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Futebol

Carvalhal de “coração partido” com lesão de Moura. “Estava no radar do Barcelona”

Taça de Portugal

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O treinador Carlos Carvalhal disse hoje que, apesar de o Trofense jogar dois escalões abaixo, o SC Braga terá que fazer um “jogo muito sério” no sábado, para seguir em frente na Taça de Portugal de futebol. O técnico também lamentou a lesão do jovem bracarense Francisco Moura, que deverá parar durante seis meses.

“Os jogos da Taça nunca são fáceis. O Trofense é uma equipa boa, uma equipa que tem ganho no seu campeonato [lidera a Série C do Campeonato de Portugal]. Ainda hoje o [jogador] André Leão disse que está lá desde janeiro e que ainda não perdeu nenhum jogo. Temos um respeito muito grande pelo Trofense, preparámos bem o jogo, vamos na máxima força e não vamos facilitar absolutamente nada. Temos o intuito de passar à fase seguinte e queremos fazer um jogo muito sério”, afirmou, em declarações à televisão do clube.

Sobre os objetivos dos bracarenses na competição, o técnico frisou apenas que o Sporting de Braga “entra em todos os jogos para vencer” e “jogo a jogo” tentará “superar os obstáculos”.

“Tenho de ser coerente. Tenho dito desde o início que vamos entrar em todos os jogos para vencer e a minha coerência tem de corresponder às minhas decisões. É o início de um ciclo, num outro ciclo muito exigente, no qual nós temos o objetivo de, jogo a jogo, superar os obstáculos que temos pelo caminho”, disse.

Antes da pausa, o Sporting de Braga fez sete jogos em 23 dias e “a resposta foi fantástica, num ciclo de jogos exigente”.

“Perante este ciclo, perder apenas no [atual] primeiro classificado do campeonato inglês [Leicester] e ganhar todos os outros jogos foi fantástico. Oxalá possa acontecer neste novo ciclo, que vai ser ainda mais difícil, que nós possamos ganhar a maior parte dos jogos. Por isso é que digo sempre: não olhar para o destino, mas para o caminho. O caminho é sempre o próximo jogo”, disse.

O técnico frisou a importância da pausa no campeonato por causa dos compromissos da seleção, que permitiu, por exemplo, a recuperação total de Ricardo Horta.

“Para nós foi excelente. Há sempre uma ou outra mazela e foi importante para recuperar energias e voltar no máximo da nossa força para atacar este ciclo exigente. Foi importante para recuperar um ou outro jogador, como o Ricardo Horta, que está completamente restabelecido. Ele é um jogador muito importante na nossa dinâmica. Dentro da disponibilidade dos jogadores, vamos estar no máximo da nossa capacidade”, disse.

Francisco Moura lesionou-se com gravidade num treino, na quarta-feira, tendo sofrido uma rutura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, e vai parar cerca de seis meses, perdendo, previsivelmente, o resto da temporada.

“Parte-me o coração, principalmente por ele, um jovem de 21 anos. Estava a fazer um início de campeonato muitíssimo bom, vinha de dois golos com o Benfica, falava-se na imprensa na possibilidade de estar no radar do FC Barcelona e, de repente, num segundo, tudo se transforma”, lamentou.

Carlos Carvalhal realçou que o lateral/extremo esquerdo “é um jovem”, “vai superar esta dificuldade e aparecer mais forte” e que a equipa tem de “seguir em frente”.

“Já jogámos neste ciclo exigente sem jogadores importantes como o Ricardo Horta, o Fransérgio e o David Carmo e o grupo respondeu com vitórias e com boas exibições. Isso é sinal de que não dependemos só de um jogador e temos um grupo muito forte, que vai superar a ausência do Moura, por isso é que lamento por ele, porque gostaria que estivesse cá”, disse.

David Carmo e Fransérgio, castigados, estão também fora do jogo da Taça de Portugal.

SC Braga e Trofense defrontam-se a partir das 19:30 de sábado, no Estádio do Clube Desportivo Trofense, jogo que será arbitrado por Fábio Melo, da associação do Porto.

Futebol

“Não estamos preocupados com o Paços de Ferreira ou com outra equipa qualquer”

João Henriques

Foto: Arquivo

– João Henriques (treinador do Vitória SC): “Não estamos preocupados com o Paços de Ferreira ou com outra equipa qualquer. Estamos preocupados sobretudo connosco e sobretudo em somar os três pontos em cada jogo que participamos.

É importante para nós dar seguimento ao que fizemos há três dias. Sabíamos de antemão que ia estar um terreno pesado, difícil para jogarmos. A nossa preocupação foi dar continuidade ao jogo anterior. Queremos sempre olhar para quem está acima de nós para tentar alcançar.

Hoje, ganhámos com o espírito vitoriano que tantas vezes é apregoado e hoje foi passado para aquilo que fizemos dentro de campo. Foi uma vitória do grupo, da equipa.

Ter a capacidade de ultrapassar todas as adversidades, criar as melhores ocasiões, ser mais eficaz e depois vencer como nós vencemos. Sofremos em alguns momentos.

