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Viana do Castelo

Carla Bruni (en)cantou de Coração de Viana ao peito

Ex-modelo foi madrinha de paquete 100% português construído nos estaleiros

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Carla Bruni, ex-modelo e mulher do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, foi a presença mais notada, este sábado, em Viana do Castelo, na inauguração do navio MS World Explorer, que zarpa de Viana do Castelo em maio, tem capacidade para 200 passageiros e 110 tripulantes, representando um investimento de 70 milhões de euros, parte daquele montante financiado pela banca portuguesa, numa cerimónia com 400 pessoas presentes numa tenda gigante montada nos estaleiros e onde marcaram presença, entre outras personalidades, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, o presidente do PSD, Rui Rio, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, e o ex-deputado Eduardo Teixeira (que gravou as imagens abaixo).


A franco-italiana cantou, sozinha e ao lado de Pedro Abrunhosa, depois de ter encantado os presentes exibindo-se de Coração de Viana ao peito, que ali lhe foi oferecido.

Mário Ferreira, da DouroAzul, empresa que encomendou a embarcação, referiu que o paquete inaugurado tem “126 metros de comprimento, 19 metros de largura e 4,7 metros de calado, oito pisos, sendo que seis são para os passageiros”.

Adiantou que “o navio foi construído por 3.500 trabalhadores das mais diversas especialidades, de 32 nacionalidades, sendo que na construção do casco foram despendidas 800 mil horas de trabalho”.

Costa diz que estaleiros da WestSea, em Viana, são “referência” da indústria naval

“Foi preciso unir 75.250 peças, como num puzzle, foram necessárias 2.860 toneladas de aço, usados mais de 500 quilómetros de fios”, especificou, sendo que “os primeiros cinco anos do navio estão já vendidos”.

Em novembro de 2018, a empresa de Mário Ferreira encomendou mais dois novos navios da mesma série, o MS World Voyager e o MS World Navigator, que deverão começar a operar em 2020 e 2021, respetivamente.

Coração de Viana no centro da exposição de Joana Vasconcelos na Alemanha

A construção daqueles dois navios representa um investimento de 165 milhões de euros, financiado pelo ICBC Leasing, Banco Industrial e Comercial da China.

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Viana do Castelo

Nova coreografia da vianense Olga Roriz “Seis Meses Depois” estreia hoje em Lisboa

Dança

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Foto: DR / Arquivo

A nova coreografia de Olga Roriz, intitulada “Seis Meses Depois”, uma ficção futurista, estreia-se hoje, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e será incluída na digressão da companhia este ano e em 2021, com “Autópsia”.

Depois da reflexão expressa em “Autópsia”, estreada em novembro do ano passado, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis meses depois” parte para a essência da Humanidade, e decorre num futuro próximo, com as personagens a procurarem o passado.

Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat, as personagens da nova coreografia, habitam a cidade de Tannhauser, no ano de 2307, no planeta Terra 3, segundo a sinopse da peça.

A peça de dança estreia-se hoje e será retomada sábado e domingo, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com o qual tem coprodução, a par da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e do Município de Loulé.

Concluída depois de ter surgido a pandemia, a nova coreografia de Olga Roriz, “Seis meses depois”, subirá ao palco na sua versão “mais leve, tranquila e feliz”, por opção da criadora, que decidiu “iluminá-la e elevá-la”.

“Esta ansiedade que nos abalou a todos acompanhou a criação do espetáculo, mas em vez de nos deprimir, teve o efeito contrário. Eu optei pela luz”, comentou, em declarações à agência Lusa, uma semana antes da estreia.

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano.

A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assistência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

A Companhia Olga Roriz irá em digressão a 26 de setembro, apresentando “Autópsia” na Figueira da Foz, a 03 de outubro, “Seis meses depois”, em Famalicão, a 31 de outubro, em Loulé, a 27 de novembro no Centro Cultural de Ílhavo, e em 2021, a 23 e 24 de janeiro, será a vez de “Autópsia” subir ao palco no Teatro Nacional de São João, no Porto, e a 13 de fevereiro no Teatro Municipal de Bragança.

Em 2015, Olga Roriz assinalou 20 anos da companhia em nome próprio e 40 anos de carreira, com a revisitação da peça “Propriedade Privada” (1996), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

O seu repertório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 90 obras.

Criou e remontou peças para o Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo, Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet, American Reportory Ballet e Alla Scala de Milão (Itália).

