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Terras de Bouro

Câmara de Terras de Bouro e Ministério do Ambiente investem 830 mil na Mata da Albergaria no Gerês

Estrada requalificada e entradas disciplinadas.

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Foto: DR/Arquivo

Requalificar a ligação entre a estrada que vai das Portas do Parque Nacional, pela Mata de Albergaria, até à fronteira da Portela do Homem. É este o objetivo do protocolo que o Ministério do Ambiente e a Câmara de Terras de Bouro assinam dia 26, segunda-feira, às 15:00, no Museu da Geira em São João do Campo. As duas entidades vão investir 830 mil euros na reabilitação da estrada que atravessa a Mata da Albergaria, zona que é reserva mundial da bioesfera, e integra a Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga a Astorga, na Galiza.

O presidente do Município, Manuel Tibo disse a O MINHO que “a obra contempla a renovação do piso, e a criação de bolsas de aparcamento, à entrada do caminho florestal, para dissuadir a entrada de automóveis”. Prevê uma “porta”, alusiva à entrada num território de grande valor paisagístico e ambiental.

O acordo com o Instituto de Conservação da Natureza é assinado dia 26 pelo Ministro Matos Fernandes e pela Secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza no Museu da Geira Romana, junto às Portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O projeto para a Zona de Proteção Total da Mata tem duas fases: “Beneficiação do Caminho Florestal Campo/Ponte da Albergaria”, um investimento camarário de 300 mil euros financiado a 50% pelo Fundo Ambiental; e a Reabilitação da Estrada da Fronteira, entre Leonte e Portela do Homem, de 532 mil, financiado a 100% pelo Fundo.

No primeiro troço, o projeto engloba a pavimentação, com calçada à fiada (tom amarelado) da faixa de rodagem e valeta, no lanço inicial, compreendido entre o entroncamento da “estrada da Barragem” e a Guarda, “por forma a criar condições bastantes ao aparcamento nas “bolsas” criadas para o efeito; estabilização definitiva da plataforma, com recurso a calçada, nos traineis mais declivosos (cerca de 5%) bem como das valetas (+/-25%) para drenar as águas pluviais; e, eliminação de depressões/reperfilamento, com recurso à colocação de base em tout-venant – um agregado de brita – e camada superficial de saibro, em cerca de 15% da extensão total”.

A obra passa, ainda, pela reabilitação da plataforma, com recurso à colocação de camada de saibro selecionado (isento de sementes) com 0,10m de espessura, nos troços restantes (80% da extensão); e instalação de rail`s (revestidos com madeira) nos traineis mais desprotegidos, por forma a aumentar a segurança.

No que toca à reabilitação da Estrada da Fronteira – lanço entre Leonte e Portela do Homem, um investimento de 532 mil euros financiado a 100% pelo Fundo Ambiental ele envolve os seguintes aspetos técnicos: repavimentação da estrada da fronteira – lanço Leonte / Portela do Homem; revestimento das valetas / melhoria do escoamento das águas pluviais; requalificação das guardas de segurança – ponte sobre o rio homem e outros pontões; reabilitação da sinalização rodoviária / vertical e horizontal;· construção de “bolsa” de aparcamento automóvel e zonas de permanência – junto ao edifício da Fronteira, por forma a “dissuadir a paragem ao longo da via; e pavimentação do lanço mais declivoso do caminho de acesso aos viveiros da Albergaria”.

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Terras de Bouro

Quatro jovens estrangeiros perdidos resgatados na Serra do Gerês

Três neozelandeses e um cabo-verdiano

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Foto: O MINHO

Quatro jovens estrangeiros, três neozelandeses e um cabo-verdiano, foram resgatados pela GNR na madrugada de hoje após se terem desorientado na Serra do Gerês, disse à Lusa a GNR de Braga.

Segundo a fonte, cerca das 22:00 de sábado os jovens – três homens e uma mulher – pediram apoio via telemóvel ao posto territorial da GNR de Terras de Bouro, por se terem afastado da trajetória que seguiam e não conseguirem orientar-se.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

“O posto informou o CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] de Braga, que ativou a equipa do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, que procedeu ao resgate”, disse.

Conforme explicou a fonte do Comando Territorial de Braga da GNR, os jovens enviaram via ‘Whatsapp’ às autoridades as coordenadas GPS do local onde se encontravam, tendo sido localizados pelo GIPS pelas 01:00 de hoje, num local “bastante distante da estrada”.

Os jovens encontravam-se bem e a operação foi dada como finalizada pelas 04:00 da madrugada.

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Terras de Bouro

GNR resgata cinco pessoas da mesma família no Parque Nacional Peneda Gerês

Na zona de Vila da Veiga, próximo da Cabana do Cando

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Foto: DR / Arquivo

Cinco pessoas da mesma família foram resgatadas na quarta-feira à noite na zona de Vila da Veiga, próximo da Cabana do Cando, no Gerês, depois de terem estado perdidas no Parque Natural, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Em comunicado, a GNR adianta que os militares de Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) resgataram duas mulheres de 53 e 45 anos, dois jovens de 18 e 21 anos e uma criança com 10 anos.

O resgate ocorreu depois de o Comando Territorial de Braga, através do Posto Territorial do Gerês, ter recebido um alerta, às 18:00 de quarta-feira, para o 112 de que cinco pessoas estavam perdidas no Parque Natural Peneda Gerês, tendo sido ativada a equipa de GIPS.

