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Caminha

Caminha vai apresentar plano para recuperar de “caos financeiro”

Miguel Alves (PS) justifica situação com a herança deixada pelo PSD, que governou a autarquia até 2013

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Caminha anunciou hoje à Lusa, que irá apresentar um plano de recuperação financeira municipal, previsto na lei n.º53/2014, para resolver o “caos” que herdou do anterior executivo do PSD.


“Este plano visa resolver o caos financeiro que nos foi deixado pela Troika que esteve na Câmara de Caminha até 2013. A Troika tem três letras, PSD, que nos últimos cinco anos de mandato contraiu empréstimos bancários de valor superior a 11 milhões de euros que agora não conseguimos pagar ao mesmo tempo que pagamos as despesas correntes”, afirmou Miguel Alves.

Questionado pela agência Lusa, a propósito de um comunicado hoje emitido pelos vereadores do PSD naquela autarquia do Alto Minho, onde avançam a adesão do município a um “saneamento financeiro” motivada por uma dívida de 22 milhões de euros, o autarca socialista refere que “o Regime Financeiro das Autarquias Locais estabelece que a dívida total de operações orçamentais de um município não pode ultrapassar, a 31 de dezembro de cada ano, 1.5 vezes a média da receita líquida cobrada nos três exercícios anteriores”.

“Em final deste ano ultrapassou, por 650 mil euros. É por isso quer vamos apresentar o plano de ajustamento”, explicou.

Segundo Miguel Alves, “a 31 de dezembro último, a dívida de curto prazo da Câmara era de 11.486.488,81 euros e, a dívida total (curto, medio e longo prazo, incluindo todos os empréstimos bancários e acordos de pagamento a fornecedores) era de 21.859.906,29 euros. Tudo consta das Contas de 2018, aprovadas em abril deste ano”.

Miguel Alves adiantou que “desde o ano passado que o executivo municipal já implementou todas as medidas previstos no plano a apresentar até final de outubro, quer do lado da despesa, quer da receita”.

“Do lado da despesa para reduzir, por ano, em 1,5 milhões de euros os gastos do município e do lado da receita, aumentando, para a taxa máxima o IMT e a taxa variável do IRS”, reforçou.

Já os vereadores do PSD, José Manuel Presa, Paulo Pereira e Liliana Silva, consideram que Miguel Alves “herdou uma situação estabilizada”, existindo, “em contas a prazo mais de dois milhões de euros”.

“Miguel Alves assumiu a presidência da Câmara Municipal de Caminha em 2013. Ao fim de seis anos, numa verdadeira bola de neve, a Câmara apresenta-se num verdadeiro caos financeiro, que nunca tinha acontecido no município de Caminha em nenhum dos executivos desde 1974”, sustentam.

Os vereadores do PSD dizem “não aceitar” as duas propostas de contração de empréstimos de médio e longo prazo, no valor de 1.478.697,11 euros e 5.200.361,00 euros, aprovadas na última reunião camarária, “para pagamento a fornecedores e para a cessação da Parceria Público Privada (PPP) que deu origem à construção das piscinas municipais de Vila Praia de Âncora, respetivamente”.

“Os vereadores do PSD estariam dispostos a viabilizar uma proposta de saneamento financeiro que sirva para pagar aos fornecedores. Não aceitamos propostas que acarretem mais encargos ao município de Caminha, que não resolve a sua situação financeira e que serve somente interesses que nos causam muita estranheza”, referem.

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Alto Minho

Caminha vai ter ligação à A3. “Excelente notícia”

Presidente da Câmara satisfeito com anúncio do governo

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Caminha classificou hoje de “excelente notícia” para o concelho e para o distrito de Viana do Castelo o anúncio, pelo primeiro-ministro, da construção ligação entre a Autoestrada 28 (A28) no concelho à A3.

“Esta ligação rodoviária entre Caminha (A28) e a A3 [entre Braga e Valença], permitirá superar um forte constrangimento de ligação do concelho de Caminha ao interior do distrito de Viana do Castelo, nomeadamente a Paredes de Coura, e a ligação contínua de Espanha até Caminha sempre por autoestrada”, afirmou o socialista Miguel Alves, citado numa nota de imprensa.

A “obra em questão deverá ser projetada, lançada e executada até 2030 e tem um custo estimado de 65 milhões de euros”.

“O anúncio desta ligação direta a Espanha é uma notícia excelente que vem ao encontro daquilo que o concelho de Caminha vinha reclamando nas reuniões que manteve com o Governo”, destacou.

A autoestrada A28 liga o Porto a Caminha, passando por Viana do Castelo.

Miguel Alves referiu que, “havendo já uma boa ligação para o sul com Porto, Viana do Castelo e Ponte de Lima” é “muito importante uma ligação mais rápida ao interior do distrito, na zona de Paredes de Coura e, essencialmente, uma ligação contínua, sempre em autoestrada, até Espanha”.

“A Estrada Nacional (EN) 13 é um suplício para quem vai e vem de Espanha a partir de Vigo e Valença e precisávamos de ter uma via nova que permita que esse acesso se desenvolva com rapidez e segurança”, reforçou.

A via está “prevista existir até ao ano de 2030 e essa é uma excelente notícia para todo o concelho de Caminha”.

Este investimento está inserido no Programa de Construção de “Missing Links” que visa colmatar lacunas existentes na rede rodoviária nacional”, acrescentou Miguel Alves, que é também preside ao Conselho Regional do Norte, órgão consultivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

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Alto Minho

Duas escolas em Caminha vencem programa Ecovalor

Educação

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Foto: DR

As escolas EB1 de Âncora Lage e a EB1/JI de Venade arrecadaram o primeiro e segundo lugares, respetivamente, do programa Ecovalor promovido pela Valorminho, informou hoje a Câmara de Caminha.

Em comunicado, a autarquia explicou que, no âmbito daquele programa, a EB 1 de Âncora Lage entregou 2.574 quilogramas (Kg) de lixo e a EB1/JI de Venade 2.451 kg.

O programa “contou com a participação de 19 escolas do Vale do Minho e permitiu a separação de 19 toneladas de embalagens de plástico/metal”.

O programa Ecovalor tem como objetivo promover boas práticas ambientais em estabelecimentos de ensino, premiando os estabelecimentos de ensino que apresentarem melhor desempenho na separação das suas embalagens usadas.

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Alto Minho

Peça de teatro sobre violência doméstica estreia na sexta-feira em Caminha

Cultura

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Foto: Divulgação / Krisálida

A companhia de teatro Krisálida, com sede no concelho de Caminha, vai estrear, na sexta-feira, às 21:30, a peça “Caldo Verde”, para “provocar a reflexão” sobre a violência doméstica, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a companhia adiantou que a peça sobe ao palco do cineteatro dos bombeiros voluntários de Vila Praia de Âncora, repetindo no sábado à mesma hora.

Já nos dias 30 e 31, será representada no teatro Valadares, no centro histórico de Caminha.

Da autoria de Rui Ramos, com encenação de Nuno j. Loureiro e interpretação de Carla Magalhães, Joana Vilar e Romeu Anjos Pereira, trata-se do primeiro trabalho preparado pela companhia após o fim do confinamento provocado pela pandemia de covid-19, e que marca o arranque da temporada da companhia.

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