Seguir o O MINHO

Alto Minho

Caminha quer avançar com Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga

Proposta será votada segunda-feira

em

Foto: CM Caminha

A maioria PS na Câmara de Caminha vai apreciar, na segunda-feira, em reunião do executivo a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, que inclui mais quatro concelhos do Alto Minho, foi hoje divulgado.


Em comunicado hoje enviado à redações, a autarquia presidida por Miguel Alves explicou que a deliberação a tomar naquela sessão ordinária irá “autorizar o município de Caminha a apresentar, conjuntamente com Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, a proposta de criação da Área de Paisagem Protegida Regional da Serra d’Arga, observando ao disposto no Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovado no Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho”.

A serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Viana do Castelo e Ponte de Lima, dos quais 4.280 hectares se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Segundo o Orçamento do Estado, o Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio e minerais associados em nove zonas do país.

A Serra d’Arga é uma das áreas que deve ser abrangida.

A proposta que o executivo de Caminha vai analisar na segunda-feira, às 15:00, no edifício dos Paços do Concelho, realça que “a Serra d’Arga constitui uma área emblemática, pela vastidão das paisagens agrestes do seu topo e também pela singularidade dos seus valores naturais”.

O documento enumera os “10 tipos de ‘habitat’ de importância comunitária, a extraordinária riqueza florística, com 546 espécies de plantas vasculares, incluindo 32 espécies raras ou ameaçadas de extinção, a presença confirmada de mais de 180 espécies de vertebrados selvagens, entre as quais espécies raras e emblemáticas como o lobo, a salamandra-lusitânica e o bufo-real”.

Segundo o documento, “a Serra d’Arga detém um património cultural singular pela sua situação geográfica, mas também pela forma como as atividades humanas foram desenvolvidas, de modo, ao longo do tempo, garantir a sustentabilidade das populações”.

Serra d’Arga vai ser Área de Paisagem Protegida Regional

“A Serra d’Arga providencia um conjunto de serviços de ecossistemas que devem ser salvaguardados e potenciados tendo em vista a melhoria do bem-estar das populações locais, a proteção e aumento da biodiversidade; a mitigação e adaptação aos impactes das alterações climáticas, e a reunião das condições de suporte para o desenvolvimento de uma economia verde”, descreve o documento.

A proposta refere ainda que “os estudos desenvolvidos na Serra d’Arga, que contaram com a iniciativa e, em grande parte, com o apoio financeiro e recursos humanos do município de Caminha, evidenciam o elevado risco em que se encontra o património natural e cultural da área”.

“Este património constitui uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconómico sustentável da região, com especial importância na geração de benefícios para as comunidades e para a função em geral, e permitirá a criação de novas dinâmicas, sobretudo associadas à exploração do território do ponto de vista turístico e das atividades de educação e sensibilização ambiental”, adianta.

A proposta revela ainda que os estudos realizados “concluem que, em termos práticos, a atual figura de proteção atribuída à Serra d’Arga, Sítio de Importância Comunitária, revela ser manifestamente insuficiente no sentido de propiciar as necessárias condições para uma gestão integrada da área por parte dos municípios com a responsabilidade administrativa na mesma, dificultando a definição de uma estratégia conjunta de preservação e valorização do património existente”.

Os cinco municípios envolvidos no processo de criação da área protegida “acreditam que, a exemplo da experiência obtida com a classificação e consequente gestão intermunicipal de outras áreas de Paisagem Protegida de Interesse Regional, a da Serra d’Arga, contribuirá para a conservação da natureza e da biodiversidade em presença na serra e por conseguinte no Noroeste Peninsular”.

Anúncio

Alto Minho

Covid-19: Alto Minho tem 478 casos ativos (mais 123 em três dias)

Dados locais

em

Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

O Alto Minho contava, esta segunda-feira, com 478 casos ativos de covid-19, mais 123 em relação à passada sexta-feira, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Os dados remetem para as 18:30 horas desta segunda-feira.

O distrito de Viana do Castelo soma, desde o início da pandemia, 1.608 casos (mais 121 nos últimos três dias), 66 óbitos e 1.064 recuperados (menos 2 em relação a sexta-feira).

Viana do Castelo, com 215 casos ativos, foi o concelho que registou a maior subida (mais 60 ativos).

Segue-se Caminha que, em relação a sexta-feira, tem mais 21 casos ativos, num total de 62.

Paredes de Coura duplicou o número de casos ativos, passado de 13 para 26.

Ponte de Lima tem mais 12 casos ativos (total 51).