A GNR adianta que os militares conseguiram estabelecer contacto com um dos elementos do grupo, o que possibilitou obter as coordenadas GPS e perceber a gravidade e complexidade do resgate.

“As vítimas estavam exaustas, sem água e duas delas impossibilitadas de andar, uma vez que a mulher de 45 anos, tinha recentemente sido sujeita a uma intervenção cirúrgica e o jovem, de 21 anos, apresentava ferimentos e hematomas nos joelhos, devido a duas quedas”, indica a GNR.

Os GIPS percorreram cerca de oito quilómetros por trilhos, a partir da Cascata do Arado, até localizarem as vítimas, às 19:30, numa zona de montanha e de vegetação densa.

“Os militares verificaram que as vítimas estavam desorientadas, bastante cansadas e desidratadas, sendo necessário proceder à sua estabilização, disponibilizando-lhes água, magnésio e mantas térmicas”, é referido na nota.

Devido à impossibilidade de duas das vítimas poderem caminhar pelos próprios meios, foi acionado um helicóptero, que retirou quatro elementos do grupo.

Um dos elementos do grupo acompanhou os militares do GIPS até à Cascata do Arado, onde se encontrava Instituto Nacional de Emergência Médica e elementos dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, distrito de Braga.

A GNR indica ainda que a operação de resgate terminou cerca das 22:00 de quarta-feira.

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Terras de Bouro

Reflorestação no Gerês atrasada na mata do Mezio e dentro do previsto no Ramiscal

Balanço

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Foto: DR / Arquivo

O período crítico de incêndios em 2017 condicionou o avanço inicial do restauro das matas do Mezio e do Ramiscal, previsto no plano-piloto da Peneda-Gerês, mantendo-se a execução atrasada no Mezio e “dentro do programado” no Ramiscal.

O balanço foi hoje feito em Terras de Bouro numa iniciativa em que participou o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e que visou apurar o andamento do Plano-Piloto do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), que começou a ser implementado em 2017 na sequência dos incêndios que no ano anterior consumiram extensas áreas daquela zona protegida.

Representando um investimento global de 8,5 milhões de euros, o projeto visa a prevenção dos incêndios florestais e a valorização e recuperação de ‘habitats’ naturais, com a reflorestação das áreas ardidas, o ordenamento florestal e a melhoria da rede local de comunicações móveis.

No total, são 11 os projetos previstos no plano, a maioria dos quais da responsabilidade do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), mas também das autarquias locais, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da associação de desenvolvimento regional ADERE.

Segundo o balanço hoje feito, o restauro da mata do Mezio apresenta uma “baixa execução face ao planeado”, tendo vindo a ser prejudicado por “problemas com a execução do projeto” que levaram, mesmo, à “cessação do contrato por reiterados incumprimentos pela empresa” responsável.

Como resultado, apenas foram plantados com espécies autóctones 0,5 dos 137,3 hectares previstos, estando em curso uma alteração ao projeto POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, “com alteração de áreas de restauro e melhoria de ‘habitats’”.

Já na mata do Ramiscal o projeto de restauro apresenta uma “execução dentro do programado”, com as ações de plantação de bosquetes, sementeira e proteção das áreas plantadas com vedações já finalizadas.

Em execução estão também os programas de prevenção estrutural e conservação da Mata Nacional do Gerês e de ordenamento e sustentabilidade da Zona de Proteção Total da Mata de Albergaria, assim como os projetos de conservação das populações autóctones de pinheiro-silvestre da Serra do Gerês (a concluir até dezembro de 2020) e de informação e participação socioeconómica dos agentes locais (com várias dezenas de sessões públicas de apresentação do plano-piloto e de informação e sensibilização das populações já realizadas).

No que se refere ao projeto de melhoria da cobertura da rede móvel, destinada a acabar com as “zonas de sombra” do parque onde as comunicações móveis não funcionavam, apresenta atualmente uma taxa de execução de 87,5%, com sete antenas já implantadas (cinco ainda em 2016, a antena de Castro Laboreiro em dezembro de 2017 e a antena de Picos em dezembro de 2018) e faltando implantar a antena de Leonte.

Por iniciar está ainda o projeto de expansão e melhoria de ‘habitats’ prioritários e vegetação autóctone, a financiar pelo POSEUR e pelo Fundo Ambiental e da responsabilidade dos municípios de Ponte da Barca e Montalegre, enquanto no âmbito do projeto de revitalização dos setores produtivos tradicionais, a cargo do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a execução financeira se encontra nos 37%, com vários seminários, missões, ‘focus group’, ‘workshops’ e campos de demonstração já realizados.

No âmbito do plano-piloto foram ainda criadas dez equipas de sapadores florestais, num total de 50 elementos e dez viaturas afetos à vigilância e prevenção estrutural dos incêndios.

O PNPG foi criado em 1971 e é a única área protegida no país com a classificação de parque nacional. Localiza-se no noroeste de Portugal e abrange o território de cinco municípios: Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, e os concelhos de Terras de Bouro e Montalegre, no distrito de Braga.

Com uma área de mais de 69.000 hectares, encerra “uma diversidade biológica destacada, uma riqueza específica elevada e um número significativo de espécies endémicas”, destacando-se ainda “pela extensão e diversidade extraordinária de habitats naturais”, evidenciando-se “as matas climáticas de carvalhos, associadas ao azevinho, ao medronheiro, ao teixo e ao sobreiro”.

Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.

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