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Alto Minho

Caminhada na Serra d’Arga quer “mostrar ao vivo” impacto de exploração de lítio

Ambiente

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Foto: CM Caminha / Arquivo

Uma caminhada em torno do maciço granítico da Serra d’Arga quer mostrar “ao vivo”, no domingo, o impacto da eventual exploração de lítio naquela área partilhada por Viana do Castelo, Caminha, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira.


“O objetivo é alertar a população. Explicar o que está em causa, e nada melhor do que vermos ao vivo as zonas e a biodiversidade que poderá ser afetada. Achamos que melhor do que uma sessão de esclarecimento dentro de quatro paredes é uma sessão de esclarecimento feita a caminhar no próprio local”, disse hoje à agência Lusa o porta-voz do movimento SOS Serra d’Arga, que organizada a ação.

Segundo Carlos Seixas, a caminhada, com uma extensão de cerca de seis quilómetros, começa e termina na Chã Grande, na Senhora do Minho.

O ponto de encontro dos participantes está marcado para domingo, pelas 08:30, na Chã Grande na Senhora do Minho, com chegada às 11:30, ao mesmo local o destino dos participantes que optarem por fazer o percurso em BTT.

Segundo o porta-voz do movimento SOS Serra d’Arga, os interessados “terão de se inscrever num formulário ‘online’ que foi criado para o efeito e onde constam todas as regras determinadas pela Direção-Geral da Saúde”.

“As pessoas terão de usar máscaras de proteção, sendo que os participantes serão distribuídos por grupos, que partirão para a caminhada intervalados entre si para garantir o devido distanciamento social”, especificou.

O movimento SOS Serra d’Arga tem vindo a promover, desde agosto, várias ações de sensibilização, envolvendo associações galegas “em defesa de um património comum, o rio Minho, que poderá estar em causa se o projeto de mineração que o Governo português pretende implementar for para a frente”.

Em comunicado hoje enviado à Lusa, o movimento explicou que a caminhada marcada para domingo pretende ser “um momento de celebração e tributo ao património natural, cultural, histórico e paisagístico da nossa serra sagrada”, com o “propósito de partilhar e experienciar, coletivamente, a vastidão da paisagem e ajudar a formar uma consciência clara do que se encontra sob ameaça de um projeto de fomento mineiro que o Governo pretende implementar”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Aqueles municípios já deram início ao projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, liderado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que visa a classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal.

O movimento SOS Serra d’Arga congratula-se com a iniciativa, mas “não descansa”.

“Estamos muito satisfeitos com o processo já iniciado pelas câmaras municipais para a criação da área protegida. É mais um instrumento de proteção, mas não estamos descansados. O projeto de decreto-lei, recentemente publicado pelo Governo, nem sequer assegura que estas zonas venham a ser protegidas da mineração e, por isso, não podemos estar sossegados. É mais um passo até termos assegurada a suspensão definitiva deste processo que visa a mineração dos nove sítios no Norte de Portugal”, disse Carlos Seixas.

Em julho de 2019, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio, mas o movimento SOS Serra d’Arga assegura que se mantém a pretensão de exploração mineira naquela serra.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

Devem ser abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

No início deste mês, a Comissão Europeia defendeu a exploração de lítio no norte de Portugal, no âmbito da nova estratégia da União Europeia (UE) para reduzir a dependência externa de matérias-primas essenciais, mas apelou ao diálogo com as comunidades locais.

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Viana do Castelo

Professor e aluno do Politécnico de Viana premiados em conferência internacional

Por artigo científico sobre criptomoedas

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Rui Carreira e Pedro Pinto. Foto: Divulgação / IPVC

O docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Pedro Pinto, e o aluno de Engenharia Informática e atual estudante do Mestrado de Cibersegurança, Rui Carreira, foram premiados com o “Best Application Paper Award”, pelo trabalho publicado na conferência internacional Blockchain’20, realizada online a partir de L’Aquila – Itália, entre 7 e 9 de outubro.

A distinção foi atribuída pelo artigo científico que apresenta uma solução para a geração de comprovativos de propriedade e proveniência de criptomoedas.

O artigo “A Framework for On-Demand Reporting of Cryptocurrency Ownership and Provenance” da autoria de Rui Carreira e Pedro Pinto, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e António Pinto, docente do Instituto Politécnico do Porto, acabou por ser considerado o melhor no âmbito das aplicações da conferência.

Um trabalho que, de acordo com os autores, alerta para algumas questões que têm de ser resolvidas no âmbito da utilização das criptomoedas. “Hoje, além das moedas tradicionais utilizadas para transações financeiras, temos disponíveis as chamadas criptomoedas que utilizam a tecnologia Blockchain, como o Bitcoin e Ethereum, que são utilizadas também como meio de pagamento de bens e serviços. O problema é que estas carteiras de criptomoedas não permitem a identificação direta do seu proprietário e o rastreamento da proveniência dos seus valores. No entanto, há situações em que um cidadão tem de provar a propriedade e a proveniência de determinados valores transacionados”.

Os autores apontam exemplos práticos: “Em Portugal, se um cidadão quer adquirir um imóvel de 250.000€ tem de reportar esta aquisição à Autoridade Tributária e, se for auditado, tem de prestar provas da propriedade e proveniência desse valor, mesmo que tenha utilizado uma criptomoeda para este pagamento”.

