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Alto Minho

Câmara de Caminha e movimento cívico “alinhados” contra prospeção de lítio

Movimento SOS Serra d’Arga

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Foto: Facebook

O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga disse, esta terça-feira, à Lusa que a Câmara de Caminha está “alinhada” na contestação à prospeção e exploração de lítio e de outros minerais naquela zona do Alto Minho.

“Estamos alinhados, como nós esperávamos, na maior parte das matérias. Queríamos saber se a Câmara de Caminha (PS) reafirmava a sua posição sobre o assunto. Tanto o presidente, Miguel Alves, como o vice-presidente, Guilherme Lagido, disseram que estão obviamente contra tudo o que possa afetar, direta ou indiretamente, zonas protegidas”, afirmou à Lusa Carlos Seixas.

A Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga, que falava no final de uma reunião hoje realizada com o presidente da Câmara de Caminha, disse ter sido informado de que está “praticamente pronto” o mapa que vai definir os limites da Área de Paisagem Protegida de Interesse Municipal a criar na Serra d’Arga.

Em causa está o projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os municípios de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura.

Aquele projeto incide “sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

“A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho aceitou liderar o processo, o que significa que falta muito pouco para essa nova área de paisagem protegida que vai alargar a abrangência da Rede Natura 2000 na Serra d’Arga. Não vai proteger tudo o que gostaríamos, mas é um avanço”, especificou.

Carlos Seixas disse ainda ter questionado o autarca socialista de Caminha sobre o roteiro que o Governo anunciou que irá realizar para apresentação dos princípios base da nova lei das minas junto das autarquias diretamente envolvidas.

“Foi-nos dito que a posição da autarquia é uma: está contra este projeto de prospeção e exploração”, referiu, adiantando que também Ponte de Lima, autarquia (CDS-PP) que recebeu o movimento na semana passada, reafirmou ao movimento “a oposição a todos os projetos de prospeção e exploração de lítio”.

“A mensagem política é o que nos interessa e nas duas autarquias com quem reunimos ficou claro que o desenvolvimento local não se faz desta forma”, sublinhou Carlos Seixas.

O responsável adiantou que o movimento cívico vai ser recebido na quinta-feira pelas Câmaras de Vila Nova de Cerveira (14:30) e Paredes de Coura (17:00). O pedido de audiência com o presidente da Câmara de Viana do Castelo “ainda não obteve resposta”.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Caminha disse que “toda a ação de prospeção e mineração que possa atingir, direta ou indiretamente, Sítios de Importância Comunitária e Rede Natura – Serra d’Arga, praias do Litoral Norte, vale do Âncora, vale do Coura e estuário do Minho merece e merecerá a firme oposição do município”.

“Relativamente à restante área do concelho de Caminha, estamos a trabalhar com os municípios de Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira no sentido de alargar as fronteiras de proteção do maciço da Serra d’Arga constituindo uma Área Protegida de Interesse Regional”, adiantou.

Miguel Alves referiu que, “além da valia estratégica do projeto que consolida a proteção da biodiversidade e a aposta do município no seu património natural, essa proteção permitirá proteger, num futuro próximo, os territórios do sopé da Serra d’Arga de eventuais ações de mineração”.

Para os “territórios não classificados”, adiantou, “o município de Caminha exige a realização de todos os estudos ambientais considerados necessários e pareceres de diferentes instituições como seja a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Instituto de Conservação da Natureza e Floresta (ICNF), a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN)e a Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), entre outras”.

No início de janeiro foi divulgado o nome dos nove lugares abrangidos pelo concurso público para exploração do lítio, para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas.

Serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

No distrito de Viana do Castelo, também o Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho contesta a prospeção e exploração de lítio na Serra d’Arga.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo quer reforço de 220 mil euros para investir em obras

Obras Públicas

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A maioria PS na Câmara de Viana do Castelo vai propor na quinta-feira, em reunião do executivo, a segunda revisão orçamental de 2020 para enquadrar um reforço de 220 mil euros, resultantes da reprogramação de fundos comunitários.

Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho explicou que aquele montante será investido em obras “nos domínios da reabilitação urbana, redes de abastecimento de água e águas residuais e ainda equipamentos escolares”.

Segundo o município, “as alterações propostas identificam ações e projetos que anteriormente não tinham elegibilidade no Quadro Comunitário do Portugal 2020, bem como alguns projetos que passam a ter financiamento na sua totalidade”.

“Esta revisão orçamental permite-nos avançar de imediato para a abertura de procedimentos concursais, garantindo a maturidade necessária para a apresentação das candidaturas resultante da reprogramação em curso”, lê-se no documento a apresentar pela maioria socialista na autarquia.

Em causa, está o reforço de 220.324,28 euros, “em rubricas como escolas, sistema de drenagem de águas residuais, captação e distribuição de água, viadutos, arruamentos e obras complementares, e ainda obras na rede viária municipal, entre outros”.

Contactada pela agência Lusa, a bancada do PSD, composta pelos vereadores Cristina Veiga e Hermenegildo Costa, afirmaram que o “sentido de voto ainda não está definido, mas que o partido tem uma ideia muito clara sobre o assunto”.

“Não consideramos prioritária a concretização de obras públicas na fase atual. Esta segunda revisão orçamental visa, sobretudo, viabilizar projetos de obras públicas, que seriam mais oportunas noutras circunstâncias e noutro período de tempo, não tão próximo de um período eleitoral”, referem os dois vereadores.

Segundo os social-democratas, “os compromissos para com os vianenses, nesta fase tão crítica, deveriam passar por outras opções, que teriam que passar necessariamente por um apoio efetivo às pessoas, às famílias e à atividade empresarial e comercial local, de modo a mitigar os problemas socioeconómicos surgidos, entretanto, com a crise originada por este estado pandémico”.

