Seguir o O MINHO

Braga

Venda do Estádio Municipal de Braga vai a referendo

Referendo local terá lugar após as Eleições Legislativas

em

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, anunciou hoje, que vai promover um referendo local para saber a opinião dos bracarenses sobre a hipótese de venda do Estádio Municipal de Braga.

Na auscultação, que terá lugar após as eleições legislativas do próximo mês de outubro, a autarquia irá perguntar se os munícipes são a favor ou contra a venda daquela infraestrutura.

Em conferência de imprensa na sede do Município, Ricardo Rio disse que a penhora recente às contas bancárias municipais devido a uma decisão judicial sobre obras no estádio, em 2003, (4,1 milhões de euros), e que fica resolvida esta semana, foi no fundo como que “a gota de água” para avançar com a possibilidade de venda, colocando a decisão nas mãos dos munícipes.

Rio explicou que a alienação permitirá estancar o enorme fluxo de verbas para pagar o custo da construção do estádio, que custou 165 milhões, dos quais falta pagar cerca de 30, mais 20 milhões de processos judiciais em curso.

O autarca sublinhou que, a venda do estádio, permitirá investir na recuperação integral do estádio 1.º de maio, construído em 1956 pelo Estado Novo, o que seria uma alternativa para alojar o Sporting Clube de Braga. Parte das verbas será alocada à requalificação de pavilhões, caso do Flávio Sá Leite, onde joga o ABC.

A este propósito, garantiu que o protocolo que permite ao clube o uso do estádio até 2030 será respeitado, sublinhando que, se os bracarenses votarem favoravelmente a venda, o caderno de encargos respeitará esse direito. Acrescentou que o caderno conterá os usos permitidos na estrutura do estádio, que podem ser outros além dos desportivos.

Penhora “estranha”

Garantiu que a Câmara termina até ao fim da semana um acordo que lhe permite liquidar 4,1 milhões de euros ao Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) ASSOC/Soares da Costa e o levantamento do arresto das contas bancárias efetuado a 01 de fevereiro.

Situação das contas penhoradas da Câmara de Braga em vias de resolução

Disse que o próprio ACE ASSOC/Soares da Costa, de acordo com a Câmara, negociou uma operação de factoring com o BCP, que entrega o dinheiro aos membros do consórcio, ficando a Câmara a pagar prestações durante dois anos. Com um juro baixo.

Afirmou que a penhora das contas bancárias foi “muito estranha” na medida em que havia negociações entre as partes e estava decidido que o ACE montava a operação de financiamento.

“Não contava! Fiquei supreendido!”, afirmou.

Frisou, no entanto, que, até ao momento, e embora a tesouraria tivesse ficado afetada, nenhum pagamento importante ficou por fazer.

Revelou, ainda, que o atual executivo, no poder desde novembro de 2013, pagou já mais de 90 milhões de euros de dívidas, do estádio, da parceria-público-privada dos relvados desportivos (rendas da empresa SGEB- Sociedade Gestora dos Equipamentos Desportivos, de devolução de fundos comunitários e de processos judiciais: “em cinco anos, um ano de receitas do orçamento foi para pagar as dívidas”, declarou.

Os 4,1 milhões que a Câmara agora vai pagar prendem-se com “trabalhos a mais” feitos pelo ACE para que o estádio ficasse pronto em dezembro de 2003.

Além deste montante, o Município vai ter de pagar mais 1,5 a dois milhões por “horas extraordinárias” e enfrenta a possibilidade de ter de desembolsar mais oito milhões de outro processo da ASSOC/Soares da Costa que se encontra em recurso no Tribunal Administrativo do Norte.

Em recurso está, ainda, uma decisão do Tribunal Administrativo local que condena a autarquia a pagar quatro milhões ao consórcio de engenharia e arquitetura de Souto Moura, o autor do projeto de construção do estádio.

Notícia atualizada às 14h17

Anúncio

Aqui chegado…

...temos uma pequena mensagem para partilhar consigo. Cada vez mais pessoas lêem O MINHO, jornal estritamente digital, líder de audiências. Ao contrário de outros órgãos de informação, optámos por não obrigar os leitores a pagarem para lerem as nossas notícias, mantendo o acesso à informação tão livre quanto possível. Por isso, como pode ver, precisamos do seu apoio.

Para podermos apresentar-lhe mais e melhor informação, que inclua mais reportagens e entrevistas e que utilize uma plataforma cada vez mais desenvolvida e outros meios, como o vídeo, precisamos da sua ajuda.

O MINHO é um órgão de comunicação social independente (e sempre será). Isto é importante para podermos confrontar livremente todo e qualquer tipo de poder (político, económico ou religioso) sempre que necessário.

Inspirados na filosofia seguida pelo jornal inglês "The Guardian", um dos mais importantes órgãos de comunicação do Mundo, também nós achámos que, se cada pessoa que lê e gosta de ler O MINHO, apoiar o futuro do nosso projeto, este será cada vez mais importante para o desenvolvimento da sociedade que partilhamos, a nível regional. Pela divulgação, partilha e fiscalização.

Assim, por tão pouco como 1€, você pode apoiar O Minho - e só demora um minuto. Obrigado.

Braga

Taxistas vão usar “roupa inteligente” made in Braga

Kit facultativo para taxistas faz parte do projeto Izzi Move, ‘app’ desenhada pela Antral para se modernizar e dar resposta a plataformas como a Uber

em

Foto: Facebook de Izzi Move

A Associação Nacional de Transporte Rodoviário em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) apresentou esta terça-feira, em Lisboa, uma aplicação (app) de mobilidade, em que os taxistas vão utilizar uma “roupa inteligente” produzida em Braga, pela empresa Latino, com sede no Parque Industrial de Adaúfe.

