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Capelão do Santuário de Fátima morre quando se preparava para dar missa

Sacerdote tinha 59 anos

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Foto: Agência Ecclesia

O capelão do Santuário de Fátima, padre Carlos Silva, de 59 anos, morreu na terça-feira à tarde quando se preparava para celebrar a missa das 16:30, revelou o Santuário de Fátima na sua página de Internet.


“O sacerdote da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus faleceu esta tarde em Fátima quando se preparava para celebrar a eucaristia das 16:30”, indicou o Santuário num comunicado.

Segundo a nota, o sacerdote sentiu-se mal “quando se paramentava, na Sacristia das capelas do piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade”.

“Foram chamados de imediato os meios de socorro, tendo sido desenvolvidas várias tentativas de reanimação sem sucesso, acabando por ser declarado o óbito”, lê-se no comunicado.

O Santuário de Fátima diz-se “consternado” pela morte do padre Carlos Silva, que estava no Santuário desde 2017, tendo sido nomeado capelão a 1 de outubro de 2018.

O sacerdote faria em agosto 60 anos e, em julho, 30 anos de ordenação sacerdotal.

Natural de Benguela, o padre Carlos Silva era mestre em Teologia Sistemática pela Universidade Católica Portuguesa e foi ordenado em 02 de julho de 1989, por D. António Ribeiro, Patriarca de Lisboa.

Como padre serviu nos Açores, em Castro Marim (distrito de Faro), Alfragide (distrito de Lisboa) e Póvoa de Santa Iria (distrito de Lisboa), antes de ir para Fátima, indicou o Santuário.

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Espanha adia abertura de fronteiras com Marrocos, Argélia e China

Covid-19

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Aeroporto de Madrid-Barajas. Foto: DR / Arquivo

A Espanha anunciou hoje que não vai reabrir as fronteiras a viajantes da Argélia, Marrocos e China até que esses países permitam a entrada de espanhóis, no âmbito do levantamento de restrições impostas devido à crise da covid-19.

O decreto que permite a abertura das fronteiras para países que constam da lista publicada pela União Europeia em 30 de junho entra em vigor à meia-noite de sábado, permitindo a entrada efetiva dos viajantes desses Estados, refere o Ministério do Interior espanhol, em comunicado hoje divulgado, mas Espanha deixa alguns desses de fora.

“No caso da China, Marrocos e Argélia, a reabertura de fronteiras continuará condicionada à ação recíproca por parte desses países e à reabertura das suas fronteiras aos residentes de Espanha”, afirma o ministério.

A manutenção do encerramento das fronteiras com Marrocos e Argélia significa que os milhões de migrantes marroquinos e argelinos que vivem na Europa não poderão atravessar Espanha para passar as férias nos seus países de origem, como acontece habitualmente no verão.

No caso da China, o ministério explica ter levado em conta as recomendações da União Europeia de só abrir as fronteiras dos Estados-membros após “confirmação da existência de um regime de reciprocidade por parte daquele país asiático”.

Uma primeira lista de 15 países cujos viajantes podem entrar na UE e no espaço Schengen foi publicada terça-feira, após difíceis negociações entre os Estados-membros.

A Comissão Europeia recomendou a autorização imediata da entrada de viajantes da Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai, e da China sob condição.

No entanto, os países da UE podem aplicar como quiserem esta recomendação, que será revista regularmente.

A Hungria e a Eslovénia, por exemplo, decidiram não abrir as suas fronteiras a nenhum destes países.

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Muitos doentes com artrite reumatoide podem estar com medicação em excesso

Estudo da Universidade de Coimbra

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Foto: DR / Arquivo

Uma parte muito significativa de doentes com artrite reumatoide, doença inflamatória das articulações, pode estar com medicação excessiva devido a má autoavaliação da sua condição, conclui um estudo hoje divulgado pela Universidade de Coimbra (UC).

O estudo, que reflete “ensaios clínicos e contextos de prática clínica corrente”, com dados de mais de 23 mil doentes, foi realizado por uma equipa de especialistas liderada por José António Pereira da Silva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e diretor do Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

“Uma vez que ainda não há cura para a artrite reumatoide, alcançar o estado de remissão da doença, isto é, a ausência completa de atividade inflamatória, é fundamental para os doentes e para os médicos conseguir-se definir esse estado de remissão”, sublinha, a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Um dos indicadores usados na clínica para essa definição é a avaliação global pelo doente (PtGA), reportada pelo paciente sobre o seu estado.

Mas, adverte a UC, trata-se de um indicador que depende da interpretação do doente, podendo afetar o tratamento.

Segundo as normas internacionais estabelecidas para o tratamento da artrite reumatoide, apoiadas pelas associações europeia e americana de reumatologia, a remissão da doença exige que não exista mais do que uma articulação dolorosa ou inflamada e que a avaliação global pelo doente seja, no máximo, de um, numa escala analógica de zero a 10, refere a UC.