“É importante responder eficazmente aos constrangimentos em termos de empregabilidade, de capacidade económica das famílias e dos munícipes, da sustentabilidade da atividade dos comerciantes e empresários, de modo a minimizar os impactos que esta crise vai provocar no âmbito económico e socioeconómico. Esta é, sem dúvida, a nossa preocupação fundamental – criar o bem-estar pessoal, social e económico de todos, pessoas e agentes económicos, de modo a ultrapassarmos, de forma crucial e sustentável, esta fase que está a criar dificuldades a quem é mais vulnerável”, sustentam”.

Já a vereadora da CDU, Cláudia Marinho, disse à Lusa que irá abster-se, remetendo para quinta-feira uma declaração de voto sobre este ponto.

A reunião camarária do executivo, com 28 pontos na ordem de trabalhos, vai decorrer, na quinta-feira, a partir das 15:00, de forma presencial, no salão nobre dos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República.

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Alto Minho

Violinista de Ponte de Lima entre os 14 melhores do mundo em concurso de Jazz

João Silva é de Freixo

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Foto: DR

João Silva, violinista profissional natural de Freixo, Ponte de Lima, é um dos 14 semi-finalistas do Seifert Competition, o mais importante concurso mundial para violinistas de jazz.

A viver em Barcelona há 8 anos, onde integra vários projetos relacionados com diferentes estilos, o músico de 29 anos decidiu participar neste concurso quando a covid-19 interrompeu os concertos que dava no Palácio Del Flamenco, na Praça de Catalunha, um dos locais turísticos mais visitados na Europa.

“Como fiquei em confinamento e com algum tempo, decidi selecionar e enviar algum material para o concurso, que se realiza na Polónia, e acabei por ser apurado para as semi-finais, com mais 13 outros violinistas”, conta o jovem talento a O MINHO.

O conceituado concurso conta com dezenas de participantes de todo o mundo e almeja distinguir o melhor violinista de jazz. E João é o primeiro português a chegar tão longe.

Em Portugal, começou no Racho Infantil e Juvenil de Freixo, passou pela Escola Profissional de Música em Viana do Castelo, onde explorou uma vertente mais clássica da música com o violino. Passou depois três anos em Lisboa onde estudou no Hot Club de Portugal – e onde desenvolveu a paixão pelo jazz e pelo improviso.

“Depois vim para Barcelona e ainda por cá estou, tenho grupos, tiro formações e já gravei vários discos”, conta. Toca em clubes de jazz, bares musicais, mas a maior parte dos concertos são dados em salas, clubes e festivais. Viaja também pela Europa em digressão pelos maiores festivais de jazz.

A semi-final, marcada para o próximo dia 08 de julho, será transmitida via streaming, face à pandemia, e o voto do público conta, como explica o músico.

“Há gente de todas as partes do mundo e como não estamos em tempo de viagens, a organização decidiu realizar o concurso via digital. Se passar a meia-final, toco na final no dia 10”, sublinha.

Com concertos perante milhares de pessoas, como no caso do Festival Jazz Grand Canaria, João já está habituado à pressão, que combate com um bom improviso, ou não tivesse sido esse o motivo de seguir este estilo musical desde cedo.

“O objetivo é tocar a minha música de forma a que as pessoas gostem. É sempre esse o meu objetivo, seja em casa, num grande festival ou num concurso”, adianta.

E, embora a partir de Barcelona, estará a jogar em casa, uma vez que as suas duas grandes influências no violino são polacas, como Adam Baldych, estrela que, desde há um ano, tem feito parcerias com o limiano.

Mas também tem presente as grandes influências mundiais, como Miles Davis, no trompete, ou Coltrane, o eterno azul do saxofone.

Sobre a entrada deste estilo mais rebelde na vida, João recorda que já ouvia jazz em Ponte de Lima, mas não de uma forma aprofundada: “Quando acabei de estudar em Viana fui para Lisboa estudar clásssicas quando tive contacto com músicos de jazz, comecei a ver que o improviso era uma forma de composição instantânea e percebi que era o caminho para poder tocar a minha música e expressar-me de uma forma mais livre”.

Para o futuro, não prevê um regresso a Portugal, embora admita que o regresso poderá estar nos planos a longo prazo. “Neste momento tenho vários projetos em Barcelona que estão a correr muito bem e que me deixam feliz, por isso é que não regresso, embora saiba que poderia ter trabalho no meu país”, admite.

Para além de jazz, João ganha a vida a tocar flamenco e música balcânica nos grandes clubes de Barcelona. “Mas o jazz e a improvisação são a minha base”, reforça.

João Silva toca no próximo dia 08 de julho, via streaming, através da página de Facebook do concurso, e todos os que assistirem poderão votar e influenciar o resultado final.

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Alto Minho

GNR recupera material roubado de casa em Ponte da Barca

Crime

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Foto: GNR

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Arcos de Valdevez recuperou, na terça-feira, diverso material furtado de uma habitação no concelho de Ponte da Barca, anunciou hoje aquela força militar.

Os militares recuperaram dois velocípedes com motor, uma máquina agrícola e uma televisão.

“No âmbito de uma investigação policial que decorria há duas semanas por furto em residência, os militares da Guarda apuraram que os suspeitos, de 30 e 33 anos, introduziram-se numa habitação através de arrombamento e furtaram vários bens”, refere comunicado da GNR.

Os dois suspeitos têm antecedentes criminais relacionados com furtos.

Foram constituídos arguidos e os factos remetidos para o Tribunal Judicial de Ponte da Barca.

A ação contou com o reforço do Posto Territorial da GNR de Ponte da Barca.

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