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Cávado

Câmara de Esposende “contesta e repudia” aumento da Taxa de Gestão de Resíduos

Benjamim Pereira

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Benjamim Pereira, presidente da Câmara de Esposende. Foto: Divulgação / Arquivo

A câmara de Esposende aprovou hoje por unanimidade uma moção a “contestar e repudiar” a decisão do Governo de aumentar em 100% a Taxa de Gestão de Resíduos (TGR), considerando ser uma “medida inoportuna”.

No final de reunião do executivo camarário, liderado por Benjamim Pereira (PSD/CDS-PP), a autarquia fez saber que aquela decisão do Governo “se traduzirá num custo acrescido de cerca de 220 mil euros anuais para os cofres do município e que, em última instância, poderá levar a uma subida do valor da fatura global de água, saneamento e resíduos dos munícipes”.

Segundo a autarquia, a moção aprovada será apresentada ao Governo, a todos os Grupos Parlamentares dos partidos com assento na Assembleia da República, bem como a todos os membros da Assembleia Municipal de Esposende.

“Por via da alteração ao regime geral de gestão de resíduos, aprovada em Conselho de Ministros no passado mês de setembro, o valor desta taxa [Taxa de Gestão de Resíduos] duplicará, a partir de janeiro de 2021, passando de 11 para 22 euros por tonelada de lixo indiferenciado entregue para depósito em aterro”, refere a autarquia.

A câmara de Esposende “considera tratar-se de uma medida inoportuna em tempos de pandemia, para além de que os municípios não foram ainda consultados neste processo”.

No texto, salienta-se que “as famílias perderam rendimentos e sendo previsível uma quebra nas receitas dos municípios no próximo ano devido à pandemia”, pelo que a Câmara Municipal “contesta e repudia a decisão do Governo”.

Os munícipes “serão, portanto, penalizados com este agravamento da taxa os cidadãos e as empresas, que sofrem já o acréscimo de despesas” decorrentes da pandemia.

“Agravar, nesta fase e de forma tão desproporcional a TGR, não é aceitável, estando a ser dado, pelo Governo, mais um passo para diminuir o poder de compra dos cidadãos e para o aumento da carga fiscal do setor empresarial”, acresenta o município.

Para a autarquia é “perfeitamente legítimo, e até necessário” que se incentive a redução de produção de resíduos e a separação e reciclagem de materiais.

Mas, observa, “esse caminho deve ser feito com um maior investimento em campanhas de sensibilização e fiscalização, em criação de infraestruturas adequadas e em apoios à implementação de projetos de recolha seletiva”

“A decisão de aumentar a TGR só será adequada após se esgotarem as medidas de apoio à recolha dos diferentes tipos de resíduos”, defende aquela câmara municipal.

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