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Braga

Câmara de Braga pagou 4,1 milhões por causa do Estádio e já tem mais 2 milhões a liquidar

Verba envolvida é de 1,3 milhões de euros, mas pode chegar a dois milhões com juros e custas judiciais

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Foto: Divulgação / Souto Moura Arquitectos, SA. (Arquivo)

É um poço sem fundo. Acaba de pagar 4,1 milhões de euros e já tem, na calha e em breve, mais dois milhões a liquidar por causa do estádio. A Câmara de Braga e o consórcio ASSOC/Soares da Costa vão negociar, no prazo de 30 dias, um novo acordo para pagamento de uma parte remanescente da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal que condenou o Município a pagar 4,1 milhões. A verba envolvida é de 1,3 milhões de euros, mas pode chegar a dois milhões com juros e custas judiciais.

Os 4,1 milhões, pagos no final da semana após uma penhora das contas municipais, prendem-se com “obras a mais”, enquanto que o remanescente abrange as “horas extraordinárias” realizadas para que o estádio fosse inaugurado em 31 de dezembro de 2003. O juiz deixou “para execução de sentença” a determinação do valor final.

Vídeo: Construção do Estádio Municipal de Braga (2003)

Para tal, os juristas Fernando Barbosa e Silva, da Câmara, Jorge Alves, da Soares da Costa e Manuel Oliveira e Silva, da ASSOC vão negociar o montante a pagar, evitando o tribunal.

Fonte ligada ao processo disse que, senão houver entendimento, o consórcio pedirá ao Tribunal que execute a sentença indicando o valor pretendido, ao que a Câmara responderá dizendo qual o montante que entende pagar. Caberá ao juiz a decisão.

Para além deste processo, o consórcio construtor do estádio para o campeonato da Europa de futebol, Euro 2004, interpôs, em 2005, outra ação, contra a autarquia, por prolongamento de “custos de estaleiro” pela mesma razão, a de “apressar a conclusão da obra”.

Numa primeira decisão, o Tribunal Administrativo deu razão ao consórcio, mas a Câmara recorreu para o Tribunal Central do Norte que mandou repetir o julgamento. Em 2016, o Administrativo de Braga tornou a condenar o Município, mas este voltou a recorrer para o do Norte, aguardando-se a decisão final. Caso seja idêntica, prevê-se que atinja os seis milhões. Ou seja, os trabalhos a mais na obra da Pedreira ficarão por dez milhões.

No Tribunal do Norte, a segunda instância, está também um recurso municipal da sentença que condenou o Município a pagar 4 milhões (já com juros) ao consórcio de engenharia e arquitetura de Souto Moura. O arquiteto argumentou que a verba acordada com a Câmara, 3,75 milhões, não foi suficiente, já que o projeto inicial, um estádio de menor dimensão, por 65 milhões, foi ampliado por ordem do ex-presidente Mesquita Machado. Tese validada pela juíza.

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Braga

Bilhetes para o concerto de Bryan Adams em Braga à venda desde a meia-noite

Espetáculo marcado para o Altice FORUM, no dia 07 de dezembro

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Foto: Divulgação

Os bilhetes para o concerto de Bryan Adams, marcado para o próximo dia 07 de dezembro, no Altice FORUM, em Braga, já se encontram à venda, desde as 0:00 horas deste sábado.

Com um preço que varia entre 35 e 100 euros, os ingressos podem ser comprados online no site da BlueTicket em blueticket.pt/Event/4319/BRYAN-ADAMS.

“Com uma carreira de mais de 4 décadas recheada de grandes sucessos de rock’n’roll, marcados pelo positivismo e boa disposição, o músico canadiano anuncia a tournée mundial ‘Shine A Light’ que passará por Portugal em dezembro – dia 6 na Altice Arena e 7 no Altice Forum Braga”, pode ler-se na apresentação dos dois espetáculos anunciados pelo cantor canadiano no início da semana.

“O novo álbum ‘Shine A Light’ já está nas lojas desde dia 1 de março e o single de estreia com o mesmo nome é da co-autoria de Ed Sheeran. “Conheci o Ed em Dublin no passado num dos seus espetáculos e mantivemos contacto. Um dia enviei-lhe um refrão que tinha para uma canção à qual chamei ‘Shine A Light’ e perguntei se ele queria colaborar. Recebi de volta alguns versos … vocês deviam ouvi-lo a cantar aquilo!”, é dito.

A entrega dos bilhetes comprados online é feita pela DHL, numa parceria comentada pelo cantar, e na qual é prometido plantar uma árvore por cada encomenda.

