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Desporto

Canoísta Antoine Launay quer ‘top-10’ nos Europeus de slalom e brilhar em Tóquio

Jogos Olímpicos

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Foto: DR / Arquivo

O canoísta Antoine Launay deseja estar no ‘top-10’ nos Europeus de slalom de setembro, na República Checa, e espera que as desigualdades desportivas provocadas pela covid-19 não se reflitam em Tóquio2020.


“Depois de estar três meses sem treinar em pista, entrar no ‘top-10’ seria um excelente resultado. Na final, seria desfrutar. Tudo o que vier é bom”, assumiu, durante o estágio em Praga, referindo-se à prova prevista para 18 a 20 de setembro.

A Associação Europeia de Canoagem ainda não confirmou o evento, sendo que ingleses e eslovacos já assumiram, esta semana, que não vão participar, devido à pandemia.

“Temo que outros possam fazer o mesmo e assim ficarei mais tempo sem competir”, disse o atleta luso, depois de a prova já ter sido adiada, uma vez que estava inicialmente prevista para maio em Londres.

Launay, que se apurou para Tóquio2020 em K1 com o sétimo lugar no Mundial de 2019, anseia sobretudo competir, pois, devido à pandemia, ficou “demasiado tempo” sem se preparar em águas bravas e não quer que essa limitação crie um fosso competitivo para os rivais, com repercussões também nos Jogos Olímpicos, adiados para 2021.

“Enquanto os checos, os melhores do mundo, e outros continuam a praticar diariamente, em Portugal nem sequer tenho uma pista para o fazer. Isso obriga-me a ir vivendo de estágio em estágio no estrangeiro o que não é bom para nenhum competidor”, lamentou.

O luso, de 27 anos, sabe que o seu sétimo lugar no Mundial equivale ao quarto nos Jogos Olímpicos, uma vez que teve à sua frente dois checos, dois espanhóis e outros tantos ingleses, quando nos Jogos cada país só pode apresentar um atleta.

“Sei é que preciso de me preparar muito bem para Tóquio. Não conseguir treinar em águas bravas não é nada bom. Para tentar estar bem, devo estar focado e trabalhar com rigor e disciplina, sem ter um conjunto de dificuldades logísticas a atrapalhar. Infelizmente, não sei como vão ser os próximos meses, nem sequer onde vou viver”, lamentou.

O fomento da “desigualdade entre competidores” traduzida, por exemplo, na possibilidade de praticar diariamente em curso de água apropriado, é o fator negativo que mais destaca do adiamento de Tóquio2020, pois, de resto, entende que a situação até lhe foi benéfica.

“Tenho mais um ano para evoluir e trabalhar com o treinador [Peri Guerrero] as coisas menos boas. O ano de 2019 foi muito bom e estava a acontecer tudo muito depressa. Confio muito nos planos, sempre apoiados pela Federação Portuguesa de Canoagem”, elogiou.

O atleta do Darque KC, clube de Viana do Castelo, sonha em ter um dia uma pista de slalom em Portugal, recordando que a mesma pode servir para um conjunto de atividades de lazer.

“Podemos dar-lhe várias utilidades. A FPC tem feito um excelente trabalho na pista, onde Portugal tem das melhores seleções do Mundo. É preciso uma infraestrutura de slalom para que também possamos evoluir nesta vertente, pois quem a deseja seguir, tem muitas mais dificuldades para se afirmar do que os desportistas de muitos outros países no mundo”, lamentou.

Antoine Launay destacou ainda os “desafios financeiros” inerentes à necessidade de viver em sucessivos estágios fora do país, agradecendo a aposta da FPC no seu empenho e sonho olímpico.

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Futebol

Davidson confirma saída do Vitória rumo à Turquia

Futebol

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Foto: DR / Arquivo

O extremo Davidson confirmou hoje que vai jogar no Alanyaspor, da I Liga turca de futebol, a partir da próxima época, após ter cumprido as duas últimas temporadas no Vitória SC.

“Este é o momento [para sair]. Estou eternamente grato ao Vitória, mas tenho 29 anos e este é o momento de seguir novos rumos, e o Alanyaspor apostou em mim. Também vou porque [a equipa] está na Liga Europa. É um desafio promissor para a minha carreira”, disse o jogador brasileiro, numa entrevista ao canal 11.

A caminho do quinto classificado da I Liga turca em 2019/20, que vai disputar a terceira pré-eliminatória da Liga Europa, o atacante considerou que a última época em Guimarães foi “boa individualmente” – realizou 44 jogos e marcou 10 golos, repartidos pela I Liga, pela Taça de Portugal, pela Taça da Liga e pela Liga Europa.

