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Alto Minho

Caminha abre cantina para alunos de famílias com dificuldades e dá apoio a idosos isolados

Covid-19

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Foto: Ilustrativa

A Câmara de Caminha decidiu, hoje, abrir uma cantina para alunos de famílias com dificuldades económicas e criou uma rede logística de apoio a idosos em situações de isolamento.

Em comunicado enviado à imprensa, após a reunião camarária do executivo municipal, a autarquia presidida por Miguel Alves explicou ter sido decidido “abrir a cantina da escola básica e secundária do concelho de modo a prestar apoio aos filhos dos trabalhadores que cumprem serviços essenciais, mas também para apoiar as famílias com dificuldades económicas”.

Na nota, a autarquia adianta que face ao “evoluir da pandemia de Covid-19 e às medidas implementadas nos últimos dois dias pelo Governo, o município de Caminha decidiu avançar para uma nova fase de condicionamento da sua atividade e lançar novas medidas de contenção da doença”.

Entre essas medidas, o município aponta, “em articulação com o agrupamento de escolas Sidónio Pais e o Ministério da Educação, a abertura da EB 1 de Caminha como equipamento de retaguarda para todos os filhos de trabalhadores da área da saúde, emergência e polícia, bem como para trabalhadores municipais, de Juntas de Freguesia e de cadeias logísticas de abastecimento de alimentos, bens essenciais ou combustíveis que não possam beneficiar da dispensa para cuidar de filhos menores de 12 anos”.

“Outra medida importante decidida pelo executivo foi a de criar uma rede logística de apoio a idosos em situação de isolamento de modo a evitar que os mesmos tenham que sai das suas casas para comprar alimentos e medicamentos a supermercados e farmácias. A Câmara está a articular com as Juntas de Freguesia e a Comissão Local de Ação Social a forma de implementação da medida e os pontos de contacto para que o serviço seja solicitado por quem dele precisar”, adianta.

Entre as medidas restritivas, a Câmara Municipal de Caminha “encerrou todos os serviços e equipamentos de atendimento ao público, com exceção dos serviços centrais, que se manterão abertos para atender os munícipes numa situação de urgência ou inadiável”.

Já os mercados municipais de Caminha e Vila Praia de Âncora fecham a partir da próxima quinta-feira, dia 19 de Março.

O município decidiu também “cancelar” a reunião descentralizada prevista dia 30 de março na freguesia Dem, “interditar a presença de público nas reuniões de Câmara dos Paços do Concelho e mandar encerrar todas as casas de banho públicas do concelho”.

Em comunicado enviado à imprensa, a oposição social-democrata no executivo municipal lamentou que o município de Caminha “esteja reativo e não proativo” na tomada de medidas para conter a pandemia.

“As medidas que foram anunciadas pelo presidente da Câmara na reunião do executivo não trazem nenhum aporte às medidas nacionais. Remetem-se exclusivamente à parte das escolas e de continuarem a dar alimentação aos alunos mais carenciados e apoio aos filhos dos profissionais de saúde, forças de segurança e outros que tenham obrigatoriamente de estar ativos”, reforçam.

Os vereadores do PSD consideram ser “medidas importantes”, mas que resultam de “obrigações nacionais”.

“Não há nenhuma medida da autoria deste executivo para fazer face a uma realidade que é nossa. Aliás, ainda não houve reuniões com as juntas de freguesias para acautelar formas de luta e ação para fazer frente à guerra que já está aí”, sustentam.

A bancada do PSD na Câmara de Caminha propõe o “encerramento imediato de todos os bebedouros públicos, que ainda se encontrem disponíveis, a desinfeção dos espaços públicos, a transferência, para as Juntas de Freguesia, de verbas em falta para que estas possam ter capacidade financeira para acorrerem aos seus munícipes e ainda a criação de um gabinete de crise”.

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Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo abre nova área destinada a doentes infetados

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai contar a partir de terça-feira com uma nova área para receber doentes com covid-19, no piso de especialidades cirúrgicas, informou hoje a administração hospitalar.

Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte da conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) realçou “não estar esgotada a capacidade instalada da enfermaria já existente para doentes covid-19”.

Em março, a ULSAM informou a abertura das áreas criadas “no departamento de medicina, cuidados intensivos e serviço de urgência” no âmbito do seu plano de contingência.

“A prestação de cuidados está salvaguardada em conformidade com o mesmo, embora esteja sujeito a alterações/ajustes de acordo com a evolução da situação e as orientações emanadas pelas autoridades de saúde”, referiu na altura.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Lar em Arcos de Valdevez com três infetados e uma vítima mortal

Covid-19

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Foto: Divulgação / CPSG

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez disse hoje que o lar de idosos do Centro Paroquial e Social de Grade, com quatro casos de covid-19, vai ser desinfetado na sexta-feira, denunciando a “falta” de testes na região Norte.

“Desinfeção às instalações do lar está prevista para a tarde de sexta-feira. É essa a informação que temos. No entanto, a operação poderá ficar sem efeito se os resultados dos testes feitos a utentes e funcionários alterarem a situação atual”, afirmou hoje à Lusa, João Manuel Esteves.