“Esta parceria com a DHL tem uma importante mensagem ambiental. Espero que esta mensagem seja replicada em outras parcerias como esta porque nós humanos precisamos de fazer o máximo possível para cuidar do planeta”, diz Bryan Adams a propósito desta parceria.

Um dos mais aclamados cantores e compositores da atualidade, Bryan Adams é conhecido por sucessos como “(Everything I Do) I Do It For You”, “Summer Of ’69” e a sua colaboração com Rod Stewart e Sting – “All for Love”. Já teve temas em nº1 em mais de 40 países e vendeu mais de 65 milhões de álbuns por todo o mundo. A par destes números impressionantes, as suas memoráveis apresentações ao vivo valem-lhe o estatuto de uma das maiores estrelas rock do nosso tempo.

Na noite anterior ao concerto em Braga, Bryan Adams estará em Lisboa, num espetáculo na Altice Arena.

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Braga

Fogo florestal em Vieira do Minho

Já extinto

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Foto: Eduardo Ferreira

Um fogo florestal foi extinto ao princípio da noite de hoje, em Eira Vedra, no concelho de Vieira do Minho, depois do empenho dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR.

As chamas chegaram a ter três frente muito ativas, mas o “ataque musculado” como foram atacadas pelos bombeiros e militares levou a que ficasse inicialmente controlado e depois em fase de rescaldo, depois de ter sido extinto.

Foto: Eduardo Ferreira

Foto: Eduardo Ferreira

O incêndio começou a meio da tarde e foi rapidamente combatido por 17 operacionais, como apoio de cinco veículos, dos bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, para além do meio aéreo do GIPS da Guarda Nacional Republicana.
A operação de proteção civil teve ainda a colaboração do Posto Territorial da GNR de Vieira do Minho.

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Braga

Condenado por chamar vigarista e ladrão a advogado de Braga: “És mais um Bourbon”

“Palavras mais acintosas, cruéis e agressivas”

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Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação de um antigo empresário da construção civil por difamação ao seu advogado, por o ter apelidado de “grande vigarista”, “puro ladrão”, “desadvogado” e “mais um Bourbon”.

Segundo acórdão hoje consultado pela Lusa, o arguido fica, assim, condenado a 1.200 euros de multa e ao pagamento de uma indemnização de 2.000 euros ao advogado.

As expressões alegadamente difamatórias constam num requerimento que o arguido enviou à Ordem dos Advogados relativo a um pedido de laudo de honorários intentado pelo seu advogado, com escritório em Braga.

Um requerimento enviado por considerar que a atuação do advogado enquanto seu mandatário em vários processos foi incorreta.

A Relação diz ser admissível que alguém que se sente prejudicado por outra pessoa, ou descontente com a sua forma de atuação, possa manifestar o seu desagrado “com palavras mais acintosas, cruéis e agressivas”.

No entanto, considera que o arguido “manifestamente se excedeu”, ao usar expressões como “grande vigarista”, “puro ladrão”, “desadvogado” e “mais um Bourbon”.

Lembra que Bourbon é o apelido de dois advogados de Braga condenados a 25 anos pelo homicídio de um empresário de Braga, conjuntamente com mais quatro arguidos.

Para a Relação, o arguido ultrapassou “todos os limites do direito ao protesto e à reclamação, pondo em causa o direito à dignidade” do advogado, bem como a reputação social e profissional.

“São, aliás, por demais evidentes os reflexos negativos que uma tal atuação é suscetível de originar quando está em causa uma atividade profissional liberal, cujo sucesso depende também da imagem que os clientes que recorrem aos respetivos serviços fazem desse profissional, pelo que o mínimo belisque na sua honra, consideração e bom nome poderá, sem dúvida, pôr em causa o exercício efetivo dessa mesma atividade”, refere ainda o acórdão da Relação.

Após a condenação no Tribunal de Braga, o arguido recorreu, pedindo a absolvição do crime de difamação do crime ou, em última circunstância, a redução da pena e do valor a pagar a título de indemnização.

Alegou que as referidas expressões, no contexto em que foram utilizadas, não revestem cariz difamatório nem são objetivamente ofensivas.

Considerou ainda que o tribunal não teve em consideração o que ele disse em sede de audiência de discussão e julgamento, no qual “demonstrou arrependimento e mostrou interesse em pedir desculpa ao assistente pelo sucedido”.

A Relação, no entanto, manteve a decisão da primeira instância.

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