Seguir o O MINHO

Viana do Castelo

Eleições no CDS: Carlos Meira quer “baldes de lixívia” para “limpar” o partido

Ex-presidente do CDS/Viana e ex-candidato à Câmara debateu com os outros candidatos à liderança do CDS

em

Foto: Facebook de João P Galhofo

O debate de hoje na sede nacional do CDS juntou os cinco candidatos à liderança, em que quatro evitaram os ataques diretos e um quinto, Carlos Meira, defendeu “baldes de lixívia” para “limpar” o partido.


No debate, único que juntará todos os candidatos até ao congresso de 25 e 26 de janeiro, apenas as intervenções iniciais de Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila, Carlos Meira e Francisco Rodrigues dos Santos foram abertos à comunicação social e o debate que se seguiu foi reservado aos militantes, que encheram a sala de reuniões, na sede do Largo do Caldas, em Lisboa.

Abel Matos Santos, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), tal como os restantes, à exceção de Meira, evitou ataques diretos e expôs as suas ideias, em oito prioridades, defendendo uma “solução de futuro e não de continuidade” para o CDS.

Para o candidato, há “oito ideias-chave” ou prioridades para os centristas, a começar pelo combate à pobreza, à desertificação do interior, à morosidade da justiça e à corrupção, à burocracia, à mediocridade e facilitismo na educação, à degradação do Serviço Nacional de Saúde, ao aborto e à eutanásia, “luta” que é “uma bandeira do CDS”, e contra a ideologia de género que, na escola, “impõe comportamentos” aos jovens e às crianças.

Internamente, o dirigente da TEM antecipa um “congresso muito disputado” em que os militantes têm de fazer uma escolha, com “uma solução de futuro, com novas maneiras de fazer política e novos intervenientes”.

“Soluções de futuro e não de continuidade”, resumiu.

A seguir, o deputado e porta-voz do partido na liderança de Assunção Cristas, admitiu erros do passado, que levaram à perda de votos e deputados, e propôs que o CDS tem de “liderar a direita democrática e popular” em Portugal.

Mas esses maus resultados, declarou João Almeida, “são uma vírgula na história do partido”, feita desde 1974, com a democratização do país.

E, sem nunca falar diretamente do Chega, mais à direita, nem da Iniciativa Liberal, João Almeida afirmou que a queda eleitoral do partido não deve ser explicada apenas com a entrada de “dois novos partidos” no parlamento, mas também pela “fuga” de votos para a abstenção.

Quem diz isso, explicou, não percebe que “o discurso do voto útil à direita” não chegou aos eleitores que outrora votaram no CDS e agora não o fizeram.

João Almeida adiantou que não quer ser “candidato ao concurso do decibel” nem pôr o CDS a concorrer no “campeonato dos pequeninos”, porque o partido é “do arco da governação”.

E sem dizer a que adversário se referia, concluiu que os tempos “são exigentes” e não são “tempos de aventuras”.

Filipe Lobo d’Ávila, ex-deputado e do grupo Juntos pelo Futuro, lembrou que assumiu, no passado, uma posição crítica quanto à liderança de Cristas, uma “estratégia [que] foi errada” e, internamente, propôs-se contrariar a tendência de o CDS ser “Caldas a mais”, largo onde fica a sede, e “país a menos”.

O ex-secretário de Estado da Administração Interna recusou comparações do CDS com Chega, sem nunca o referir – “há originais que não merecem ser copiados” – e defendeu para o partido “um projeto alternativo” ao da “governação socialista” – que desgoverna o país – que assuma uma matriz democrata-cristã, de “combate à pobreza”, com preocupações sociais.

Internamente, insistiu que a sua moção é para “levar a votos” no congresso e garantiu que não anda à “procura de acordos ou arranjinhos”, contrariando “conversas” e “boatos” nesse sentido, e avisou que, no dia seguinte ao congresso, o partido tem de “estar unido”.

“Os nossos verdadeiros adversários estão lá fora”, destacou.

Carlos Meira, ex-líder da concelhia de Viana do Castelo e crítico de Cristas, tinha cinco minutos para falar, mas só usou dois minutos e meio para dizer que lhe apeteceu comprar “baldes lixívia” para limpar a sede do partido e desafiou João Almeida, que pertence à comissão executiva ainda em funções, a dizer o que pensa de existirem funcionários do partido alegadamente sem receber salários.

E prometeu, num discurso exaltado, que só saía dali depois de ouvir a resposta de João Almeida, o que motivou protestos entre alguns militantes presentes.

Por fim, Francisco Rodrigues dos Santos, líder da Juventude Popular, propôs-se construir uma “nova direita”, num “espaço da casa grande de direita”, que tem novos concorrentes, e que o CDS “cresça da direita para o centro”.

O candidato começou logo por dizer que os seus oponentes não estavam naquela sala nem era nenhum militante, mas, sim, António Costa, o PS e o Governo, e que o partido, que é uma “âncora do regime”, “vai reerguer-se” e não pode agradar a “eleitores que nunca vão votar” no CDS.

