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Câmara quer assumir a gestão do Castelo de Guimarães e do Paço dos Duques

Receitas seriam usadas para financiar a Plataforma das Artes
Câmara quer assumir a gestão do castelo de guimarães e do paço dos duques
Foto: DR / Arquivo

A possibilidade de o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança passarem a ter gestão camarária foi avançada pelo vereador da Cultura, Paulo Lopes Silva, ontem, à margem da reunião do executivo municipal. O objetivo seria usar as verbas geradas por estes dois monumentos – dos mais visitados no Norte – para garantir a manutenção da deficitária Plataforma das Artes. Paulo Lopes Silva avança com esta ideia despois de, há poucos dias, o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, de passagem pela ‘cidade berço’, mais uma vez não se comprometer com o financiamento da infraestrutura.

O problema do financiamento da Plataforma das Artes, onde funciona o Centro Internacional de Artes José de Guimarães, arrasta-se há vários anos. Em 2018, o Governo aprovou um financiamento extraordinário de 300 mil euros, contudo, o funcionamento da infraestrutura tem sido garantido pelo orçamento camarário. Segundo o atual vereador da Cultura, “o equipamento resulta de um desafio do Governo à Câmara de Guimarães para construir uma infraestrutura de nível internacional.” Para Paulo Lopes Silva, esta circunstância implica que o Estado central tem sobre a Plataforma das Artes uma especial responsabilidade.

O vereador nomeia a Casa de Música, no Porto e o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, que tendo resultado de capitais europeias da cultura, são financiados diretamente pelo Estado central. Paulo Lopes Silva aponta a extinção da Fundação Cidade de Guimarães, a par com muitas outras fundações, durante a governação PSD/CDS liderada por Passos Coelho, como um dos problemas para o envolvimento direto do Estado central. “Quando o Ministério da Cultura fazia parte da Fundação o processo era mais fácil”, afirma.

Câmara quer assumir a gestão do castelo de guimarães e do paço dos duques
Plataforma das Artes de Guimarães. Foto: Rui Dias / O MINHO

A vereadora do CDS, Vânia Dias da Silva, não se dá por satisfeita com este argumento e lembra que “já passaram muitos anos, tempo até para constituírem outra fundação se fosse essa a solução.”

A fórmula que a Câmara de Guimarães agora propõe passa pela transferência da Direção Geral da Cultura do Norte para o Município do Castelo de Guimarães e do Paço dos Duques, para que os 750 mil euros de receita que estes monumentos geram pudessem ser usados para a manutenção da Plataforma da Artes.

Embora a Câmara estime o custo anual da infraestrutura em 1,5 milhões de euros, estaria disponível para acomodar esta solução, até porque a Plataforma da Artes está incluída na estrutura da cooperativa A Oficina e à meios que são transversais a esta instalação, ao Centro Cultural Vila Flor e à Casa da Memória.

Relativamente à capacidade de gerir um património classificado, Paulo Lopes Silva lembra que “Guimarães tem provas dadas nessa gestão no Centro Histórico, ao longo dos últimos 20 anos.”

 
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