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Carlos Meira (Viana) quer ser candidato à liderança do CDS

Crise no CDS

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Foto: DR / Arquivo

O conselho nacional do CDS-PP para marcar o congresso da sucessão de Assunção Cristas demorou seis horas e meia e terminou esta sexta-feira de madrugada, sem que nenhum dos dirigentes “em reflexão” tenha anunciado uma candidatura à liderança.

Ao longo de horas e horas, em que muitos fizeram pausas para vir à rua conversar ou até encomendar comida, hambúrgueres, no caso, foi ainda possível saber que um militante, Carlos Meira, de Viana do Castelo, que fez uma intervenção crítica a Cristas no congresso de 2018, anunciou aos conselheiros ter a intenção de se candidatar à liderança.

Carlos Meira, figura conhecida do CDS em Viana do Castelo, já foi presidente da concelhia e candidato à Câmara de Viana em 2013, tendo-se apresentado durante um congresso nacional do CDS como “neto de um deputado da União Nacional”.

Meira já tinha sido muito crítico com Assunção Cristas durante o primeiro dia de trabalhos do 27.º Congresso do CDS-PP, que decorreu em Lamego (Viseu), em 2018.

Na altura, acusou a presidente do partido de desrespeito pelo distrito, ao qual terá dedicado apenas 40 minutos durante a campanha autárquica. “A senhora presidente nunca tinha tempo, era só Lisboa, Lisboa, Lisboa”, criticou.

As declarações, na altura, levaram a que o presidente da mesa do Congresso tentasse intervir, mas Carlos Meira disse que tinha esperado “o dia todo para falar”.

Dirigentes “em reflexão” não avançam

Nem João Almeida, deputado e porta-voz do partido, nem Filipe Lobo d’Ávila, do grupo “Juntos pelo Futuro”, nem o líder da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, que está “disponível para aquilo que os militantes” entenderem que pode “ser mais útil”, disseram claramente estar na corrida à sucessão de Cristas, que se afastou depois dos maus resultados do CDS das legislativas, em 06 de outubro, disseram à Lusa vários conselheiros nacionais.

Foram mais de seis horas de reunião em que, na primeira parte, os três dirigentes e Abel Matos Santos, único candidato assumido, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), fizeram intervenções em que falaram dos resultados do partido, que passou de 18 para cinco deputados, com 4,2% dos votos, e pediram reflexão sobre o futuro.

No final de um concorrido conselho nacional, mas já com a sala da sede do CDS-PP com pouco mais de 20 conselheiros, a ainda líder, Assunção Cristas, prometeu uma “presença discreta”, para fazer a representação institucional do partido, e disse sair da reunião tranquila com a participação que teve e com o debate de ideias a que assistiu.

E despediu-se, já passava das 04:00, com a frase: “Vamo-nos vendo e, se não for antes, vemo-nos no congresso.”

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, tanto Lobo d’Ávila, que à entrada admitiu que anunciará a sua decisão “dentro de dias”, nem João Almeida revelaram posições definitivas.

Almeida admitiu que já está a preparar a moção de estratégia global que pretende levar ao congresso de janeiro de 2020 e defendeu que, antes de pensar na candidatura, é preciso discutir ideias para o futuro do partido.

À partida, todos quiseram “ouvir”, nas palavras de Filipe Lobo d’Ávila, o que os conselheiros nacionais tinham para dizer sobre os resultados do partido, o pior desde as eleições de 1991. O mesmo, ouvir, quis fazer Nuno Melo, eurodeputado do CDS, que na semana passada se excluiu da corrida à liderança.

Na reunião, à porta fechada, segundo relatos feitos à Lusa por conselheiros nacionais, João Almeida defendeu-se das críticas internas, como Lobo d’Ávila, por não ter estado na sede nacional na noite das eleições, justificando-se ter ficado em Aveiro, círculo por onde foi eleito deputado.

Assunção Cristas falou, logo no início, aos dirigentes do partido para dizer que vai continuar no parlamento até ao congresso de janeiro e que, depois, renunciará ao cargo de deputada, mantendo-se, porém, como vereadora na câmara de Lisboa, para que foi eleita nas autárquicas de 2017.

Na reunião foi aprovada a realização do 28.º congresso nacional do CDS para 25 e 26 de janeiro de 2020, em local ainda a definir.

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Alto Minho

Ponte da Barca: ASAE apreende 15 toneladas de mel no valor de 45 mil euros

“Produto Portugal”

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Foto: ASAE

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou hoje ter apreendido 15 toneladas de mel, na sequência de uma ação de fiscalização numa unidade de extração e processamento de Ponte da Barca.

Em comunicado, aquela autoridade explica que o produto apreendido, que se destinava à exportação, estava rotulado como tendo origem em Portugal – “Produto Portugal”. Contudo, a ASAE suspeita que o mel terá “origem diversa fora do território nacional”, tendo sido “colhidas amostras para serem sujeitas a análises químicas e organoléticas”.

A operação realizada resultou de uma investigação da Unidade Regional do Norte – Unidade de Mirandela “por suspeita de fraude sobre mercadorias e contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios”.

O produto apreendido, estima a ASAE, tem um valor de mercado que ronda os 45 mil euros.

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Alto Minho

Carne de vaca do Parque Nacional Peneda-Gerês vence dois prémios, um deles internacional

Raça Cachena

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Foto: DR / Arquivo

A carne de vaca da raça Cachena conquistou este ano dois prémios, um nacional e outro internacional, que “reforçam a notoriedade daquele produto”, informou hoje a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

Em causa, adiantou hoje em comunicado a estrutura que representa 2.436 criadores dos dois concelhos, “a medalha de ouro no oitavo concurso nacional de produtos tradicionais no setor das carnes e o Prémio Melhor Sabor no concurso internacional “Great Taste Awards”.

