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Caminha

Campanhas de esterilização combatem abandono e redução de animais errantes em Caminha

Orçamento Participativo

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Foto: DR

A Câmara de Caminha tem em curso duas campanhas de esterilização com o objetivo de reduzir o abandono animal e à proliferação de animais vadios e errantes, no concelho, informou hoje aquela autarquia.


Na nota enviada à imprensa, o município diantou que uma campanha é promovida, “diretamente”, pelos serviços camarários e, a segunda, “através da Associação Selva dos Animais Domésticas.

Aquelas ações decorrem da terceira edição do Orçamento Participativo, com o “Programa de esterilização animal”.

A Câmara e a Associação Selva dos Animais Domésticos assinaram um protocolo, com vista à intervenção e estabilização das colónias de gatos existentes no concelho.

O município “transferiu 15 mil euros para a associação, devendo transferir a segunda fatia (mais 15 mil euros) posteriormente”.

“A parceria permite capturar, esterilizar e devolver ao seu meio os gatos, devidamente identificados através de microchip, sem perder de vista, paralelamente, a eventual adoção”.

A associação é a responsável pela operacionalização do projeto, cabendo também ao município, “a monitorização do trabalho, função da responsabilidade do veterinário municipal”.

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Alto Minho

Carro abalroado por comboio em Caminha. Mãe e filhos escapam ilesos

Acidente

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Foto: Jornal C - O Caminhense

Um carro foi abalroado por um comboio, ao início da manhã desta sexta-feira, na passagem de nível de Coura, em Seixas, Caminha, mas os ocupantes conseguiram escapar, confirmou O MINHO junto de fontes da GNR e dos bombeiros.

O carro ficou preso na passagem de nível e os ocupantes abandonaram a viatura antes do embate, pelo que não há feridos a registar.

Segundo a Rádio Vale do Minho, que avançou a notícia, no carro seguiam três pessoas.

Trata-se de uma mãe que ia levar os filhos à escola. “Ao atravessar a linha uma das rodas da viatura ficou presa e já não consegui tirar o carro. Eu e os meus filhos conseguimos sair do carro muito antes do comboio passar. Ainda tentei com a ajuda de uns amigos retirar o carro mas não conseguimos”, contou ao Jornal C a condutora, residente naquela freguesia.

Passagem de nível de Coura, Seixas. Foto: JF de Seixas

A passagem de nível não tem barreiras.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, explicou que a passagem nível “tem sinalização horizontal e vertical”, desconhecendo-se, até ao momento, as razões que levaram a condutora a não seguir pela via destinado ao atravessamento da linha férrea”.

“A condutora meteu o carro fora da via de atravessamento, e o veículo caiu dentro dos carris. Na altura não passava nenhum comboio. Como não conseguiu tirar o carro da linha, retirou as duas crianças que seguiam na viatura colocando-se a salvo. Entretanto, acabou mesmo por passar o comboio que levou o carro pela frente”, especificou.

O autarca explicou que a passagem de nível “está devidamente assinalada” e que, “no âmbito da empreitada de modernização da Linha do Minho, em curso, vai também ser dotada de barreiras”.

O alerta foi dado às 07:52.

Os Bombeiros de Caminha prestaram socorro com quatro operacionais e duas ambulâncias.

Além da GNR, também esteve no local um representante da REFER.

A circulação ferroviária foi retomada às 08:40, cerca de uma hora e meia depois do acidente, que aconteceu com uma composição que seguia no sentido norte/sul da Linha do Minho.

Notícia atualizada às 09h56 com mais informação.

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Alto Minho

Apreendidos 70 quilos de moluscos no rio Minho em Caminha

Polícia Marítima

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Foto: Polícia Marítima

A Polícia Marítima de Caminha apreendeu 70kg de moluscos durante uma ação de fiscalização e de policiamento na foz do rio Minho, no sábado.

Durante a ação, foram detetados três indivíduos apeados que se encontravam a praticar a apanha lúdica de marisco e apreendidos 30kg de lapa, por excesso de captura, e 40kg de mexilhão, por captura interdita desta espécie, num total de 70kg de moluscos, que por ainda se encontrar vivo, foi devolvido ao seu habitat natural.

A Polícia Marítima instaurou um processo de contraordenação e, como medida cautelar, apreendeu também as artes de pesca utilizadas para a captura dos moluscos.