Nesse sentido, os autores apresentam como solução uma nova aplicação que permite, de forma expedita e totalmente digital, gerar comprovativos de propriedade e proveniência de valores de uma ou várias carteiras de criptomoedas.

A Conferência Internacional de Blockchain e Aplicações (Blockchain’20) reuniu pelo segundo ano investigadores de blockchain e inteligência artificial (IA) tendo sido, ao longo de três dias, partilhadas ideias, projetos e avanços associados a essas tecnologias e os seus domínios de aplicação.

A conferência Blockchain’20 permite aos investigadores e profissionais a oportunidade de trabalhar e publicar os seus desenvolvimentos nesta linha de investigação promissora que envolve a tecnologia blockchain, identificando e resolvendo questões críticas relacionadas, e também apontando para desafios futuros na sua aplicação.

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Alto Minho

Ecovia do rio Minho que liga Cerveira a Caminha concluída até final do ano

Investimento de 1,6 milhões de euros

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Foto: Divulgação / CM Cerveira

Vila Nova de Cerveira conclui até ao final do ano o troço da ecopista do rio Minho que liga o concelho a Caminha, que representa um investimento global de 1,6 milhões de euros, foi hoje divulgado.

De acordo com um comunicado da Câmara de Cerveira, a terceira e última fase do projeto, numa extensão de 940 metros, que liga a praia fluvial da Mota, em Gondarém, à freguesia de Lanhelas, em Caminha, vai ficar concluída até ao final do ano.

A criação deste último troço representa num investimento de cerca de 300 mil euros.

O primeiro troço da ecopista do rio Minho foi inaugurado em 2004 e liga Monção a Valença. Em 2009, o primeiro corredor ecológico a aproveitar uma linha ferroviária desativada em Portugal foi classificado como o quarto melhor da Europa.

Já em 2017, o percurso total, com cerca de 46 quilómetros, entre Monção e a freguesia de Seixas, no concelho de Caminha, recebeu o título de terceira melhor Via Verde da Europa.

A criação daquele corredor é financiada pelo programa Norte 2020.

Em Vila Nova de Cerveira, a criação daquele corredor ecológico foi iniciada em 2012 e terá uma extensão total de 13,5 quilómetros, num investimento global de 1,6 milhões de euros.

A primeira fase, iniciada em abril de 2012, representou um investimento de 685 mil euros, a segunda, cuja construção começou em junho de 2014, rondou os 593 mil euros, sendo que para cada uma a autarquia obteve uma comparticipação de 85% de fundos comunitários.

Citado na nota hoje enviada, o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, realçou que “a conclusão da via verde que atravessa o território municipal incorpora uma componente de novos desafios de atratividade turística, bem como é uma porta aberta para a Galiza”.

“Queremos concretizar, num futuro próximo, a ponte pedonal e ciclável entre o nosso Parque do Castelinho e o Espaço Fortaleza, em Tomiño, Galiza, e que será o primeiro Parque Transfronteiriço pelo menos de Portugal/Espanha”, sublinhou.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez e Ponte da Barca reivindicam beneficiação de ligação à Galiza

IC 28

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Foto: CM Arcos de Valdevez / Facebook

Os presidentes das Câmaras de Arcos de Valdevez e de Ponte da Barca reivindicaram hoje a beneficiação da estrada que liga o Itinerário Complementar 28 (IC28) à fronteira da Madalena, em Ourense, na Galiza, considerada “estratégica” para a região.

Em comunicado conjunto, os autarcas daqueles dois concelhos do Alto Minho adiantam ter enviado uma “missiva” ao primeiro-ministro a exigir a “melhoria” daquela ligação do IC28, sublinhando a sua importância para o reforço das ligações rodoviárias ao mercado económico transfronteiriço e europeu (nomeadamente à estação de Celanova do TGV da linha Madrid-Galiza e à autoestrada A52).

João Manuel Esteves e Augusto Marinho, ambos do PSD, lembram que a empreitada é reclamada “há mais de uma década” e querem que o Governo a inclua no Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal como obra “prioritária” para “alavancar as relações económicas e transfronteiriças e a atratividade dos municípios e da região”.

Os autarcas destacam que aquela estrada “é estratégica para a competitividade” dos dois municípios e do distrito de Viana do Castelo, sendo que, do lado galego, é considerada “estruturante na conexão entre Celanova e a fronteira da Madalena”.

“A melhoria da estrada permitirá colocar as pessoas e os produtos a menos de 30 minutos das redes rodoferroviárias principais de ligação a Madrid e ao centro da Europa, isto porque irá ligar com a autoestrada de acesso à Europa (A52)”, adiantam.

Segundo os dois autarcas, “a via também permitirá a ligação ao TGV, uma vez que está em construção a sul de Ourense/Celanova a estação da Linha de Alta Velocidade entre Madrid-Galiza”.

João Manuel Esteves e Augusto Marinho recordam ainda que a obra faz parte do plano rodoviário português, bem como do plano da Junta da Galiza, e lamentam que não tenha sido abordada a sua concretização na última cimeira luso-espanhola.

A obra integrou o Plano de Proximidade da Infraestruturas de Portugal, com a denominação “460 – EN 203/304-1 Beneficiação entre Ponte da Barca e Lindoso”, para lançamento no ano de 2017 e com uma dotação de 3,5 milhões de euros.

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