A app Izzi Move foi lançada para os taxistas concorrerem diretamente com plataformas como MyTaxi, Uber, Bolt ou Kapten, e vai ter âmbito nacional.

Além de utilidades como filtro de viaturas, locais de referência, diferentes meios de pagamento, estimativa de custo e tempo real, a aplicação sugere aos taxistas uma roupa facultativa, em que faz parte um fato, blusão, parka, camisa, colete, gravata e sapatos.

Foto: Divulgação

O kit, produzido pela Latino, de Braga, pode fornecer informações sobre a localização da pessoa e, por exemplo, o ritmo cardíaco, a temperatura exterior do corpo e até a transpiração.

Imagem: Google Maps

Fundada em 1986, a Latino Group é uma empresa têxtil portuguesa, originalmente especializada na produção de uniformes e equipamentos tácticos para as forças militarizadas, segundo se apresenta no seu site na Internet. Com a aquisição de conhecimentos técnicos avançados sobre a produção têxtil, a empresa, lê-se em latinogroup.net, depressa avançou para outras áreas como o vestuário técnico-profissional.

Continuar a ler

Braga

Engenheiro da Câmara de Braga suspenso por colaborar com Finanças de Famalicão “sem autorização”

Na avaliação de imóveis

em

Foto: O MINHO / Arquivo

A Câmara de Braga aprovou, hoje, a suspensão por 25 dias de um engenheiro por desenvolvimento de actividade extra-municipal sem estar autorizado para o efeito. Com sete votos a favor, duas abstenções e um voto contra, a decisão criou alguma polémica com o vereador do PS, Artur Feio, que juntamente com Lídia Dias não estava presente na votação, a considerar que a decisão foi tomada com “excessiva dureza”.

O engenheiro Plácido tem mais de 40 anos de casa e vinha com autorização dos executivos anteriores para exercer funções como avaliador das Finanças de Famalicão, desde 1981. Com a entrada do novo executivo, a situação manteve-se mas sem que o executivo municipal tivesse conhecimento ou autorizado.

Quando o caso foi “denunciado”, houve um processo disciplinar que culminou com a suspensão por 25 dias. Artur Feio considerou que “deveria ter havido aqui mais prudência e consideração pelos anos de serviços prestados pelo funcionário” e “uma conversa preliminar poderia ter esclarecido muitas coisas”.

Por isso, para o socialista “terem tomado a decisão sem lhe dar conta disso não me parece bem”. Para o vereador da oposição, “haveria outras formas de fazer as coisas” criticando, inclusive, o fato do caso ter vindo para a praça pública.

Artur Feio lembra que o engenheiro em causa “está às portas da reforma” e 25 dias de suspensão “não são a melhor forma de acabar a carreira pública”.

Já para Carlos Almeida da CDU, “este é um caso particular, houve rigor no cumprimento da lei mas noutras situações tal não se verifica”.

Ricardo Rio

O Presidente da Câmara de Braga recusa-se a pronunciar sobre este caso, “até para não dar publicidade” e porque é “interno”. No entanto, o autarca não deixou de comentar as declarações do Vereador do PS.

“Não posso aceitar as críticas porque precisamente as atenuantes que o senhor Vereador fala foram levadas em conta na decisão final”. Rio lembrou ainda que “não houve nenhum processo disciplinar que tivesse intervenção política” já que estes processos são desenvolvidos por técnicos que “ouvem todas as partes envolvidas”.

Continuar a ler

Braga

Aline Frazão dá concerto em Braga e celebra 25 de Abril com Uxía na Galiza

Cantora e compositora angolana

em

Foto: DR

A cantora e compositora angolana Aline Frazão atua na quarta-feira no Theatro Circo, de Braga, com um concerto dominado pelo seu mais recente álbum, “Dentro da Chuva”.

Na quinta-feira, 25 de Abril, Aline Frazão assinala o Dia da Liberdade em Santiago de Compostela, na Galiza, um espectáculo de comemoração realizado a convite da Câmara Municipal, com a participação especial da cantora galega Uxía, e dos músicos brasileiros Katya Teixeira e Sérgio Tannus.

Durante o fim de semana, Aline Frazão permanece na Galiza, para atuar, no sábado, dia 27, no Auditório Municipal de Ponteareas e, no domingo, dia 28, em Corunha, no Garufa Club, integrada no Ciclo “Elas Son Artistas”, do III Festival Metropolitano de Música e Artes pela Igualdade.

Nestes concertos, Aline Frazão apresenta o seu novo disco, editado em 2018, o quarto álbum de originais, depois de “Clave bantu” (2011), “Movimento” (2013) – no qual cantou a poetisa Alda Lara e trabalhou com escritores como José Eduardo Agualusa e Ondjaki – e “Insular” (2015).

Neste trabalho participaram o guitarrista Pedro Geraldes (dos Linda Martini), a poetisa Ana Paula Tavares, a rapper Capicua e o músico e compositor de Luanda Toty Sa’Med.

“Dentro da Chuva”, escreveu Ondjaki, “é um voo rasante pelo futuro(…) Um belo manifesto, sim, de uma artista atenta que tem sabido deixar-se oscilar entre sensibilidade e convicção. Como convém à música – e ao sonho.”

Continuar a ler

EM FOCO

Anúncio

ÚLTIMAS

Patrocinado

Reportagens da Semana

Populares