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, atualmente instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

O seu repertório conta, entre outras, com as peças “Pedro e Inês”, “Inferno”, “Start and Stop Again”, “Propriedade Privada”, “Electra”, “Os Olhos de Gulay Cabbar”, “Nortada”, “Jump-Up-And-Kiss-Me”, “Pets”, “A Sagração da Primavera”, “Antes que Matem os Elefantes” e “Síndrome”.

Foi distinguida com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique (2004), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (2008) e o Prémio da Latinidade (2012), entre outros prémios.

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Viana do Castelo

Jovem resgatado com vida do rio Lima em Viana

Darque

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Foto: DR

Um jovem, com cerca de 20 anos, foi resgatado com vida depois de ter ficado preso no rio Lima, esta noite de quinta-feira, na freguesia de Darque, em Viana do Castelo.

Pelo que foi possível apurar, o jovem terá entrado no rio junto ao antigo posto de secagem de bacalhau, perto da Ponte Eiffel, acabando por ficar preso no lodo. Desconhecem-se as razões que levaram o jovem a entrar no rio.

Para o local foram rapidamente acionados vários meios dos Bombeiros Sapadores e dos Voluntários de Viana do Castelo, assim como da Polícia Marítima.

A vítima foi resgatada pelos operacionais dos Sapadores e estabilizada na ambulância dos Voluntários, sendo posteriormente transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, não correndo perigo.

O alerta foi dado às 21:30.

A Polícia Marítima registou a ocorrência.

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Viana do Castelo

Autarcas de três freguesias de Viana repudiam embargo de moradores do Cabedelo

Obras públicas

em

Foto: O MINHO

Os autarcas de três freguesias de Viana do Castelo que serão servidas pelos novos acessos ao porto de mar repudiaram hoje o embargo da obra por moradores que contestam o abate de 20 árvores previsto no projeto.

“As juntas de freguesia de Viana do Castelo cujas populações serão servidas diretamente pelos novos acessos ao porto de mar vêm publicamente repudiar a iniciativa de alguns moradores do lugar do Cabedelo, em Darque, em interromper aquela que é a última fase de construção daquela via fundamental para Viana do Castelo”, referem, em comunicado, os três presidentes das freguesias de São Romão do Neiva, Chafé e Vila Nova de Anha.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, que deveria ter sido iniciada na segunda-feira, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de cerca de duas dezenas das 170 árvores (plátanos) existentes naquela artéria.

Os moradores daquele lugar da freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima, acionaram um embargo extrajudicial para travar os trabalhos, suspensos desde então.

Os autarcas de São Romão do Neiva, Manuel Salgueiro (Independente), de Chafé, António Lima (Independente), e de Vila Nova de Anha, Filipe Silva (PS), “consideram que o traçado, inclusivamente a sua ligação final à estrada nacional, hoje municipalizada, foi devidamente aprovada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, pela Assembleia Municipal de Viana do Castelo e pelas respetivas Assembleias de Freguesia e discutida em sede própria”.

“Esta obra, fundamental para o desenvolvimento da região e em especial para a mobilidade dos habitantes da margem sul do rio Lima, não pode estar refém da vontade de alguns moradores da freguesia de Darque que, aliás, é uma das mais beneficiadas com esta importante obra de elevado interesse público”, sustentam.

Os três autarcas acrescentam que “o tempo de discussão desta matéria já correu” e consideram que “esta paragem prejudica as populações, porque o projeto foi devidamente aprovado e discutido em tempo útil”.

“Esta é uma obra de todos os vianenses e não de alguns, não podem as Juntas de Freguesia ficar indiferentes, apelando para que a empreitada de construção dos acessos ao porto de mar seja retomada com a máxima urgência”, defendem.

Na terça-feira, os vereadores do PSD e da CDU no executivo municipal, de maioria socialista, requereram a realização de uma reunião extraordinária do executivo com o objetivo de verem “esclarecidos” aspetos do projeto que disseram desconhecer, referindo-se ao abate das 20 árvores.

No mesmo dia, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, convocou aquela sessão para sexta-feira, às 15:00, nos antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

Além de esclarecimentos sobre o abate de 20 plátanos na alameda do Cabedelo, na freguesia de Darque, a ordem de trabalhos inclui um primeiro ponto relativo à criação da área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga.

No âmbito da prevenção e controlo da pandemia de covid-19, a sessão camarária está limitada à participação de 10 munícipes que se deverão inscrever previamente.

Em causa está a construção, iniciada em fevereiro de 2019, de uma rodovia com 8,8 quilómetros que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar os veículos pesados do interior de vias urbanas.

Os novos acessos, reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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