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Alto Minho

Candidato a Valença, José Monte, “feliz, mas não satisfeito” com comboio elétrico

Eleições autárquicas 2021

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Foto: DR / Arquivo

José Monte, candidato à Câmara pelo Movimento Independente Fortalecer Valença, diz-se “feliz, mas não satisfeito” com a finalização da eletrificação do troço da Linha do Minho entre as duas únicas cidades do Alto Minho.

Em comunicado enviado à imprensa, o antigo vereador do PSD lamenta que não tenha sido realizada uma “intervenção de regeneração da envolvente da estação, assim como obras de conservação no Museu Ferroviário e nas antigas Cocheiras”.

Crê também que seria uma mais valia a requalificação do antigo edifício da guarda fiscal.

“Esta sim, seria uma obra digna, pela qual sempre lutei, pois é a porta de entrada para quem nos visita por este meio de transporte é um local de referência dos valencianos”, sublinha.

Vereador da maioria PSD na Câmara de Valença José Monte, renunciou aos pelouros atribuídos por discordar do rumo político da presidência, mas permanece em funções.

Em comunicado enviado às redações a 28 de março, José Monte explicou ter aceitado o convite do movimento independente Fortalecer Valença, “assumindo esta decisão com elevado sentido de responsabilidade”.

José Monte agradeceu à “comunidade valenciana pelos incentivos e pelas palavras de apoio e reconhecimento” que recebeu “ao longo dos últimos 12 anos”.

“Desde que apresentei a renúncia aos pelouros por estar em desacordo com as políticas seguidas pelo atual executivo, fui encorajado pela comunidade valenciana a apresentar um novo projeto autárquico para Valença, um projeto para enfrentar o presente sem perder de vista o futuro. Este reconhecimento foi decisivo para aceitar o desafio que me foi proposto pelo movimento Fortalecer Valença”, sustenta o candidato.

Em janeiro, José Monte renunciou aos pelouros das Coletividades, Cultura, Desporto, Juventude, Parques de estacionamento públicos, Transportes, Turismo, Eurocidade Valença/Tui e Projetos transfronteiriços, por discordar do rumo político seguido pelo atual presidente, Manuel Lopes, mas permanecendo em funções até ao final do mandato autárquico.

“Após a saída do anterior presidente, Jorge Mendes, verifiquei que está a ser implementado um projeto político que considero não ser aquele que ajudei a construir quando, em 2005, apresentámos uma alternativa política pelo PSD aos valencianos”, referiu na altura José Monte, numa nota hoje enviada à agência Lusa.

Manuel Lopes assumiu a presidência da Câmara de Valença em novembro de 2019, substituindo no cargo Jorge Mendes, que foi eleito deputado do PSD nas legislativas de outubro desse ano.

Manuel Lopes, o ‘número dois’ da lista que concorreu às eleições autárquicas de 2017, desempenhou até então as funções de vice-presidente da autarquia.

O anterior presidente social-democrata da Câmara de Valença, Jorge Mendes, economista, suspendeu o mandato autárquico em agosto de 2019 e renunciou ao cargo antes da tomada de posse como deputado pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, a que concorreu como cabeça de lista.

Em 2009, Jorge Mendes protagonizou a grande novidade das autárquicas no distrito de Viana do Castelo, ao conquistar a Câmara de Valença por 250 votos ao PS.

O executivo municipal é composto por sete elementos: cinco do PSD e dois do PS.

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