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Braga

Candidato do PS em Vila Verde quer rever contrato de recolha do lixo

Eleições autárquicas 2021

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Foto: DR

O candidato do PS à Câmara de Vila Verde, António Esquível, teceu críticas à atuação da empresa responsável pela recolha do lixo no concelho, deixando explícito que poderá haver a necessidade de “rever o contrato” celebrado com a autarquia.

O socialista, que cumpre 12 anos à frente dos destinos da freguesia de Cabanelas, afirma que por todas as freguesias é “perfeitamente visível que há um problema com a recolha de lixo”, sobretudo “junto às estradas nacionais”, e atribui culpas à Câmara, por “não sancionar a empresa” por incumprimento.

“Das questões que considero mais fundamentais no momento é a vergonha da recolha do lixo, um pouco por todo o concelho de Vila Verde, onde ou não funciona ou funciona mal”, criticou – citado em comunicado enviado a O MINHO -, afirmando não perceber como é que “um contrato que está bem feito” não é cumprido.

“As pessoas pensam que a recolha é feita pela câmara, mas é por uma empresa, e nem vou estar a discutir quem são os donos ou como foi constituída, mas é uma empresa e há um contrato feito entre as duas entidades, onde tem lá previsto aquilo que efetivamente resolveria a grande maioria dos prblemas relacionados com o lixo”, considera.

O candidato dá o exemplo da própria freguesia: “Hoje está previsto fazer recolha de lixo em Cabanelas, há circuitos, há rotas definidas, mas eles não aparecem. E se for preciso só recolhem na próxima semana. O lixo fica por recolher esse tempo todo, depois encontra cães vadios e é a destruição total”.

António Esquível afirma que “a empresa não é penalizada por não cumprir o contrato, mas devia ser obrigada a cumprir”. “Já cheguei a ver em Cabanelas camiões a pingar [fundo roto] e continuavam a fazer os circuitos semana após semana, naquelas condições. Ou seja, avaria um camião, não há alternativa. E isto é diário se analisarmos todo o concelho”, exemplificou.

Faltam contentores

O socialista diz não perceber a distribuição dos contentores subterrâneos, afirmando que em Prado e Vila Verde existem vários enquanto noutras freguesias “só há um”.

“Nós perguntamos: qual foi o critério de distribuição? Acho que o número de pessoas deve bater certo com o número de contentores em cada freguesia. Como está, não funciona”, acusa.

Esquível até admite que, por vezes, “as pessoas também não se portam bem”. Mas aí, diz, também é responsabilidade do município, por não realizar mais campanhas de sensibilização.

“Os meus filhos, quando eram pequenos, quando íamos levar alguma coisa ao contentor, obrigavam-me a colocar cada tipo de lixo no ecoponto certo. Isto falta em Vila Verde, e de que maneira”, considera.

E compara com Braga: “A AGERE penaliza quem prevarica e passa multas e coimas. Se for preciso metem os prevaricadores em tribunal. Aqui a Câmara não faz nada porque pensa que perde votos, E eu penso o contrário: perdia 10 e ganhava 500, porque tinha um concelho limpo”.

Programa do PSD contempla mais contentores

O socialista mostra ainda incredulidade ao ler o programa eleitoral da adversária Júlia Fernandes, atual vereadora e candidata do PSD, por lá ter encontrado “uma parte onde diz que terá atenção ao problema do lixo aumentando o número de contentores”.

“Em março deste ano, o PS apresentou na Assembleia Municipal uma proposta de aumento de contentores e se necessário de rotas, e toda a gente votou contra. Não permitiram que acontecesse nessa altura. Em março não era preciso e agora já é? É por causa do ato eleitoral?”, questiona.

“Ela [Júlia Fernandes] esquece-se que é poder, e se é poder, tinha legitimidade em influenciar para que se acautelassem essas medidas. Agora que não venha dizer que não era do pelouro, porque ela tinha responsabilidades”, termina António Esquível.

Nas eleições autárquicas marcadas para 26 de setembro, concorrem à Câmara de Vila Verde Júlia Fernandes (PSD), Cláudia Pereira (CDS-PP), António Esquível Gomes (PS), Gorete Pimentel (BE), Fernando Silva (Chega) e Nuno Guerra (CDU).

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