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Alto Minho

Futuro centro de exposições gera polémica em Caminha. PS e PSD trocam acusações

Maioria socialista aprovou contrato de arrendamento

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Foto: Ilustrativa / DR

Os vereadores do PSD na Câmara de Caminha condenaram hoje a maioria PS na autarquia por ter aprovado um contrato de arrendamento com um privado para um centro de exposição de 7,5 milhões de euros, que ainda não existe.

Em comunicado enviado às redações, a bancada social-democrata naquela autarquia justificou a rejeição daquele ponto da ordem de trabalhos da reunião do executivo municipal, na segunda-feira, por considerar que “não defende os interesses de Caminha e visa a fuga ao visto do Tribunal de Contas”.

“Este contrato promessa de arrendamento está a ser feito para beneficiar um privado em concreto (…). Não nos parece de todo razoável tanta pressa, em cima do joelho e sem qualquer estudo de viabilidade económica, para fazer um contrato promessa de arrendamento que irá hipotecar por longos anos o concelho de Caminha”, defendem.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, referiu que o comunicado da oposição é “uma mistura de mediocridade, mentiras e insultos”.

“Trata-se de uma obra que vai ser decisiva no combate à sazonalidade. O PSD é contra tudo o que traga mais gente, mais economia e mais emprego ao concelho de Caminha. É pena”, atirou.

Em causa está a construção, por um promotor privado, de um centro de exposições transfronteiriço, cuja conclusão está prevista para dentro de dois anos, com capacidade para acolher com 2.600 espectadores sentados, ou 5.500 em pé.

Para o PSD, a “criação de um centro de exposições deve ser apoiada pelo município desde que seja um investimento estrategicamente ponderado e suportado por quem tem capital para o efeito, nomeadamente os privados”.

“O caso concreto não corresponde a este conceito. Ou seja, o que se discutiu e foi aprovado pela maioria socialista não foi a utilidade de um centro de exposições, mas sim um contrato promessa de arrendamento, mesmo sem existir qualquer edifício para arrendar”, argumentam os vereadores do PSD.

Segundo o PSD, o contrato “prevê o pagamento de uma renda mensal de 25 mil euros por 25 anos, o que perfaz um total de 7,5 milhões de euros”, sendo que o município “tem de pagar 300 mil euros à empresa privada aquando da assinatura do contrato”, não podendo, “sob forma alguma, denunciar o contrato durante cinco anos”.

“O município tem de pagar as custas associadas às obras de conservação, manutenção e reparação durante a vigência do contrato, valor que acresce aos 7,5 milhões de euros que irá custar este arrendamento”, referem.

No final dos 25 anos, acrescenta a nota do PSD, “o município, depois de pagar 7,5 milhões de euros, não tem direito a ficar automaticamente com as infraestruturas”.

“Caminha tem agravado consideravelmente a sua situação financeira nos últimos anos, tendo-se visto obrigada a recorrer a um saneamento financeiro (espécie de ‘troika’) por ter ultrapassado a capacidade de endividamento e é dos piores pagadores do país. Não entendemos como é que, em estado de suposta falência técnica, se pretende assumir, desta forma megalómana, o pagamento de 7,5 milhões de euros para um edifício que, sendo interessante, não é prioritário neste momento”.

Na resposta, Miguel Alves explicou que, “a ser concretizado, o centro de exposições transfronteiriço atrairá congressos, feiras internacionais, torneios desportivos internacionais e concertos ao concelho de Caminha, sobretudo em época baixa”.

Segundo o autarca socialista, “cabe ao privado encontrar e comprar o terreno, apresentar e aprovar o projeto na Câmara, construir e obter a licença de alvará, e pagar o IMT subjacente à compra do terreno e as taxas urbanísticas pela aprovação do projeto”.

A Câmara, adiantou, “tudo fará para continuar a trazer mais investimento para o concelho, investimento que potencie a economia e traga outros investidores, como é o caso deste equipamento”.

“O PSD deixou Caminha de rastos em 2013. A Câmara falida, o desemprego a níveis históricos e o número de turistas a diminuir. De 2013 para cá, já pusemos as contas com resultados positivos, atingimos o número mais baixo de desempregados de sempre e o número de turistas bate todos os recordes desde 2015”, frisou o autarca socialista.

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