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Cargo na CCDR-N não é “um prémio carreira”, avisa autarca de Caminha

Política

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Caminha considerou hoje que a presidência da CCDR do Norte não é “um prémio carreira” para ser ocupado por “um político no desemprego ou um autarca em final de mandato”.


Questionado pela agência Lusa sobre o decreto-lei que altera a orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), Miguel Alves, que é também presidente do Conselho Regional do Norte, disse que “o lugar é e vai ser ainda ser mais importante, porque vai estar sob observação da população e será decisivo para a formulação de um juízo sobre os benefícios da regionalização”.

“Não vejo com bons olhos que a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) nestes novos moldes possa ser ocupada por um político no desemprego ou por um autarca em final de mandato. Este lugar é muito importante para o desenvolvimento das políticas regionais e vai ser ainda mais importante porque, quer queiramos quer não, vai estar sobre observação da população”.

Para o autarca de Caminha, o cargo “será decisivo para a formulação de um juízo sobre os benefícios da regionalização”.

“Dar um sinal de que o lugar é para ser ocupado por quem não tem outro é transmitir às pessoas a ideia de ‘Leopardo’, que é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. E é errado”, afirmou.

Miguel Alves defendeu que “o novo ou a nova presidente da CCDR deve ser alguém que conheça o território, tecnicamente competente na sua área, mas onde sobreleve a visão política, seja ela em que contexto de experiência for”.

“Este cargo não pode ser ocupado como se fosse uma espécie de prémio carreira, nem para um técnico, nem para um político”, reforçou.

Segundo Miguel Alves, o papel do futuro presidente da CCDR-N “deve ser o de coordenar os esforços, inteligências e características de todos os autarcas e instituições de modo a que a região deixe de ser uma das mais pobres da Europa no Produto Interno Bruto (PIB) PIB per capita”.

“A região Norte de Portugal conta com 3,6 milhões de habitantes, concentra 33,6% das empresas do nosso país, contribui com cerca de 40% das exportações nacionais. De acordo com números recentes, o Norte, com um crescimento de 20%, foi a região que mais contribuiu para aumentar a produtividade laboral no nosso país entre 2000 e 2017, numa performance muito acima da média de todo o país. Por outro lado, foi no Norte de Portugal que, no ano passado, se verificou o maior crescimento do número de hóspedes e dormidas em Portugal tendo sido registados cerca de seis milhões de hóspedes, representado 11 milhões de dormidas, das quais 6,5 milhões são de estrangeiros”, destacou.

Sublinhando que a região “precisa agora de ter uma ação política que rentabilize estes números, permitindo um crescimento da rentabilidade por habitante e a aproximação a valores de desenvolvimento económico e social semelhante a outras zonas do país e da Europa, referiu se necessário “definir bem a reprogramação dos atuais fundos comunitários, potenciar o próximo quadro nas áreas da transição energética e digital, no combate às desigualdades e na superação do degrau de qualificação profissional e académica que nos separa da média nacional e europeia”.

“É preciso que a próxima liderança da CCDR-N saiba congregar esforços para podermos aproveitar ao máximo os últimos planos de estabilização aprovados no âmbito da Comissão Europeia e do Conselho de modo a podermos, já nos próximos três anos, investir nas infraestruturas (rodoviárias, portuárias e aeroportuárias), no ciclo urbano da água, nos equipamentos sociais e escolares”, preconizou.

Defendeu ainda que “a formação e qualificação das pessoas e dos trabalhadores, a melhoria ou construção de infraestruturas essenciais para o incremento da produção e o reforço da exportação de bens, a atenção aos problemas da sustentabilidade ambiental e social (em particular com enfoque na questão da natalidade e cuidados dos mais idosos) devem ser pedra de toque num território que deve manter a sua marca industrial sem esquecer a vastidão e valor dos recursos naturais, paisagísticos e culturais que o pontuam”.

O autarca acrescentou que aqueles valores da região “são fundamentais, também, para o desenvolvimento do turismo, de forma equilibrada e não massificada, por todo o território”.

O diploma aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros consagra a eleição indireta dos presidentes das CCDR por um colégio eleitoral composto pelos presidentes e vereadores das câmaras municipais e pelos presidentes e membros das assembleias municipais (incluindo os presidentes de junta de freguesia) da respetiva área territorial, no sentido de garantir uma maior representatividade de todos os eleitos locais e uma melhor administração ao nível regional, reforçando a legitimidade democrática e a transparência ao nível da governação regional.

A eleição está prevista para setembro.

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Alto Minho

Co-piloto ferido no acidente do ‘Canadair’ em Lindoso está “estável e fora de perigo”

Acidente

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Foto: Dr

O co-piloto do avião ‘Canadair’ que caiu no sábado enquanto combatia o incêndio que lavra em Portugal e Espanha, na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês, está hoje “estável e fora de perigo”, revelou fonte do hospital de Braga.

O homem, de 39 anos e nacionalidade espanhola, sofreu ferimentos graves, está desde sábado internado no Hospital de Braga e encontra-se “estabilizado e fora de perigo”, indicou à agência Lusa fonte oficial daquela unidade de saúde.

O acidente com o avião que combatia um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, vitimou no sábado o piloto, de nacionalidade portuguesa e 65 anos.

