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Braga

Câmara de Braga emite parecer desfavorável à prospecção de lítio

Posição engloba ainda outros minerais metálicos associados

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Foto: DR

O Município de Braga emitiu esta sexta-feira um parecer desfavorável à prospecção de lítio e outros minerais metálicos associados na área do concelho. Na resposta ao pedido de atribuição de direitos de prospecção e pesquisa de depósitos minerais solicitado pela empresa australiana ‘Fortescue Metals Group Exploration’, a autarquia considera que a exploração em causa não vai respeitar os princípios do desenvolvimento sustentável, de modo integrado, nas vertentes económica, social, urbanística, cultural, patrimonial, paisagística e ambiental.

Segundo o Município, o polígono de prospecção e pesquisa de depósitos minerais “não deve localizar-se em Braga e, muito menos, sobrepor-se a espaços urbanos de dimensão relevante que vão desde o Centro Histórico da cidade até aos aglomerados com menor densidade que irradiam do centro e configuram uma ocupação urbana dispersa que cobre todo o concelho”.

“Braga atingiu um estatuto de aglomeração urbana, com potencial para se transformar na terceira área metropolitana de Portugal, que não se compadece com a localização da actividade de exploração dos recursos minerais em causa, sob pena de se estar a prejudicar a qualidade de vida dos cidadãos e a capacidade de atracção da cidade em termos sociais, empresariais, turísticos, paisagísticos e ambientais”, lê-se no parecer enviado à Direcção geral de Energia e Geologia.

A par dos espaços urbanos e da estrutura ecológica municipal, o polígino de prospecção e pesquisa proposto “sobrepõe-se a áreas muito relevantes de outros recursos naturais, tais como, agrícolas, reserva agrícola nacional, florestais, agroflorestais, hídricos (rio Cávado e rio Torto), reserva ecológica nacional, mas também, áreas de protecção patrimonial de património classificado e inventariado e áreas com potencial turístico muito relevante”.

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Braga

M1lhão saiu no distrito de Braga

Jogos Santa Casa

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Foto: DR / Arquivo

O código vencedor do concurso 038/2019 do M1lhão, sorteado hoje, é DXS 18908, informou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O prémio, no valor de um milhão de euros, saiu a uma aposta registada no distrito de Braga.

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Braga

Ministra anuncia 35 horas semanais para todo o SNS, menos no Hospital de Braga

Os profissionais de saúde do Hospital de Braga não serão ainda abrangidos por este alargamento enquanto estiverem em análise as diferentes situações contratuais

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Foto: DR

A passagem do horário normal de trabalho das 40 para as 35 horas semanais para todas as classes profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi hoje concluída pelo Ministério da Saúde.

A medida deixa, no entanto, de fora os profissionais do Hospital de Braga.

Em comunicado, o Ministério da Saúde (MS) adianta que o período normal de trabalho de 35 horas semanais já tinha sido atribuído à generalidade dos profissionais, com exceção dos que ainda não dispunham de um acordo específico – técnicos superiores de saúde, informáticos, docentes, administradores hospitalares e capelães.

“Para cumprir este objetivo, foi apresentada uma proposta de acordo que foi hoje assinada por duas estruturas sindicais – Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que abrange cerca de 2200 profissionais – mas não pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que considerou imperativo incluir os profissionais do Hospital de Braga”.

Assim, esclarece o MS, os profissionais de saúde do Hospital de Braga não serão ainda abrangidos por este alargamento enquanto estiverem em análise as diferentes situações contratuais.

A gestão do Hospital de Braga transitou da esfera privada para a esfera pública em 01 de setembro.

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Braga

Filho acusado de assassinar empresário de Vila Verde, viúva ilibada

A mulher da vítima foi pronunciada por detenção ilegal de arma e simulação de crime.

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Foto: DR / Arquivo

Um juiz de instrução criminal pronunciou por homicídio o filho de um empresário de Vila Verde assassinado em outubro de 2017, cujo corpo foi encontrado num furgão abandonado em Palmeira, Braga.

Em nota esta sexta-feira publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que a mulher da vítima também estava acusada de homicídio, mas o juiz de instrução criminal decidiu não a pronunciar por esse crime, uma decisão de que o Ministério Público (MP) vai recorrer.

De acordo com a mesma nota, o arguido filho está pronunciado pela prática de um crime de homicídio simples agravado pelo uso de arma de fogo, um crime de detenção ilegal de arma, um crime de simulação de crime e dois crimes de condução sem habilitação legal.

A mulher da vítima foi pronunciada por detenção ilegal de arma e simulação de crime.

O MP considerou indiciado que, em 23 de outubro de 2017, o arguido, então com 20 anos, ao regressar a casa em Moure, Vila Verde, com o trator avariado, depois de ter estado a agricultar um campo, “foi verbalmente repreendido pelo seu pai, com insultos”.

Gerou-se uma “violenta” discussão entre os dois, à qual se juntou também a arguida.

Na sequência dessa discussão, e segundo o MP, o arguido foi a casa buscar uma espingarda caçadeira municiada e dirigiu-se na direção do seu pai “com intenção de o matar, passando no trajeto pela arguida, que, ficando ciente desta intenção, nada fez para o demover”.

Ainda de acordo com o MP, o arguido chegou junto do pai, que se encontrava debruçado procurando uma peça de ferramenta, visou-o com a arma de fogo e efetuou um disparo, atingindo-o no pescoço e matando-o.

De seguida, a arguida desfez-se da arma e, conjuntamente com o filho, colocou o corpo da vítima num furgão, que acabaram por deixar abandonado num descampado em Palmeira, Braga.

O corpo só foi encontrado três dias depois do crime.

O MP considerou indiciado que os arguidos “atuaram num estado de desgaste emocional motivado pelas reiteradas agressões de que vinham sendo alvo por parte da vítima, ao longo do tempo”.

O filho da vítima só foi detido em setembro de 2018, porque após o crime ausentou-se para França.

A mulher já tinha sido detida em junho desse mesmo ano.

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