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Desporto

Canoístas portugueses apontam às finais para depois lutar por medalhas

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Os canoístas Emanuel Silva, Fernando Pimenta e João Ribeiro partiram, esta quarta-feira, para o Rio de Janeiro com a ambição de continuar o trabalho feito em Londres2012, apontando às finais, mas com o sonho na conquista de medalhas olímpicas.

“Não existe responsabilidade. Temos provado ao longo dos anos que estamos numa boa ‘maré’ e temos de acreditar que os resultados podem continuar, não vamos sentir pressão, porque fazemos o que mais gostamos, acreditar que é possível lutar pelos lugares da frente, vamos ser realistas. Os resultados falam por si e temos de dar o nosso melhor”, afirmou Emanuel Silva, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Emanuel Silva já não vai participar com Fernando Pimenta na prova de K2 1000 metros, onde, em 2012, em Londres, conseguiu a medalha de prata, tendo agora como parceiro João Ribeiro, que se vai estrear nos Jogos Olímpicos, algo que considera ser possível.

É uma vantagem [fazer par com João Rodrigues]. Ele tem experiência em Campeonatos do Mundo e da Europa, vai ser novidade nos Jogos e isso só ajuda, pois vai ser motivador, vai haver auto superação, como aconteceu em Londres comigo e com o Fernando Pimenta. Vou tentar ajudá-lo para que dê o melhor e que ele seja bom atleta como é”, sublinhou.

O canoísta não escondeu a vontade de conquistar uma medalha no Rio2016: ” Sonho todos os dias com uma medalha olímpica, não posso dizer que não sonho com isso, se não, não tinha lógica eu ausentar-me de casa 100 dias no ano. Sonhamos com medalhas, mas com os pés assentes na terra. Já ganhámos e perdemos por 100 milésimos. Eu e o João Rodrigues estamos na calha, chegando à final podem contar que nós vamos lá para ganhar”.

Quanto a Fernando Pimenta, que vai competir em K1 e em K4, aí tendo Emanuel Silva como um dos colegas, vincou que se pode esperar o melhor da sua prestação.

“Pode-se esperar o melhor de sempre. A preparação foi muito bem feita, treinei mais e melhor do que nunca, dei o meu melhor para a minha preparação e agora é esperar que tudo aconteça naturalmente, alcançar as finais e aí voltamos todos à linha da partida”, afirmou o atleta de Ponte de Lima.

Fernando Pimenta sublinhou que o nível de canoagem está muito alto, mas ainda assim deixou claro que trabalha para conquistar medalhas.

“Cada prova é um aprova, o nível de canoagem está muito alto, a canoagem é feita de pormenores e espero que caíam para nosso favor, para termos bons resultados. A final é um grande objetivo, mas trabalhamos para medalhas, vamos dar o melhor, esperamos representar e orgulhar todos os portugueses”, disse.

Pensando em medalhas, Pimenta deixou um elogio a Telma Monteiro, destacando a superação da judoca, que lhe valeu a medalha de bronze no Rio de Janeiro, em -57 kg.

“Foi muito gratificante ver a Telma a conseguir a medalha, uma atleta que foi criticada e é muito bom ver que os atletas se conseguem superar. Procuramos inspiração nos outros, temos de nos apoiar com a equipa portuguesa. Somos 92 atletas, somos uma delegação mais pequena que outras potências, conseguimos estar muito mais unidos”, concluiu.

Já João Ribeiro, que se estreia em Jogos Olímpicos, competindo em K2 com Emanuel Silva e em K4, disse estar motivado para alcançar um bom resultado.

“Temos valor, temos ambição, temos de estar nos nossos dias e fazer aquilo que mais bem sabemos fazer. O Emanuel tem experiência de Jogos Olímpicos, juntamos a experiência à minha primeira participação. Vou motivado para fazer um grande resultado”, destacou.

Para além dos canoístas, partiram também do aeroporto de Lisboa os marchadores Ana Cabecinha, Pedro Isidro e Miguel Carvalho e a nadadora de águas abertas Vânia Neves.

Já do aeroporto de Sá Carneiro, no Porto, partiram as atletas Dulce Félix e Vanessa Fernandes.

 

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Futebol

Salvador e Varandas ‘pegaram-se’ e só a polícia os separou

Taça da Liga

Imagem: Sport TV

Os presidentes de Braga e Sporting envolveram-se num ‘bate-boca’ no final da partida que deu o título da Taça da Liga aos ‘leões’, este sábado, em Leiria.