Os investigadores quiseram analisar o impacto da avaliação global pelo paciente (na obtenção do estado de remissão em doentes com artrite reumatoide), refere a UC, adiantando que, para isso, realizaram “uma meta-análise a oito estudos nacionais e internacionais, refletindo ensaios clínicos e contextos de prática clínica corrente, com dados de 23.297 doentes”.

Os resultados permitem concluir que a avaliação global pelo doente “é a principal causa isolada de não atingimento do estado de remissão”, relata, citado pela UC, José António Pereira da Silva.

“Com efeito, apreciando os resultados destes estudos, incluindo dois da nossa autoria, concluímos que 12% dos 23.297 pacientes atingiam remissão completa, enquanto 19% a falhavam apenas pela avaliação global reportada pelo doente”, explicita.

Considerando que, em estudos anteriores, já tinha sido demonstrado que “a avaliação global pelo doente não traduz, nestas circunstâncias, a presença de inflamação persistente, antes estando relacionada com doenças concomitantes, dores de outra origem e estados depressivos”.

Estes resultados “indicam que uma parte muito significativa dos doentes com artrite reumatoide estará a receber tratamento em excesso, se forem seguidas as recomendações internacionais, visto que a circunstância que impede o atingimento do alvo terapêutico não é passível de melhoria por tratamento dirigido à artrite reumatoide”, explica o catedrático da FMUC.

Ou seja, reforça, “esta avaliação global da doença pelo paciente impede, inadequadamente, que uma percentagem elevada de doentes atinja o alvo terapêutico de ‘remissão’, colocando-os assim em risco de tratamento excessivo”.

De acordo com as diretrizes internacionais estabelecidas, “caso a remissão não seja atingida, o tratamento deve ser reforçado. Isto justifica-se porque a remissão corresponde ao melhor resultado sintomático e também à melhor garantia de preservação a longo prazo da integridade estrutural das articulações e da capacidade funcional do doente”.

Este estudo, distinguido no Congresso Europeu de Reumatologia 2020, que decorreu recentemente em formato ‘online’, devido à pandemia, insere-se “num movimento com forte impacto internacional, liderado pelo Serviço de Reumatologia do CHUC, no sentido de rever as definições internacionais de remissão e alvo terapêutico nesta importante condição clínica”, refere ainda José António Pereira da Silva.

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Ryanair agiliza reembolsos de voos cancelados

Durante o confinamento

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Foto: DR / Arquivo

A Ryanair anunciou hoje que está a fazer “rápidos progressos” no processamento dos pedidos de reembolso dos voos cancelados durante o período de março a junho, devido às restrições dos governos para conter a propagação da covid-19.

Assim, a Ryanair informou em comunicado que vai processar os pedidos de reembolso do mês de maio e a maioria dos de junho até ao final deste mês, adiantando que desde a reabertura dos escritórios da companhia em Dublin, em 01 de junho, reforçou a equipa dedicada à gestão de reembolsos para eliminar o atraso dos pedidos.

Segundo a companhia aérea, o reforço da equipa permitiu que todos os pedidos de reembolso de março já tenham sido processados, que 50% dos pedidos de reembolso de abril tenham sido processados até final de junho e fará com que os restantes pedidos de reembolso de abril sejam efetuados até 15 de julho.

Estes números incluem passageiros que aceitaram vales de viagem gratuitos e ou alterações de viagem para voos operados pela Ryanair em julho, agosto e setembro, sublinha.

Adicionalmente, a Ryanair solicita aos agentes de viagens online (OTA) que forneçam detalhes precisos das suas reservas não autorizadas, para que a companhia aérea possa também processar estes reembolsos, explicando que “uma minoria significativa dos reembolsos que […] deve processar está a ser bloqueada porque as agências de viagem ‘online’ utilizam ‘emails’ falsos e cartões de crédito virtuais quando fazem reservas, impedindo que estas reservas possam ser rastreadas até ao consumidor individual”.

Assim, a Ryanair pede a todos os clientes que ainda não receberam o seu reembolso que contactem o serviço de apoio ao cliente da sua agência de viagens para garantir que as instruções enviadas nos ‘emails’ de notificação da Ryanair foram seguidas e para confirmar que a agência de viagens ‘online’ está a cooperar com a Ryanair para que estes pedidos possam ser processados.

“Estamos satisfeitos com os progressos conseguidos durante o mês de junho para eliminar o atraso dos pedidos de reembolso causados pelos cancelamentos de voos covid-19. Mais de 90% dos passageiros que reservaram diretamente com a Ryanair e solicitaram um reembolso entre março e junho irão recebê-lo antes do final de julho”, afirmou o presidente executivo da Ryanair (CEO – Chief Executive Officer), Eddie Wilson.

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