Arcos de Valdevez tem mais sete casos (16 no total), Melgaço mais um (9), Valença mais três (63), Monção mais três (11) e Cerveira mais três (21).

Ponte da Barca mantém-se com quatro casos ativos.

Continuar a ler

Alto Minho

Ponte de Lima com mais doze casos de covid-19 em três dias

Dados locais

em

Foto: Facebook / Arquivo

O concelho de Ponte de Lima subiu de 147 para 159 no registo de casos de covid-19 desde a passada sexta-feira.

São mais 12 infetados com covid-19 durante os últimos três dias, contabilizando agora aquele concelho 51 casos ativos do vírus, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Os dados remetem para as 18:30 horas desta segunda-feira.

O concelho limiano mantém 106 recuperados da doença.

No total acumulado, registam-se 159 casos de infeção desde o início da pandemia, mais doze nos últimos três dias.
A nível distrital, o Alto Minho conta, esta segunda-feira, com 478 casos ativos, 66 óbitos e 1.064 recuperados.

O distrito soma 1.608 casos acumulados desde o início da pandemia, mais 121 em relação a sexta-feira.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana do Castelo atribui em 2021 Prémio para distinguir reabilitação urbana

Prémio Viana Práxis

em

Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo vai realizar em 2021 a primeira edição do Prémio de Reabilitação Urbana para “reconhecer” os promotores privados que nos últimos cinco anos investiram 10 milhões de euros no concelho, foi hoje anunciado.

Em conferência de imprensa para apresentação do Prémio Viana Práxis, o vereador da Reabilitação Urbana, Luís Nobre referiu que no início de novembro vão abrir as candidaturas e no primeiro trimestre de 2021 será realizada a primeira edição daquele prémio.

Luís Nobre sublinhou que o prémio, bienal, pretende “reconhecer publicamente as boas práticas, o esforço e o envolvimento que quem realizou investimento, mas também incentivar a quem olha para o concelho com uma oportunidade de investimento”.

O vereador responsável pela reabilitação urbana garantiu que, nesta área, a capital do Alto Minho apresenta “indicadores de excelência que são uma referência a nível regional, e até nacional”.

“Tanto ao nível das boas práticas, da dimensão das operações urbanísticas, do envolvimento de proprietários e também do valor muito significativo do investimento. Nos últimos cinco anos, o investimento privado está muito próximo dos 100 milhões de euros. Não acontece em muitas cidades, à nossa escala. É um esforço que deve ser reconhecido”, reforçou Luís Nobre.

De acordo com o vereador da reabilitação urbana, aquele investimento “começou no centro histórico da cidade, mas já vai muito além e acompanha grande parte das freguesias periurbanas do concelho”.

Luís Nobre destacou que “do total de licenciamentos que a Câmara Municipal emite, 24% referem-se à reabilitação urbana”.

“Para mim é um indicador muito relevante. Não existe, a nível nacional, uma percentagem com um significado tão expressivo”, sustentou.

Já o investimento público, adiantou, “está associado ao Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), atualmente. numa fase muito avançada da sua execução e representa um investimento de 18,7 milhões de euros só nas freguesias de Areosa, Monserrate, Santa Maria Maior, Meadela e Darque”.

Naquele montante, não estão contabilizados “investimentos anteriores no centro histórico, na frente ribeirinha da cidade e na frente atlântica do concelho.

O PEDU, financiado por fundos do programa Portugal 2020, visa a qualificação do sistema urbano, do ponto de vista da mobilidade sustentável, regeneração urbana e ação integrada para as comunidades desfavorecidas.

O prémio apresentado pretende “galardoar e dignificar a qualidade da arquitetura e da construção, no âmbito de novas edificações e ações de reabilitação, restauro, remodelação ou renovação de edifícios existentes, no concelho de Viana do Castelo”.

Visa ainda “distinguir os autores do projeto, promotores e construtores de obras realizadas no concelho, que tenham sido concluídas nos anos anteriores à apresentação da respetiva candidatura”.

O Prémio Viana Práxis está dividido em duas categorias, Reabilitação de Edifícios e Carreira.

A obra vencedora na categoria “Reabilitação de Edifícios” será distinguida com um troféu de material perene passível de ser aplicada na intervenção e com um prémio pecuniário de 10 mil euros atribuído ao responsável pelo projeto.

O prémio Carreira, bem como Menções Honrosas que possam ser atribuídas, receberão diploma oficial do VIANA PRÁXIS – Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo e a integração de um painel com nota biográfica na exposição dos trabalhos.

Continuar a ler

Populares