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Desporto

Canoísta bracarense Emanuel Silva indignado com direção do Sporting

Canoagem

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Foto: DR

O canoísta bracarense Emanuel Silva deixou hoje críticas à forma como a direção do Sporting, clube que representa desde novembro de 2011, lidou com o fecho da modalidade a poucos meses dos Jogos Olímpicos.

O medalhado olímpico de 2012, de 35 anos, assim como os restantes elementos da canoagem leonina, viu o clube avançar com a extinção da modalidade e consequente rescisão de contrato com os atletas, onde está incluído também Artur Pereira, de Esposende.

Numa nota publicada na sua página pessoal da rede social Facebook, em forma de “explicação”, Emanuel garante que irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para “com exigível dignidade”, representar Portugal nas Olimpíadas de Tóquio, marcadas para o verão deste ano.

O atleta explica que, quando preparava em “pleno” os seus “quintos Jogos Olímpicos”, a direção do Sporting, liderada por Frederico Varandas, comunicou a cessação do contrato com o atleta, tal como aconteceu com os restantes colegas.

“Os que representam aquele que era e é o meu clube do coração, a poucos meses do importantíssimo evento, que são os Jogos Olímpicos, para os quais me apurei em tempo oportuno, fizeram cessar o vínculo laboral que tinha comigo, pondo em causa a minha preparação para os mesmos Jogos”, escreve o bracarense.

Mas Emanuel Silva promete não baixar os braços, não só na preparação para a prova como também na luta pelos seus direitos laborais.

“Ora, o vínculo laboral com o Sporting CP cessava no final da época desportiva, melhor dizendo 31/12/2020. Sucede que, no contrato celebrado entre as partes, está expressamente prevista a salvaguarda de situações em que as competições são adiadas. E vale tanto para o atleta, como para o clube. Algo devidamente salvaguardado com a então direção do clube”, explica, a propósito do adiamento dos Jogos em 2020.

“E sendo assim, em modesto entendimento, se assistia à entidade patronal o direito de exigir o prolongamento do contrato, igual direito existia, como existe, para o atleta”, sublinha, acrescentando que “pelo que, sempre deveria ocorrer a cessação só após a realização dos Jogos Olímpicos”.

“Veremos o que o futuro me/nos reserva. Porém, quando se é sério, trabalhador, competente e pessoa de bem, o futuro sempre será na senda do que o foi num passado recente e no presente. E eu sou. E acredito”, finaliza o atleta, que representava o Sporting desde dezembro de 2011, após passagens pelo Clube Náutico de Fão e o Clube Náutico do Prado.

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