 milhões de visitas no total dos seus espaços.

Em cada arraial são consumidas 12 mil sardinhas, mil frangos, febras de 40 porcos, 600 Kg de broa e 2500 litros de vinho branco e tinto, utilizando-se 30 mil peças de louça e 10 mil guardanapos de papel.

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