Numa aparente referência à direção de Assunção Cristas, Francisco Rodrigues dos Santos avisou que “um partido sem identidade torna-se inútil” e disse que uma das suas “bandeiras” é “combater todas as formas de precariedade”, incluindo os falsos recibos verdes e a “escravidão fiscal”.

 

Notícia atualizada às 02h29 com mais informação.

Anúncio

Viana do Castelo

Concelho de Viana com 35 casos ativos, 20 óbitos e 292 recuperados

Covid-19

em

Foto: DR

O concelho de Viana do Castelo registava, até às 14:00 horas desta sexta-feira, 35 casos ativos de covid-19, mais dois do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

A capital do Alto Minho regista ainda 292 casos dados como recuperados, mais cinco do que na terça.

Estão registadas 347 infeções pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Há ainda a lamentar 20 óbitos, número que não sofreu alterações durante esta semana

Ao todo, no Alto Minho, estão ativos 242 casos, mais 41 do que na terça-feira.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana tem nova rotunda (e custou 232 mil euros)

Obras públicas

em

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

Uma nova rotunda situada na freguesia de Mazarefes, em Viana do Castelo, abre na quinta-feira à circulação rodoviária após ter sido concluída uma empreitada orçada em mais de 232 mil euros, suportada pela Câmara local, foi hoje divulgado.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que a construção daquela infraestrutura “visou a melhoria das condições de segurança rodoviária e pedonal na ligação entre a estrada municipal” que serve a freguesia da margem esquerda do rio Lima e “a Estrada Nacional (EN) 308”.

A empreitada agora concluída “corrigiu a geometria rodoviária entre a estrada municipal e a EN, incluiu trabalhos de renovação da rede de águas, águas pluviais, saneamento e infraestruturas de iluminação pública”.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Há uma alternativa que pode salvar 12 plátanos em Viana. Câmara vai avaliar

Avenida do Cabedelo

em

Foto: Fotografia Real / LoboqndormE

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser avaliada uma alternativa apresentada por moradores no Cabedelo para a construção dos acessos ao porto de mar para evitar abater até 12 árvores.

“O assunto foi discutido numa assembleia da associação e um dos sócios apresentou uma proposta, com alguma fundamentação, que estamos agora avaliar do ponto de vista da sua exequibilidade. Se for exequível teremos todo o gosto em a executar”, afirmou o autarca socialista.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada no dia 14, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de 30 das 170 árvores (plátanos) existentes nos 628 metros daquela artéria.

Contactado pela agência Lusa, a propósito do prazo que hoje terminava para um entendimento entre autarquia e a associação de moradores no Cabedelo, em Darque, José Maria Costa disse que a solução proposta “é interessante” e se for viável será concretizada.

“Quando recebemos a associação de moradores, recebemos com boa-fé. Para explicar a importância desta via, não só para o porto de mar, mas para toda a mobilidade da zona sul do concelho. Estivemos sempre uma perspetiva construtiva, de encontrar soluções dentro do razoável”, observou.

Manifestação contra o abate de plátanos em Viana

“Neste caso, o que nos parece, é que esta alternativa tem razoabilidade, é uma ligeira alternação, não fere o projeto, é um pequeno ajuste, e que vamos procurar concretizar. Só estamos à espera do parecer técnico da equipa projetista”, acrescentou.

José Maria Costa explicou que a solução “prevê uma ligeira alteração da inserção da rotunda na antiga Estrada Nacional (EN) 13-5”, atual avenida do Cabedelo, que contempla “uma deslocação ligeira” da rotunda a construir “para nascente e para sul”.

“A rotunda fica descentrada em relação à avenida e com essa solução viária reduz-se o abate de plátanos, em cerca de 10 a 12. Parece-me interessante, mas estamos a avaliar. Se for tecnicamente adequada e não ferir ou colocar em causa a segurança rodoviária, naturalmente, que irei falar com a administração portuária no sentido de a viabilizarmos”, referiu.

Questionado sobre os custos da “ligeira alteração” ao traçado inicial da ligação rodoviária, José Maria Costa disse não ter “essa avaliação”, e admitiu que a proposta dos moradores “é melhor”, por reduzir o número de árvores a abater.

Obra que visa abate de árvores em Viana suspensa até existir acordo com moradores

“Esta solução tem menor impacto, reduz o número de plátanos a abater. Desse ponto de vista é melhor. Vamos ver se do ponto de vista técnico ou rodoviário não tem nenhuma fragilidade”, especificou.

José Maria Costa apontou para dia 06 de outubro nova reunião com a associação de moradores. Se até aquela data a solução final estiver “fechada”, estimou que a construção da última fase dos acessos ao porto de mar possa ser retomada ainda durante aquele mês.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019. Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Continuar a ler

Populares