De acordo com a rádio Antena 1, os dois presidentes estiveram “pegados” no final da partida, trocando acusações “severas”, envolvendo ainda Rui Casaca. Segundo a mesma fonte, foi necessária a intervenção da polícia para colocar ‘ponto final’ na discussão entre dirigentes.

As quezílias entre os dois presidentes tem vindo a ser uma constante ao longo das últimas épocas. Transferências de jogadores e treinador por pagar e acusações em público não ajudaram ao ‘clima’ entre os dirigentes.

 

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Futebol

SC Braga perde final da Taça da Liga

Taça da Liga

O SC Braga perdeu hoje a oportunidade de conquistar a Taça da Liga pela terceira vez, ao perder a final com o Sporting, por 1-0.

Num terreno muito complicado, devido ao mau tempo, o lateral direito espanhol Pedro Porto marcou, aos 41 minutos, o golo dos comandados de Rúben Amorim, que tinha arrebatado a prova na época passada ao comando dos ‘arsenalistas’.

No ‘ranking’ da prova, os ‘leões’, que já tinham vencido em 2017/18 e 2018/19 e perdido as finais de 2007/08 e 2008/09, sempre nos penáltis, isolam-se no segundo lugar, com três cetros, contra a dois do SC Braga. Lidera o Benfica, com sete.

O Braga apresentou-se com o mesmo ‘onze’ que derrotou o Benfica, na quinta-feira, ainda sem Paulinho, remetido ao banco de suplentes, com Abel Ruiz no centro do ataque.

Com um relvado pesado, devido à chuva intensa, a primeira parte do jogo foi exigente fisicamente, dividida a meio-campo, fruto de passes imperfeitos e um sem número de duelos duros, muitos deles faltosos.

O Sporting foi o primeiro a ameaçar a baliza adversária, logo aos três minutos, com um remate de fora da área de João Mário, tendo o Braga respondido, aos seis, com um livre de Sequeira, da esquerda, para um corte incompleto de Feddal e um ressalto em Coates, que acabou por sobrar para Adán.

A chuva ofuscava a qualidade técnica e os lançamentos longos pareciam ser a opção mais eficaz para ‘alimentar’ os ataques, como ocorreu aos 26 minutos, por duas vezes, pela direita, com cruzamentos de Ricardo Esgaio para a área ‘leonina’, o primeiro sem que Abel Ruiz conseguisse finalizar e, depois, o segundo, para um desvio de Adán para canto.

Aos 33 minutos, os treinadores das duas equipas foram expulsos pelo árbitro Tiago Martins, por indicação do assistente André Campos, depois de um lance em que o lateral Sequeira carregou em falta Tiago Tomás.

Foi já com Carlos Carvalhal e Rúben Amorim na bancada, cuja expulsão, reincidente, o deve afastar dos próximos jogos, nomeadamente do dérbi com o Benfica, que o Sporting chegou à vantagem, aos 41 minutos.

Novamente, um passe longo, na cobrança de uma falta ainda no meio-campo do Sporting, de Gonçalo Inácio, que, juntamente com a simulação de Tiago Tomás, surpreendeu Sequeira e David Carmo, permitindo a entrada do lateral Pedro Porro, que bateu Matheus, com um remate forte e cruzado.

O Sporting terminou a primeira parte por cima, com Pedro Gonçalves, a solo, a fintar a defensiva ‘arsenalista’, mas a concluir a jogada com um remate fraco, para as mãos do guarda-redes.

Na segunda parte, já sem chuva, mas ainda com o relvado ensopado, o Sporting até podia ter ampliado a vantagem, aos 65 minutos, mas Matheus defendeu o remate de Pedro Gonçalves, que aproveitou a reposição de Adán, beneficiando de um corte imperfeito de Al Musrati para ficar na ‘cara’ do guarda-redes bracarense.

Até ao fim, assistiu-se à resistência do Sporting à reação bracarense, muito dinamizada pela entrada em jogo de Iuri Medeiros, que rendeu Castro e se colou à ala direita, desviando Ricardo Horta para o centro, permitindo ‘tiros’ ao antigo extremo ‘leonino’, aos 65 e 69 minutos.

Paulinho, que foi aposta para a segunda parte, substituindo Ruiz, tal como, no lado contrário, Nuno Santos, para o lugar de Jovane, superiorizou-se à defensiva ‘verde e branca’, após passe de Ricardo Horta, mas acertou, com estrondo, na trave, aos 71.

Já nos últimos 10 minutos, Al Musrati, com um remate ao lado, e, novamente Iuri Medeiros, num lance em que Ricardo Esgaio ainda introduziu a bola na baliza ‘leonina’, mas estava em posição irregular, mantinham as esperanças minhotas, enquanto, Sporar não conseguiu melhor do que acertar no guarda-redes bracarense, na sequência de um passe de Matheus Nunes.

