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Desporto

Carlos Cachada regressou a Middlesbrough com as cores do Nottingham Forest com cânticos e aplausos

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Aitor Karanka e Carlos Cachada no regresso a Middlesbrough. Foto: "Nottingham Post"

Carlos Cachada, que integra a equipa técnica de Aitor Karanka, regressou a Middlesbrough este sábado, em jogo da 41.ª jornada da II Liga inglesa. O técnico de Barcelos, de 36 anos, passou três épocas e meia no clube da cidade, tendo participado na subida do Boro à Premier League, que disputou em 2016/2017, após vários anos no Championship.


Aitor Karanka e Carlos Cachada no regresso a Middlesbrough. Foto: “Nottingham Post”

Os adeptos não esqueceram o feito e a equipa técnica comandada pelo treinador espanhol foi recebida com cânticos e aplausos, cerca de um ano depois da saída do clube, que acabaria por regressar à segunda divisão.

Carlos Cachada e Aitor Karanka voltaram a Inglaterra em janeiro, depois de terem assinado um contrato de dois anos e meio com o Nottingham Forest, vencedor de duas Taças dos Campeões Europeus, em 1978/79 e 1979/80, mas que, atualmente, segue num modesto 17.º lugar – em 24 equipas – longe da luta pelos lugares de subida, mas com a permanência assegurada.

O clube fundado em 1865 (153 anos) tem como presidente o grego Evangelos Marinakis, que ocupa o mesmo cargo no Olimpiakos, do seu país, e que há cerca de uma semana ficou famoso por ter criticado publicamente a sua equipa e ter decidido enviá-la de férias até ao final da temporada.

Para além de Carlos Cachada, Juanjo Vila é o outro elemento da equipa técnica de Aitor Karanka que permanece com o espanhol, a viver a sua segunda experiência como treinador, depois de ter coadjuvado o português José Mourinho na sua passagem pelo Real Madrid.

No final da partida deste sábado, que o Forest perdeu por 2-0, Karanka confessou a ansiedade por regressar ao Riverside desde que assumiu o comando do novo clube.

“Foram três anos e meio fantásticos [no Middlesbrough], o primeiro passo na minha carreira”, declarou no final do jogo, citado pelo “Gazzette Live”, jornal do nordeste de Inglaterra.

Robin Hood, mascote do Forest. Foto: DR

Para além de Carlos Cachada, o defesa Tobias Figueiredo, ex-Sporting, é o outro português ao serviço da equipa da cidade de Robin dos Bosques, mascote do clube.

Carlos Cachada, licenciado em Educação Física,  teve a sua primeira experiência ao mais alto nível com Manuel Fernandes, na União de Leiria e no Vitória de Setúbal, antes de trabalhar com Carlos Carvalhal no Istambul BB, da 1.ª Divisão da Turquia, primeiro, e no departamento de formação do Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, depois.

 

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Futebol

Davidson confirma saída do Vitória rumo à Turquia

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O extremo Davidson confirmou hoje que vai jogar no Alanyaspor, da I Liga turca de futebol, a partir da próxima época, após ter cumprido as duas últimas temporadas no Vitória SC.

“Este é o momento [para sair]. Estou eternamente grato ao Vitória, mas tenho 29 anos e este é o momento de seguir novos rumos, e o Alanyaspor apostou em mim. Também vou porque [a equipa] está na Liga Europa. É um desafio promissor para a minha carreira”, disse o jogador brasileiro, numa entrevista ao canal 11.

A caminho do quinto classificado da I Liga turca em 2019/20, que vai disputar a terceira pré-eliminatória da Liga Europa, o atacante considerou que a última época em Guimarães foi “boa individualmente” – realizou 44 jogos e marcou 10 golos, repartidos pela I Liga, pela Taça de Portugal, pela Taça da Liga e pela Liga Europa.

Natural do Rio de Janeiro, Davidson chegou a Portugal no verão de 2015, para representar o Sporting da Covilhã, clube da II Liga ao serviço do qual apontou 13 golos em 67 partidas, em época e meia.

O atacante mudou-se para o Desportivo de Chaves em janeiro de 2017 e marcou seis golos em 53 encontros oficiais pelos transmontanos, até ao final da temporada 2017/18, antes de se transferir para o Vitória, clube pelo qual fez 10 golos em 39 desafios na primeira época.

