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Ponte de Lima

Câmara de Ponte de Lima desfavorável à prospeção de lítio

Na Serra D’Arga

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Ponte de Lima emitiu parecer “desfavorável” à prospeção e pesquisa de lítio na Serra d’Arga, no âmbito de uma audição da Direção-Geral de Energia e Geologia, informou hoje aquela autarquia do Alto Minho.


Em comunicado, a autarquia liderada por Victor Mendes (CDS-PP) referiu que o parecer foi aprovado, por unanimidade, em reunião camarária, realizada na terça-feira, por considerar que o projeto “irá provocar um severo e irreversível impacto ambiental ao nível dos ecossistemas e da biodiversidade existentes, da contaminação dos aquíferos, sendo ainda extremamente prejudicial para as populações locais, não estando em consonância com os padrões e valores naturais” que a autarquia sublinhou “defender”.

Na nota, a Câmara de Ponte de Lima adiantou que a deliberação será enviada ao ministro do Ambiente e da Transição Energética, secretário de Estado do Ambiente, secretário de Estado da Energia, APA – Agência Portuguesa do Ambiente e Direção Geral de Energia e Geologia.

Segundo aquele município do distrito de Viana do Castelo, “dadas as características de grande dispersão dos aglomerados populacionais no concelho de Ponte de Lima com expressão na zona referenciada, este tipo de exploração mineral irá também afetar fortemente as populações residentes nestas zonas, nomeadamente com o aumento do trânsito de pesados, consequente degradação das vias, agravamento do ruído, degradação da qualidade do ar, o enorme impacto visual, bem como todos os impactos tecnicamente conhecidos”.

“A zona de prospeção prevista abrange 19 freguesias, afetando uma área considerável do concelho. Acresce a esta questão, só por si determinante da degradação ambiental irreversível em toda a área do concelho onde se prevê a exploração do Lítio, nomeadamente na Serra d’Arga, zona de excelência ambiental e paisagística de grande relevância para a região”, sustentou.

Além de Ponte de Lima, também as Câmaras de Caminha, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, também no Alto Minho, já manifestaram oposição à eventual prospeção de minerais.

Ponte de Lima, Viana do Castelo e Caminha iniciaram um projeto intermunicipal, intitulado “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que pretende alcançar a classificação da Serra d’Arga como Área Protegida, como forma de travar aquele projeto de prospeção de minerais.

O projeto intermunicipal “incide sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

A classificação daquele território como Área Protegida de âmbito regional, pretende “reforçar o seu caráter único enquanto ativo territorial e produto turístico emergente”.

No início de maio, a australiana Fortescue Metals Group Exploration Pty retirou a proposta de prospeção de depósitos de minerais na zona de Fojo, (com o objetivo principal o lítio) para um polígono com 74.764 quilómetros quadrados, inserido nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção, nos limites do Parque Nacional da Peneda-Gerês(PNPG).

O polígono de prospeção proposto abrangia o território declarado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera, extensões de área de prospeção inseridas na Reserva Agrícola Nacional e na Reserva Ecológica Nacional, território classificado como Rede Natura 2000, bem como zonas densamente povoadas e densa atividade agrícola.

Abrangia ainda os Vales do rio Minho, do rio Mouro e do rio Vez (Vale Glaciar), confinando com os limites do Parque Nacional Peneda-Gerês.

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Alto Minho

Arguido assume furto na Quinta da Carcaveira, em Ponte de Lima

Assaltos milionários

em

Foto: Geocaching Portugal

Rui Fernandes, um dos dez arguidos que estão a ser julgados no Tribunal de Braga por terem assaltado uma dezena de vivendas na região do Minho assumiu, sexta-feira, em Tribunal que participou no assalto feito em 2018 à Quinta da Carcaveira, na freguesia de Sá, em Ponte de Lima, mas negou ter participado noutros três assaltos, conforme é descrito na acusação do Ministério Público.

Nesta quinta foram furtados vários móveis e máquinas de jardinagem.

Interrogado pelo Ministério Público e pelo seu advogado, João Ferreira Araújo, Rui Fernandes negou ter feito parte do grupo que se introduziu na casa do cantor e músico, Delfim Júnior, em Arcos de Valdevez, de onde foram levados 230 mil euros que estavam guardados num saco, e o mesmo afirmou no que toca à intrusão no Restaurante Gaio, em Ponte de Lima, de onde foram subtraídos 180 mil euros em dinheiro.

O arguido negou, também, ter entrado numa vivenda na Areosa, Viana do Castelo, de onde foram furtados 300 euros.

Rui Fernandes, que está acusado de quatro crimes de furto qualificado, um de associação criminosa e um de posse de arma proibida – um bastão extensível – não integra o grupo de outros quatro arguidos que terão furtado quatro milhões de euros, em joias e dinheiro dos cofres de clientes no banco Santander, em Braga, pediram ao coletivo de juízes para prestarem depoimento na próxima audiência.

4,7 milhões

Conforme O MINHO tem noticiado, o Ministério Público calcula que, só do banco três dos dez arguidos levaram 2,6 milhões em dinheiro e 400 peças de 52 cofres. Ao todo, quatro milhões.

Em julgamento, estão nove homens – quatro em prisão preventiva e um em domiciliária – e uma mulher, por assaltos ao Santander e a dez vivendas. Eles estão acusados de associação criminosa e furto qualificado, e a mulher, companheira de um deles, apenas por furto.

O grupo está acusado pelo MP de furtar 4,7 milhões, em dinheiro e bens, (sem contabilizar a moeda estrangeira), em dez assaltos a casas e ao Santander, em Braga, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo.

Entre os lesados, com casas assaltadas e carros furtados, estão o empresário Domingos Névoa, o cantor limiano Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SCBraga, Romeu Maia. A investigação foi da GNR e da PJ/Porto.

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Alto Minho

Ponte de Lima com 28 casos ativos, dois óbitos e 68 recuperados

Covid-19

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Foto: DR

O concelho de Ponte de Lima contava, até às 14:00 horas desta sexta-feira, com 28 casos ativos de covid-19, mais quatro do que na passada terça-feira, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Em termos de recuperações, há 68 pessoas já curadas da doença, mais uma desde o último balanço divulgado pelo nosso jornal.

Há a lamentar dois óbitos causados pelo novo coronavírus, número que se mantém igual desde há duas semanas.

O total de casos acumulados desde o início da pandemia no concelho é de 98, mais cinco do que na terça-feira

Ao todo, no Alto Minho, estão ativos 242 casos, mais 41 do que na terça-feira.

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Alto Minho

Prisão domiciliária para pastor suspeito de atear cinco incêndios em Ponte de Lima

Suspeito foi detido pela PJ

em

Foto: Ilustrativa

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um agricultor e pastor suspeito da autoria de cinco incêndios florestais, ocorridos em julho e agosto, numa freguesia do concelho de Ponte de Lima, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a PJ refere que “os incêndios, ateados em monte com grande declive, essencialmente povoado por vegetação arbustiva e arbórea, com continuidade horizontal de combustíveis e inserido em zona florestal, atingiram proporções significativas”.

O homem, com 59 anos, residente na freguesia onde ocorreram os factos, terá atuado na “persistente expectativa” de renovação de pastagens, para os animais que habitualmente pastoreia.

“As diligências realizadas por esta polícia, que contaram com a realização de buscas judicialmente autorizadas, permitiram a recolha de importantes elementos de prova”, acrescenta.

Presente à autoridade judiciária competente, ao detido foi aplicada a medida de obrigação de permanência na habitação, habitualmente designada por prisão domiciliária.

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