Natural do Rio de Janeiro, Davidson chegou a Portugal no verão de 2015, para representar o Sporting da Covilhã, clube da II Liga ao serviço do qual apontou 13 golos em 67 partidas, em época e meia.

O atacante mudou-se para o Desportivo de Chaves em janeiro de 2017 e marcou seis golos em 53 encontros oficiais pelos transmontanos, até ao final da temporada 2017/18, antes de se transferir para o Vitória, clube pelo qual fez 10 golos em 39 desafios na primeira época.

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Futebol

Famalicão contrata defesa esquerdo ao Chaves

Ibrahim

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Foto: DR

O Famalicão, da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a contratação de Abdul Ibrahim, defesa esquerdo, com um vínculo válido até ao final da temporada 2022/23.

“Assinar pelo Famalicão é mais um passo importante na minha carreira. Conheço o projeto que o clube delineou e estou muito entusiasmado para ajudar o clube a continuar o seu processo ascendente no futebol português”, referiu o ganês, de 21 anos.

O jogador chegou a Portugal em 2017 para jogar nos juniores do Chaves, clube que o descobriu na Academia WAFA.

Abdul Ibrahim manteve-se em Trás-os-Montes até ao final da época transata, durante a qual atuou na equipa satélite dos flavienses, que competiu no Campeonato de Portugal.

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Motores

Depois da “dobradinha”, Autódromo do Algarve quer trabalhar para manter MotoGP e F1

Algarve

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Foto: DR / Arquivo

O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) promete trabalhar “muito” para manter a Fórmula 1 e o mundial de velocidade MotoGP, cuja ‘dobradinha’ corresponde aos frutos do trabalho realizado nos últimos 12 anos.

“O anúncio da prova de MotoGP é o culminar de 12 anos de trabalho, que nos permite colher os frutos de tudo o que fizemos. Passámos um carrossel de dificuldades, com momentos difíceis e outros bons, mas hoje temos uma alegria”, disse o diretor de circuito, Paulo Pinheiro, em conferência de imprensa.

A última prova do campeonato do mundo de velocidade MotoGP vai decorrer no AIA entre 20 e 22 de novembro, anunciou hoje a Dorna, promotora do evento, cerca de um mês depois do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, de 23 a 25 de outubro, que tinha sido confirmado há duas semanas.

Paulo Pinheiro promete trabalhar “muito” para garantir que o voto de confiança depositado pela Liberty (Fórmula 1) e pela Dorna, que organizam as duas provas, possa ser renovado no próximo ano.

“Toda a nossa equipa – e aqui incluo também Turismo de Portugal, Turismo do Algarve, câmaras e outras entidades – terá de fazer uma grande corrida para que seja impossível dizer que não a Portimão. O nosso objetivo é, para o ano, termos F1 e MotoGP. E normalmente, quando a gente quer uma coisa a gente consegue”, sublinhou o diretor do AIA.

Numa situação normal, não verificada este ano face aos efeitos da pandemia de covid-19, uma corrida de Fórmula 1 custa, no mínimo, 40 milhões de dólares e uma corrida de Moto GP custa, no mínimo, 10 milhões de dólares.

Paulo Pinheiro reconheceu que esses são valores elevados, mas lembrou que o autódromo algarvio e o país têm prós que poderão permitir negociações “em condições que os outros países não conseguem”, nomeadamente a qualidade da pista reconhecida pelos pilotos, o clima, a resposta à covid-19 e a “força institucional muito forte” de dirigentes portugueses nas federações internacionais.

“Tudo isto dá-nos um peso que outros países não têm. Nós temos feito um bom trabalho de casa e, como consequência, estamos agora finalmente a colher esses frutos. Temos de responder ao desafio com um bom nível organizativo, de agarrar nisto com as duas mãos e trabalhar, trabalhar, trabalhar”, acrescentou.

Já para a presidente da Câmara de Portimão, a conjugação da realização das corridas de Fórmula 1 e Moto GP é a “tempestade perfeita”, elogiando Paulo Pinheiro pelo seu trabalho.

“Isto é a tempestade perfeita, temos aqui todos os condimentos e isso, de facto, só se consegue com muito trabalho. Paulo, tens de ser uma pessoa feliz e perfeitamente realizada, porque conseguiste a ‘dobradinha’. Não é fácil ter a MotoGP e a F1”, referiu Isilda Gomes.

O presidente da Federação Internacional de Motociclismo, o algarvio Jorge Viegas, ressalvou que, para 2021, a prova de MotoGP não está, para já, incluída no calendário, mas a autarca apelou à defesa das suas “raízes”.

“Sendo algarvio, será a primeira pessoa a fazer tudo o que for possível para a prova voltar. Podemos contar consigo para que no próximo ano possamos estar a viver um momento idêntico a este”, concluiu Isilda Gomes.

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