Na terça-feira, à Lusa, João Manuel Esteves disse estarem confirmados quatro casos da doença causada pelo novo coronavírus, sendo que uma utente morreu, na véspera, no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo”.

“Hoje não temos nenhuma informação oficial sobre a evolução da doença no lar de idosos do Centro Paroquial e Social de Santa Maria de Grade referiu.

O autarca social-democrata afirmou que “há falta de testes na região Norte”, a zona do país mais afetada pelo surto do novo coronavírus.

“Há falta de testes na região Norte. Por isso é que os testes são feitos aos bocados. Deveriam ser feitos de uma vez, a todos os utentes e funcionários, para que depois serem definidas orientações claras de ataque o problema”, sustentou.

Além dos testes à covid-19, João Manuel Esteves reclamou também “mais rapidez na divulgação resultados”.

“Os testes têm de ser feitos de forma mais eficaz. Os resultados tem de ser conhecidos mais rapidamente para se poder atuar”, argumentou.

O autarca acrescentou que os 39 utentes e cerca de 20 funcionários do lar “começaram a ser testados na segunda-feira, sendo que hoje de manhã foram realizados os últimos” exames.

“Fica-se muito tempo à espera, um tempo que pode ser crucial para travar o contágio”, disse.

Segundo os dados que constam da Carta Social, disponível na página oficial do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) na Internet, as oito estruturas existentes no concelho de Arcos de Valdevez dispõem de uma capacidade total para acolher 309 idosos.

De acordo com o documento do GEP, estrutura do Ministério Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com dados relativos a 2018, hoje consultado pela Lusa, no distrito de Viana do Castelo funcionam 65 lares, com uma capacidade total para 2.563 idosos.

Os últimos dados oficiais sobre esta resposta social referem que o total de utentes integrados nestes equipamentos é de 2.434 utentes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

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Alto Minho

Ativado plano municipal de emergência e proteção civil de Monção

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Monção ativou o seu o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC) dada a “previsível evolução” da pandemia de covid-19 “e a necessidade de prevenir os seus efeitos na população”.

Segundo fonte autárquica, trata-se do primeiro plano municipal a ser ativado no distrito de Viana do Castelo.

A decisão foi comunicada, pela câmara presidida por António Barbosa, através da página oficial da autarquia no Facebook.

Na publicação, o município explica que a implementação daquele plano resultou de uma reunião, na terça-feira, da Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC).

“Esta decisão, objeto de grande reflexão e ponderação no seio da CMPC, vem formalizar todo o trabalho efetuado, até agora, no âmbito da prevenção e contenção do covid-19, legitimando o desenvolvimento de ações futuras e a concretização eficaz do seu cumprimento, de forma a apoiar e proteger os munícipes. A ativação do plano implica o estado de prontidão operacional de todos os agentes de proteção civil e serviços previstos no PMEPC”, destaca a nota.

A ativação do PMEPC “já foi comunicada à Autoridade Nacional de Emergência da Proteção Civil (ANEPC), tendo ainda sido informadas as juntas de freguesia do concelho e os concelhos limítrofes de Melgaço, Valença, Arcos de Valdevez e Paredes de Coura”.

Segundo a autarquia de Monção, “desde o início da pandemia, decretada pela Organização Mundial de Saúde, no dia 11 de março, foram aprovadas, no seio da CMPC, várias medidas de contenção e prevenção da covid-19, umas com alcance público e outras com uma abordagem mais técnica”.

O município apontou, entre outras, a criação de linhas de apoio (social e empresas e trabalhadores), acolhimento de filhos, ou de outros dependentes, até aos 12 anos, de trabalhadores de serviços essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos, a desinfeção das vias públicas, entrega de alimentação ao domicílio às crianças com acompanhamento regular dos Serviços de Ação Social.

Foram “ainda definidos locais de isolamento social para doentes, com necessidades de vigilância e cuidados médicos, foi criado um posto de acolhimento temporário, com 13 salas, no pavilhão da Escola Secundária de Monção, a pouco metros do Centro de Saúde de Monção, no Serviço de Urgência Básica (SUB) está instalada um espaço para acolhimento e triagem, criando corredores de segurança, um para profissionais de saúde, outro para infetados com covid-19”.

“No SUB, foi ainda criada uma ala para separação dos doentes com patologias respiratórias e, no estacionamento coberto, foram montadas tendas, servindo como áreas limpas e de descontaminação”, sustenta autarquia.

Estão ainda “identificados locais para isolamento profilático de profissionais de saúde, forças de segurança, forças de proteção e socorro, e utentes das IPSS e definidos vários locais (bungalows, sedes de associações, centros e residências paroquiais), considerando-se também, caso seja preciso, os edifícios escolares encerrados temporariamente”.

“Numa fase posterior, mediante a evolução do vírus, poder-se-á ainda recorrer ao alojamento privado, estando devidamente sinalizadas três estruturas hoteleiras com uma capacidade total de 153 camas”, sublinha a publicação.

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