A insistência do Sporting de Braga remeteu, ainda mais, o Sporting para a sua defensiva, mas não conseguiu melhor do que um ‘tiro’ de João Novais, aos 90+7 minutos, para uma defesa ‘apertada’ de Adán, já depois de Pedro Gonçalves ter sido expulso, com cartão vermelho direto.

Na sua quinta final, o Sporting somou o terceiro triunfo na competição, e o estatuto criado pela Liga de clubes de ‘campeão de inverno’, pela terceira vez, a primeira sem recurso ao desempate através de grandes penalidades, depois das conquistas de 2017/18 e 2018/19.

Rúben Amorim voltou a erguer o troféu, depois de o ter conquistado na época passada, então ao comando do SC Braga.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.

Sporting – SC Braga, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcador:

1-0, Pedro Porro, 41 minutos.

Equipas:

– Sporting: Adán, Gonçalo Inácio (Luís Neto, 89), Coates, Feddal, Pedro Porro, Palhinha, João Mário (Matheus Nunes, 68), Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Jovane Cabral (Nuno Santos, 46) e Tiago Tomás (Sporar, 59).

(Suplentes: Luís Maximiano, Matheus Nunes, Sporar, Nuno Santos, Neto, Gonzalo Plata, Borja, Antunes e Daniel Bragança).

Treinador: Rúben Amorim.

– SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, Tormena, David Carmo, Sequeira, Al Musrati, Castro (Iuri Medeiros, 62), Ricardo Horta, Fransérgio (João Novais, 73), Galeno e Abel Ruiz (Paulinho, 46).

(Suplentes: Tiago Sá, Rolando, Raul Silva, João Novais, Piazon, André Horta, Iuri Medeiros, Schettine e Paulinho).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Jovane Cabral (24), Sequeira (32), Nuno Mendes (76), Pedro Porro (81), Matheus Nunes (88), Al Musrati (90+4), Pedro Gonçalves (90+5) e Luís Neto (90+6). Cartão vermelho direto para Pedro Gonçalves (90+6). Cartão vermelho direto para o treinador do Sporting, Rúben Amorim (33), e o treinador do Sporting de Braga, Carlos Carvalhal (33).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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Desporto

Tenista João Sousa falha Open da Austrália após ter estado infetado

Atleta de Guimarães

O tenista vimaranense João Sousa vai falhar o Open da Austrália depois de ter estado infetado com o novo coronavírus, por determinação das autoridades australianas, anunciou hoje o tenista português.

“É com muita tristeza que vos dou a conhecer que não poderei viajar para a Austrália este ano. Testei positivo ao covid-19 na véspera da minha viagem e desde então tenho estado em confinamento e em contacto com a organização do Australian Open na procura de uma solução que acabou por não acontecer”, começa por explicar o número um português na sua conta na rede social Instagram.

Apesar de já estar “a testar negativo e sem sintomas”, João Sousa não pode entrar na Austrália, devido às “medidas estritas” decretadas pelo governo daquele país para combater a pandemia de covid-19.

“Depois de uma boa pré-temporada e de trabalho duro, estou naturalmente muito triste pelo facto de não poder competir na Austrália, onde tenho ótimas memórias e sabendo que a Federação Australiana e o [ATP] Tour fizeram um esforço enorme para nos dar a oportunidade de competir nesse fantástico torneio”, prossegue o 92.º jogador do ‘ranking’ ATP.

O vimaranense, de 31 anos, conclui a publicação com um agradecimento aos seguidores, pela “confiança e apoio constante”, e com a promessa de vê-los “em breve em campo”.

O Open da Austrália de 2021 seria o primeiro ‘Grand Slam’ da história a contar com a presença de três portugueses no quadro principal masculino, algo que já não irá acontecer devido à ausência de João Sousa, que se perspetivava já há vários dias, uma vez que o jogador ainda não tinha viajado para aquele país, onde teria de cumprir uma quarentena antes do início do ‘major’, em 08 de fevereiro.

A representação lusa ficará assim a cargo de Pedro Sousa (107.º) e Frederico Silva (182.º), que está a cumprir isolamento até ao final do mês num quarto de hotel em Melbourne, após ter viajado num voo em que foram detetados, a posteriori, casos de covid-19.

O número um português não falhava um ‘Grand Slam’ desde Roland Garros 2011, tendo marcado presença em 37 consecutivos, e o quadro principal de um ‘major’ desde o Open dos Estados Unidos em 2013.

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