Segundo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), quando o primeiro helicóptero mobilizado para o socorro aos pilotos do ‘Canadair’ chegou ao local, cerca de uma hora depois do alerta, o piloto português estava “em paragem cardiorrespiratória”.

A equipa do INEM fez manobras de suporte básico de vida “sem conseguir reverter a paragem”.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o avião despenhou-se num acidente junto à Barragem do Alto do Lindoso, na sequência de uma operação de ‘scooping’ (reabastecimento de depósito de água).

De acordo com a página da Internet da ANEPC, às 13:25, combatiam o incêndio 149 operacionais, apoiados por 44 meios terrestres.

Hoje de manhã, os meios aéreos não foram acionados para ajudar no combate devido à nebulosidade que atingia a zona.

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Alto Minho

Cinco semanas depois, covid regressa a Monção. Emigrante de férias está infetado

Pandemia

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Foto: DR

As autoridades de saúde voltaram a registar um caso positivo de covid-19 no concelho de Monção, depois de cinco semanas de ‘ficha limpa’, anunciou ontem o município.

O infetado é um emigrante que se encontra de férias no concelho e está a ser “devidamente acompanhado e monitorizado”, refere a autarquia numa nota publicada nas redes sociais.

O município deixa o apelo para que se evitem ao máximo concentrações de pessoas e que os cuidados sejam redobrados, numa altura em que o concelho “cresce em termos demográficos, potenciando a existência de encontros de amigos e reuniões familiares”.

“O percurso trilhado até agora exigiu de todos um esforço significativo. Não devemos deitar fora tanto trabalho e sacrifício. O civismo e a responsabilidade dos monçanenses, demonstrados desde o início da pandemia, devem continuar a manifestar-se. Não baixemos a guarda”, aponta a mesma nota.

De acordo com o último relatório epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde, o concelho de Monção regista 113 casos acumulados de pessoas infetadas com o vírus SARS CoV-2.

No entanto, segundo dados disponibilizados pela autarquia, o concelho regista 129 casos acumulados, um ativo, 117 recuperados e onze óbitos.

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Alto Minho

INEM assegura que levou uma hora a socorrer piloto após queda de avião em Lindoso

Óbito

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Foto: Redes Sociais

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) assegurou hoje que o primeiro helicóptero mobilizado para o socorro aos pilotos do ‘Canadair’ que caiu no sábado, quando combatia o fogo que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês, chegou ao local cerca de uma hora depois do alerta.

“Recebemos às 11:25 o alerta para o acidente [da queda do ‘Canadair’]. Às 12:28, chegou ao local o primeiro helicóptero do INEM mobilizado para o acidente. Aterrou a 300 metros do acidente porque não foi possível aterrar mais perto. Às 12:43, a equipa do INEM, que fez o resto do percurso a pé, estava junto da vítima a prestar-lhe socorro”, disse à agência Lusa fonte oficial do INEM.

O Instituto rejeitou assim que tenha havido atrasos no socorro às duas vítimas do acidente e a fonte contactada pela Lusa acrescentou que o piloto português, de 65 anos, estava “em paragem cardiorrespiratória” quando chegou ao local a equipa do INEM, que fez manobras de suporte básico de vida “sem conseguir reverter a paragem”.

Na sua edição de hoje, o JN noticia que, “à falta de uma aeronave adaptada ao socorro aéreo em zonas montanhosas, falha apontada à Proteção Civil há vários anos, o héli do INEM só chegou ao local às 14.28 horas, quando a queda do avião se deu às 11.19 horas, e ainda teve de pousar a 300 metros dos operacionais que estavam num terreno que já fica do lado espanhol do Gerês”.

O INEM esclareceu que, depois das 11:25, hora a que receberam o alerta para o acidente, acionaram uma ambulância e, pelas 11:27, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

Pelas 11:30, foi acionado o helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros que acabaria por ser o primeiro dos meios do INEM a chegar ao local, às 12:28.

Foi ainda acionado outro helicóptero do INEM, de Viseu.

A fonte do INEM ouvida pela Lusa explicou ainda que, “como o acidente aconteceu do lado espanhol, foi um helicóptero espanhol de resgate que levou a vítima para junto desse helicóptero de Viseu, que entretanto chegou”.

O primeiro Comandante Operacional Distrital de Viana do Castelo disse no sábado, em declarações aos jornalistas no posto de comando instalado na freguesia de Lindoso, concelho de Ponte da Barca, que o acidente do ‘Canadair’ foi detetado “quase simultaneamente” à descolagem do helicóptero de reconhecimento”.

“Foi detetado de imediato”, informou Marco Domingues, adiantando que o co-piloto, de nacionalidade espanhola, que sofreu ferimentos graves, foi transportado por via aérea para o hospital de Braga.

O CODIS acrescentou que o acidente vai ser investigado pelas autoridades espanholas, por ter ocorrido em território espanhol.

Cento e cinquenta operacionais combatiam às 12:15 o incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Lindoso, Ponte da Barca, que não contou hoje de manhã com a ajuda dos meios aéreos por causa da nebulosidade, segundo fonte da Proteção Civil.

Entretanto, ainda no sábado, o Ministério da Administração Interna determinou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a abertura de um inquérito ao incêndio, no âmbito do qual ocorreu o acidente com a aeronave portuguesa que estava a combater as chamas e que causou a morte do piloto.

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