Fala-se muito dos nossos mágicos, que fazem coisas diferentes, e hoje vimos os mesmos mágicos com espírito de ajuda, solidariedade. E isso é tão importante como qualquer trivela deste mundo.

Hoje, ganhou exatamente a equipa. E a equipa é isto. Sólida, continua a fazer nos jogos em que está um grande objetivo que é chegar aos 90 minutos com os três pontos. E isso foi inquestionável hoje.

Estou feliz pelo André Almeida, porque ele andava à procura deste golo. Era a cereja no topo do bolo para ele sentir ainda mais confiança. Felizmente, temos mais ‘Andrés Almeidas’ que vão aparecendo com o crescimento da equipa”.

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Futebol

“A nossa entrada no jogo foi muito fraca”

João Pedro Sousa

Foto: Arquivo

Declarações no final do encontro Famalicão-Vitória SC (0-1), da 15.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “É um problema para nós perceber que não estamos assim tão consistentes. E consistentes também em termos emocionais. Parece-me que a nossa entrada no jogo foi medíocre, foi muito fraca. E teve a ver com a vitória nos Açores. Infelizmente, não consegui perceber os sinais durante a semana para tentar corrigir.

Na primeira parte não jogámos. Nem bem, nem mal, simplesmente não jogámos. Fomos demasiado passivos. E contra equipas competentes como o Vitória, é difícil ter um resultado positivo. Perdemos o jogo porque não estivemos na primeira parte e temos de estar. Somos obrigados a estar. Temos de abordar os jogos de outra forma”.

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Futebol

“Por todos os turbilhões que foram acontecendo, o resultado acaba por se ajustar”

I Liga

Foto: Arquivo

Declarações após o jogo Moreirense-Portimonense (2-2), da 15.ª jornada da I Liga de futebol:

– Vasco Seabra (treinador do Moreirense): “Por todos os turbilhões que foram acontecendo, o resultado acaba por se ajustar. Parece-me que a ponta de sorte podia ter caído para nós, não só pelo penálti falhado, que é a maior oportunidade de todo o jogo.

Mesmo com momentos de dificuldade na segunda parte, dispusemos de duas oportunidades claras para fazer o terceiro golo. Se fizéssemos o 3-1, o jogo morria. Não marcámos e acabámos por recuar mais do que o pretendido.

Não entrámos bem e estávamos com dificuldades para ligar mal recuperávamos a bola. Isso remeteu-nos lá para trás, mas, depois do golo do Rafael Martins, reagimos, demos a volta ao jogo e acabámos a primeira parte muito bem.

Na segunda parte, começámos a cair com o tempo. Não tivemos a frescura física necessária, mas vi uma atitude, entrega e vontade muito grandes. Alguns jogadores estavam a fazer 90 minutos pela primeira vez na I Liga e outros vinham de lesão.

Ainda é mais frustrante sentir que sofremos dois golos nascidos em livres. É óbvio que temos de melhorar na capacidade para defender bolas paradas. Temos de ser mais competentes para que a nossa folha fique sem golos sofridos e saia limpa”.

– Paulo Sérgio (treinador do Portimonense): “De facto, houve aqui muitas voltas nos ânimos. Seria injusto não levarmos qualquer ponto, mas o futebol não se compadece dessas coisas. Há que dar mérito ao Ricardo, que parou aquela bola [penálti].

O ponto é mais do que merecido e merecíamos ainda mais pelo que fizemos. A segunda parte foi toda nossa, com muita qualidade e risco. Já na primeira, a equipa retraiu-se a seguir ao golo, desacertou a pressão e o Moreirense empatou sem criar grandes chances.

Sofremos o primeiro golo num lance em que o Willyan está a entrar em campo e não estava ninguém no sítio certo para atacar a segunda bola. O que conta é que duas equipas com qualidade dividiram os pontos e somámos mais um na nossa caminhada.

Fase de maior confiança? Na semana passada perguntaram algo idêntico. São tantas peripécias em 15 jornadas que é difícil dar uma resposta concreta. Perdemos dois jogadores importantes, o Pedro Sá e o Lucas Fernandes, mas ninguém fala disso.

Como não controlamos algumas coisas, temos de nos focar no trabalho e acreditar que este é o caminho. Estamos a dar espaço para o aparecimento de jovens, que têm dado boa conta do recado. Melhor fase? Só acredito se vencermos na próxima semana.

Por vezes, eu não estou satisfeito com a resposta antes de sermos agredidos. Parece é que preciso estar a sofrer para pormos tudo lá dentro. Não é bom quando necessitas de estar a perder para exprimir tudo aquilo de que és capaz. Vamos trabalhar nisso.

A equipa entrou muito bem, mas reagiu mal ao golo que marcou. Foi correndo atrás do prejuízo e apresentou discernimento e qualidade para encontrar as melhores soluções. Temos de entrar por aqui e ser iguais a nós próprios do primeiro ao último minuto”.

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