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Câmara de Vizela paga aos munícipes aumento da taxa de saneamento das Águas do Norte

Taxas

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Foto: DR

A câmara de Vizela vai assumir o aumento do tarifário da empresa de águas Vimágua para o próximo ano que resulta de agravamento de 2,98% da taxa de saneamento cobrado pelas Águas do Norte, foi hoje divulgado.


Num comunicado em que refere a pandemia da covid-19, lembrando “as negativas consequências económicas e sociais” que se refletem “no aumento do desemprego e acentuando as desigualdades sociais”, esta autarquia anuncia medidas “para ajudar quem mais precisa”.

“A Câmara Municipal de Vizela vai assumir o aumento do tarifário da Vimágua para o próximo ano, que resulta de um agravamento de 2,98% da taxa de saneamento cobrado à Vimágua pela Águas do Norte”, lê-se no comunicado.

A autarquia de Vizela também promete medidas de “estímulo à recuperação económica” e fala na “proteção social”, mas adverte que a retoma do “fulgor que caracteriza o concelho” apenas será possível com a “colaboração em torno desta causa”.

O concelho de Vizela está entre os 191 municípios classificados como de risco elevado de transmissão da covid-19, lista atualizada pelo Conselho de Ministros de quinta-feira, pelo que está abrangido pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, com novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório.

Vizela é também, a par de Paços de Ferreira e Lousada, um dos três concelhos da região Norte que regista um valor da incidência de mais do dobro da média da região, segundo o relatório da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), a que a Lusa teve acesso, e que reporta a evolução epidemiológica nos concelhos da região Norte a partir de 26 de outubro, dia em que a Direção-Geral de Saúde (DGS) deixou de divulgar os mapas por concelho.

“Na sequência da resolução do Conselho de Ministros, que decretou a implementação de um conjunto de medidas restritivas para os concelhos de elevado risco, entre os quais se inclui o concelho de Vizela, a Câmara Municipal, para além das determinações emanadas pelo Governo, adotou novas medidas e reforçou grande parte das medidas adotadas no âmbito do Programa de Apoio Municipal – Vizela covid-19”, lê-se no comunicado do município.

A autarquia de Vizela acrescenta, ainda, que está a efetuar uma “reavaliação diária das medidas de prevenção adotadas e a adotar de modo a prevenir e conter a propagação” da doença associada ao novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,29 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.250 em Portugal.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Guimarães

Atenção, Guimarães. Trânsito condicionado este sábado na rotunda de Silvares

Obras públicas

Foto: CM Guimarães

O trânsito na rotunda de Silvares, em Guimarães, estará condicionado este sábado, 16 de janeiro, foi hoje anunciado.

Segundo a autarquia, este condicionamento decorre “dos trabalhos de pavimentação associados à empreitada em curso, da responsabilidade de execução da Infraestruturas de Portugal”.

“Aconselha-se a utilização de percursos alternativos ao nó de Silvares e da saída da Autoestrada A11 (Guimarães Centro), usando como alternativa o Nó Guimarães Sul. Em todos os trabalhos será acautelada a presença das Autoridades responsáveis pela gestão da circulação rodoviária”, aconselha a Câmara de Guimarães.

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Ave

Marcelo mantém voto em Celorico de Basto (se não testar novamente positivo)

Eleições presidenciais 2021

Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu hoje que a campanha para as eleições de 24 de janeiro deve ser feita “pela positiva”, e não pessoalizada, e elogiou a adesão ao voto antecipado.

No final uma visita a uma mercearia social em Lisboa, a sua primeira ação de campanha pública, Marcelo Rebelo de Sousa adiantou aos jornalistas que na próxima semana irá ao Porto e a Celorico de Basto, no distrito de Braga, onde tenciona votar no dia 24.

Na noite eleitoral estará, como há cinco anos, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata ao cargo de Presidente da República com o apoio do PSD e do CDS-PP, explicou que a sua inscrição para o voto antecipado em mobilidade, no concelho de Lisboa, foi apenas preventiva, para o caso de não se poder deslocar a Celorico, mas elogiou “o bom exemplo dos 200 mil que vão votar já” no próximo domingo.

“Queria agradecer a todos, e são 200 mil, que se inscreveram para votar antecipadamente. E queria agradecer-lhes porque é um sinal para todos os que vão certamente votar no dia 24”, afirmou, argumentando que “há mais razões para os portugueses votarem” no atual contexto, precisamente “porque há crise pandémica e há crise económica”.

“Já basta termos um milhão a mais de recenseados no estrangeiro, que infelizmente a grande maioria deles não vai votar, o que aumenta logo a abstenção em 10%”, observou.

Questionado sobre a forma como o candidato André Ventura, líder do Chega, tem atacado verbalmente adversários políticos nesta campanha, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que “é muito importante a pessoa apresentar-se pela positiva e, ao dizer o que pensa, de alguma maneira permite o contraste com a posição de outras e de outros, sem ser uma coisa pessoalizada”.

“O fundamental é olhar para o futuro, e não tanto estar a dizer o que cada um pensa do que o outro usa, se tem barba, se não tem barba, se usa batom, se não usa batom, se realmente se penteia de uma maneira ou se penteia de outra maneira, se é bom, se é mau, se eu gosto dele, se não gosto. Por princípio, um candidato deve gostar de todos os demais candidatos”, considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa saudou o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, pelo seu artigo hoje publicado no Expresso sobre o semipresidencialismo português e reforçou a mensagem de que “o mais importante é verdadeiramente tratar dos problemas do país” e debater o papel do chefe de Estado na resposta à pandemia de covid-19 e à crise que o país enfrentará nos próximos tempos.