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Futebol

Famalicão contrata defesa esquerdo ao Chaves

Ibrahim

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Foto: DR

O Famalicão, da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a contratação de Abdul Ibrahim, defesa esquerdo, com um vínculo válido até ao final da temporada 2022/23.

“Assinar pelo Famalicão é mais um passo importante na minha carreira. Conheço o projeto que o clube delineou e estou muito entusiasmado para ajudar o clube a continuar o seu processo ascendente no futebol português”, referiu o ganês, de 21 anos.

O jogador chegou a Portugal em 2017 para jogar nos juniores do Chaves, clube que o descobriu na Academia WAFA.

Abdul Ibrahim manteve-se em Trás-os-Montes até ao final da época transata, durante a qual atuou na equipa satélite dos flavienses, que competiu no Campeonato de Portugal.

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Motores

Depois da “dobradinha”, Autódromo do Algarve quer trabalhar para manter MotoGP e F1

Algarve

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Foto: DR / Arquivo

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) promete trabalhar “muito” para manter a Fórmula 1 e o mundial de velocidade MotoGP, cuja ‘dobradinha’ corresponde aos frutos do trabalho realizado nos últimos 12 anos.

“O anúncio da prova de MotoGP é o culminar de 12 anos de trabalho, que nos permite colher os frutos de tudo o que fizemos. Passámos um carrossel de dificuldades, com momentos difíceis e outros bons, mas hoje temos uma alegria”, disse o diretor de circuito, Paulo Pinheiro, em conferência de imprensa.

A última prova do campeonato do mundo de velocidade MotoGP vai decorrer no AIA entre 20 e 22 de novembro, anunciou hoje a Dorna, promotora do evento, cerca de um mês depois do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, de 23 a 25 de outubro, que tinha sido confirmado há duas semanas.

Paulo Pinheiro promete trabalhar “muito” para garantir que o voto de confiança depositado pela Liberty (Fórmula 1) e pela Dorna, que organizam as duas provas, possa ser renovado no próximo ano.

“Toda a nossa equipa – e aqui incluo também Turismo de Portugal, Turismo do Algarve, câmaras e outras entidades – terá de fazer uma grande corrida para que seja impossível dizer que não a Portimão. O nosso objetivo é, para o ano, termos F1 e MotoGP. E normalmente, quando a gente quer uma coisa a gente consegue”, sublinhou o diretor do AIA.

Numa situação normal, não verificada este ano face aos efeitos da pandemia de covid-19, uma corrida de Fórmula 1 custa, no mínimo, 40 milhões de dólares e uma corrida de Moto GP custa, no mínimo, 10 milhões de dólares.

Paulo Pinheiro reconheceu que esses são valores elevados, mas lembrou que o autódromo algarvio e o país têm prós que poderão permitir negociações “em condições que os outros países não conseguem”, nomeadamente a qualidade da pista reconhecida pelos pilotos, o clima, a resposta à covid-19 e a “força institucional muito forte” de dirigentes portugueses nas federações internacionais.

“Tudo isto dá-nos um peso que outros países não têm. Nós temos feito um bom trabalho de casa e, como consequência, estamos agora finalmente a colher esses frutos. Temos de responder ao desafio com um bom nível organizativo, de agarrar nisto com as duas mãos e trabalhar, trabalhar, trabalhar”, acrescentou.

Já para a presidente da Câmara de Portimão, a conjugação da realização das corridas de Fórmula 1 e Moto GP é a “tempestade perfeita”, elogiando Paulo Pinheiro pelo seu trabalho.

“Isto é a tempestade perfeita, temos aqui todos os condimentos e isso, de facto, só se consegue com muito trabalho. Paulo, tens de ser uma pessoa feliz e perfeitamente realizada, porque conseguiste a ‘dobradinha’. Não é fácil ter a MotoGP e a F1”, referiu Isilda Gomes.

O presidente da Federação Internacional de Motociclismo, o algarvio Jorge Viegas, ressalvou que, para 2021, a prova de MotoGP não está, para já, incluída no calendário, mas a autarca apelou à defesa das suas “raízes”.

“Sendo algarvio, será a primeira pessoa a fazer tudo o que for possível para a prova voltar. Podemos contar consigo para que no próximo ano possamos estar a viver um momento idêntico a este”, concluiu Isilda Gomes.

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