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Braga

Câmara desafia cidadãos a discutir o futuro Ecoparque de Braga

Plano de Urbanização das Sete Fontes

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Foto: Divulgação / CM Braga

O período de discussão pública do Plano de Urbanização das Sete Fontes, em Braga, decorrerá de 05 a 30 de setembro, visando receber “contributos formais” sobre um dos “mais importantes” projetos para a cidade, disse hoje fonte da autarquia.

A par deste período de discussão pública, cujo aviso foi hoje publicado em Diário da República, a Câmara decidiu também abrir um período de discussão pública da alteração do Plano Diretor Municipal de Braga para a área das Sete Fontes, que decorrerá, igualmente, entre os dias 05 e 30 de setembro.

Contudo, a Câmara de Braga pretende “estender” o prazo de discussão, segundo explicou, em declarações à Lusa, o vereador do Urbanismo da autarquia, Miguel Bandeira.

Aquele responsável destacou o “impacto muito grande” para o município da criação do Parque das Sete Fontes.

“É um projeto importante para a cidade. A discussão já começou há muito tempo e agora queremos os contributos formais, e a lei também exige este tempo de discussão pública. Com este período de consulta queremos também enriquecer e valorizar a participação da cidade na concretização do projeto das Sete Fontes”, sustentou Miguel Bandeira.

O vereador salientou que a discussão agora “formalmente aberta” já tem vindo a ser feita: “Este é um tema que há muito é alvo de debates, de exposições, de discussão na cidade, esta discussão já começou há muito tempo. Pretendemos também estender esta discussão além do dia 30 [de setembro], cumprindo os requisitos formais”, referiu.

No final de junho, aquando da votação das alterações no PDM para a área do complexo das Sete Fontes, a autarquia explicou que, com as alterações aprovadas pelo executivo, pretendia-se assegurar a concretização do Parque das Sete Fontes e o seu usufruto pela população, “assumindo-o como uma componente de uma vasta ocupação florestal que penetra na cidade”.

Localizadas na freguesia de São Victor, as Sete Fontes são um antigo sistema de abastecimento de água à cidade de Braga, datado do século XVIII.

Estão classificadas como monumento nacional desde 25 de maio de 2011.

No texto, o vereador do Urbanismo explica que “o projeto procura assegurar a conservação e valorização do monumento nacional, a salvaguarda da adução de água ao monumento e a gestão das águas pluviais, drenagem encaminhamento e retenção”, explica.

O Plano de Urbanização das Sete Fontes, elaborado por Jorge Carvalho, assegura a salvaguarda e a valorização do antigo sistema de abastecimento de águas à cidade.

Pretende estabelecer uma relação “mais funcional” entre as Sete Fontes e os núcleos envolventes, nomeadamente com a freguesia de Gualtar, com o hospital, Areal/Alegria, Areal de Baixo e Areal de Cima, qualificando a malha urbana envolvente e definindo uma frente de parque capaz de o dinamizar e qualificar.

Com a criação do ecoparque, a Câmara, para além da dimensão de proteção de salvaguarda e conservação daquele monumento nacional, pretende promover um desenho que facilite a apropriação dos sistemas naturais (regeneração de habitats, promoção e instalação de novos habitats, caminhos da água, vegetação existente), sem deixar de considerar a dimensão social e recreativa.

Em 18 de agosto, a câmara de Braga adquiriu os “primeiros terrenos” para a construção do “futuro Parque das Sete Fontes”, comprados à Província Portuguesa da Consagração das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus.

A autarquia comprou 9.714,85 metros quadrados de área, sendo que 7.348,85 são para “afetar ao futuro parque” e os restantes 2.366 destinam-se à “regularização da titularidade” de infraestruturas viárias de acesso ao futuro Parque e ao Hospital de Braga.

Os 7.348,85 metros quadrados que serão afetos às Sete Fontes custaram 14,20 euros o metro quadrado, em linha com a proposta apresentada a todos proprietários.

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