“Francamente eu sei que é aquilo que anima e que de alguma maneira é notícia no dia a dia numa campanha são coisas diferentes disto, mas eu acho que os portugueses o que querem saber é isto: o que é que aquela pessoa vai fazer, em que condições, e como, nos próximos cinco anos, se for eleito”, acrescentou.

Por outro lado, no seu entender, “o ideal é que as pessoas no fim da campanha se tratem como se tratavam antes do começo da campanha”.

O Presidente da República e recandidato ao cargo encontra-se em vigilância passiva desde a semana passada e até ao dia 24, por ter tido contactos considerados de baixo risco com dois infetados com o novo coronavírus, devendo por isso monitorizar eventuais sintomas e restringir os contactos sociais, evitando “grandes aglomerações”.

Hoje, esteve na mercearia social Valor Humano acompanhado pelo presidente da junta de freguesia de Santo António, Vasco Morgado, que lhe mostrou as instalações e lhe falou deste projeto que apoia 200 famílias.

No final desta iniciativa, o candidato decidiu subir a pé Calçada do Moinho de Vento para uma breve “visita de médico” à Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, onde apenas se cruzou com duas alunas à entrada.

O candidato disse que tenciona fazer ações todos os dias, “na medida em que isso seja admitido pelas autoridades sanitárias” – que considerou que têm acompanhado a sua situação “impecavelmente” – e “sempre com a preocupação de ir a locais onde não haja grandes aglomerações”.

No sábado, às 11:00, fará novo teste de diagnóstico do novo coronavírus, depois de dois resultados negativos em testes realizados pelo Instituto Ricardo Jorge, com amostras colhidas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que infirmaram um anterior resultado positivo, no início desta semana.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, são candidatos às eleições presidenciais de dia 24 Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, André Ventura, Tiago Mayan Gonçalves e Vitorino Silva.

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Guimarães

Leonel Cosme, poeta natural de Guimarães, morre aos 86 anos

Óbito

Foto: DR

O poeta, ficcionista e ensaísta Leonel Cosme, antigo jornalista da rádio e da imprensa, morreu na quinta-feira, aos 86 anos, em Gondomar, distrito do Porto, informou hoje a família.

“Há um tempo de chegar e um tempo de partir… Chegou a hora de o meu pai, Leonel Cosme, partir”, escreve a filha Ariana Cosme, na sua página do Facebook.

Na publicação, Ariana Cosme recorda que o pai deixou escrito no seu último livro “Homo Sum: Tempo de Partir e Chegar” (no prelo na Unicepe) a sua última vontade: “Quando eu morrer quero apenas sobre a campa uma lápide ou tampa com o meu nome, pois ele diz o que eu valer (…)”.

De acordo com informações disponibilizadas por familiares e amigos, o velório decorre esta manhã, na capela da Ressurreição de S. Cosme, Gondomar, e o funeral realiza-se às 14:30.

Leonel Cosme nasceu em Guimarães, em 1934, e viveu 30 anos em Angola, para onde partiu, em 1950, com a família.

Radicou-se naquela então colónia portuguesa, onde foi funcionário público e exerceu jornalismo, tendo regressado a Portugal em 1975.

Em 1982, voltou a Angola e ali permaneceu até 1987, ano em que regressou definitivamente a Portugal.

Prosseguiu, no Porto e em Lisboa, a atividade jornalística que já desenvolvia em Angola, na imprensa e na rádio, e, em 1990, retirou-se do jornalismo profissional para se dedicar à atividade literária, representada por colaboração em jornais e revistas da especialidade, obras de ficção e ensaio histórico-literário.

Publicou as novelas “Um Homem na Rua” (1958) e “A Dúvida” (1961), os contos “Quando a Tormenta Passar” (1959) e “Graciano” (1960), e ainda o livro de poemas “Ecce Homo” (1973).

No domínio do ensaio, publicou “A Separação das Águas – Angola 1975-1976”, “Cultura e Revolução em Angola” (1978), “Agostinho Neto, a Poesia e o Homem” (1984), “Muitas são as Áfricas” (2006).

Escreveu ainda uma ‘pentalogia’, genericamente intitulada “A Revolta”, iniciada na década de 1980, de que fazem parte títulos mais recentes como “A Terra Da Promissão” e “A Hora Final”.

Em Angola, colaborou na revista Cultura, de Luanda (1957-1961), e no Boletim Cultural de Huambo, publicado na então cidade de Nova Lisboa (1948-1974) e foi um dos fundadores e diretor das Edições Imbondeiro, de Sá da Bandeira (hoje Lubango), onde prefaciou e publicou, em parceria com Garibaldino de Andrade, as que foram consideradas – pelo conteúdo e pelo momento histórico da edição – as mais importantes antologias da nova literatura angolana: “Contos d’ África” (1961), “Novos Contos d’África” (1962) e “Antologia Poética Angolana” (1963).

Leonel Cosme é também o autor do catálogo da Primeira Exposição de Bibliografia Angolana (Sá da Bandeira, hoje Lubango, 1962), com cerca de 700 títulos distribuídos por seis áreas: História e Sociologia, Etnografia, Literatura e Ficção, Viagens e Narrativas, Vários Estudos, Antropologia.

Participou em congressos, seminários e colóquios, promovidos, designadamente, por institutos universitários de Portugal, do Brasil e de Itália.

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