“Sendo dois dos eventos mais prestigiados a nível nacional e internacional, possibilitam a solidificação das estratégias produtivas e comerciais encontradas para elevação deste produto. Estas distinções implicam uma maior notoriedade do produto, reforçada pela qualidade do júri de avaliação, pelo prestígio das organizações promotoras e por integrarem eventos onde os produtos em competição foram sujeitos a critérios de seleção e avaliação rigorosos”, refere a nota.

Típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a carne de vaca Cachena tem Denominação de Origem Protegida desde 2002, sendo criada, de “forma extensiva, o mais natural possível, no Solar da Raça Cachena, em plena liberdade, em pastos de alta montanha”.

A vaca Cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo. O animal atinge uma altura máxima de 110 centímetros e sobrevive ao frio nas serras da Peneda, Soajo e Amarela, no Parque Nacional na Peneda-Gerês (Norte de Portugal).

“Para os produtores e para a cooperativa é uma grande honra a atribuição destes prémios 2019 mas, também, e principalmente, um forte incentivo para a dinamização de novos desafios e metas”, sustenta a nota.

Contactado hoje pela Lusa, o presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, José Carlos Gonçalves, adiantou que existem atualmente cerca de quatro mil animais de raça Cachena.

“O concelho Arcos de Valdevez tem cerca de três mil animais de raça Cachena. Os restantes mil estão distribuídos pelos municípios de Ponte da Barca, Monção e Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, e Vila Verde e Terras de Bouro, no distrito de Braga”.

Nos distritos de Viana do Castelo e Braga, segundo José Carlos Gonçalves, são produzidos, por ano, “mais de 500 animais para comercialização em restaurantes, hotéis e talhos de todo o país”.

Em 2018, a Câmara de Arcos de Valdevez iniciou o processo de constituição da Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena com a aprovação da futura associação.

Em fase de criação, a confraria terá como missão “preservar e valorizar” aquele produto típico de Arcos de Valdevez.

A constituição da confraria resulta de uma parceira entre a Câmara de Arcos de Valdevez, a Cooperativa Agrícola, entidade que gere a denominação de origem da carne Cachena da Peneda, a Associação dos criadores da Raça Cachena, a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e o PEC Nordeste, empresa do grupo Agros que opera no apoio à produção pecuária nacional.

Esta raça é explorada em regime extensivo, por vezes quase semisselvagem e é atualmente parte “integrante do património genético de Portugal”.

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Alto Minho

FNAC chega a Viana para “levar cultura, lazer e tecnologia a mais portugueses”

A partir de amanhã, no centro comercial Estação Viana

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Foto: Divulgação / Arquivo

A FNAC chega, esta semana, a Viana do Castelo naquela que é a sua 32ª loja em Portugal. Com esta abertura, que, segundo fonte da empresa, representa um investimento que ronda meio milhão de euros e a criação de 15 postos de trabalho diretos, a insígnia francesa alarga a sua cobertura a nível nacional e reforça a sua presença no norte do país.

A FNAC Viana do Castelo abre ao público no próximo dia 15 de novembro e pretende servir toda a cidade e zonas limítrofes, abrangendo assim cerca de 240 mil habitantes, população estimada do dsitrito. Localizada no piso 2 do Estação Viana Shopping, em pleno coração da capital minhota, esta nova loja conta com uma área comercial de 475 m2 onde disponibiliza uma vasta oferta em produtos e serviços, aos apaixonados por cultura, tecnologia e lazer.

“Nesta nova FNAC, será possível encontrar cerca de 14 mil referências disponíveis com stock em loja. Mas a oferta da FNAC é ainda maior uma vez que os clientes podem aceder a 4 milhões de artigos do catálogo, através dos vários fluxos omnicanal, disponíveis na manhã do dia seguinte”, é dito num comunicado enviado a O MINHO.

Para além da oferta de produtos técnicos e artigos editoriais, a FNAC Viana do Castelo terá ainda à disposição dos habitantes da região vários serviços, nomeadamente a Bilheteira FNAC, Clínica FNAC e Adesão/Financiamento Cartão FNAC.

Nuno Luz, Diretor Geral da FNAC Portugal, citado no texto, afirma que “esta abertura é mais uma prova de que a FNAC está a cumprir o seu compromisso de levar cultura, lazer e tecnologia a mais portugueses. A nossa rede de lojas continua a crescer, o que nos permite chegar a cada vez mais pessoas que veem na FNAC a solução para as suas necessidades, seja um telemóvel, um livro, um bilhete de espetáculos ou até um eletrodoméstico. Sentimos que já somos uma referência na vida das populações”.

José Duarte Glória, Diretor do Estação Viana Shopping afirma que “estamos muito satisfeitos com a abertura da FNAC, não só aumentamos o nosso portfólio de lojas, como reforçamos de forma significativa a nossa oferta a nível cultural, numa data particularmente expressiva pois antecede a época natalícia. No Estação Viana Shopping trabalhamos diariamente para proporcionar a melhor experiência a todos os que nos visitam, seja para fazer compras, para lazer e também numa vertente cultural. A partir de agora temos mais um excelente argumento para nos visitarem.”

O evento de inauguração acontece na próxima quinta-feira, dia 14 de novembro, e vai contar com a presença de Pedro Abrunhosa, padrinho da loja, que irá apresentar alguns dos seus sucessos musicais num showcase especial, a partir das 19:30.

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