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Braga

Câmara de Braga duplica subsídio aos bombeiros voluntários

E dá 100 mil euros para um novo quartel

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Foto: Divulgação / CM Braga

O presidente da Câmara de Braga anunciou hoje que o município vai duplicar o valor do subsídio anual atribuído aos Bombeiros Voluntários locais e “entrar” com 100 mil euros para a construção do novo quartel da corporação.

Numa visita à corporação, Ricardo Rio explicou que, para já, o subsídio vai subir de 15 mil para 20 mil euros e que, em 2022, o valor chegará aos 30 mil euros.

Quanto à construção do novo quartel, o autarca referiu que, inicialmente, o município iria assegurar a componente da contrapartida nacional da candidatura a financiamento comunitário das obras no atual quartel.

Essa candidatura foi, entretanto, abandonada, e a verba do município vai ser canalizada para apoio à elaboração do projeto do novo quartel, a edificar no terreno doado pela câmara à corporação.

Segundo Ricardo Rio, na próxima segunda-feira será votada, em reunião do executivo, uma excecionalidade para o projeto que vai ser implementado nas atuais instalações, “o que, como contrapartida, vai viabilizar a permuta para a construção do novo quartel”.

O autarca deixou ainda a garantia de que o município, no âmbito das medidas de combate à covid-19, vai disponibilizar à corporação algum equipamento que irá receber ao longo dos próximos dias.

Vai também agilizar com a direção da instituição os testes necessários aos bombeiros que eventualmente venham a ter suspeitas de infeção.

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Braga

Homem que matou estafeta da Telepizza em Braga condenado a 4 anos de pena suspensa

Crime

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O homem que atropelou mortalmente um estafeta da Telepizza, em Braga, foi condenado a quatro anos de prisão com pena suspensa, acusado dos crimes de homicídio qualificado com negligência, omissão de auxílio e condução sob efeito de embriaguez.

Segundo o tribunal, o empresário, que possui uma garagem de estacionamentos na cidade de Braga, não só cometeu o crime de homicídio qualificado, ao colidir e atropelar o jovem João Luís, como ainda se colocou em fuga, escondendo o carro na dita garagem. Terá ainda agredido os polícias que o tentaram deter, mas acabou por ser absolvido desse crime.

PSP deteve automobilista que atropelou mortalmente e fugiu

Durante o julgamento, o arguido admitiu lembrar-se de grande parte do que aconteceu na noite de 16 de agosto de 2018, mas negou sempre a responsabilidade pelo embate e atropelamento, dizendo que não se lembrava desse facto em particular.

Apesar da tentativa de se ‘esquivar’ à sentença de homicídio, os juízes não colheram as alegações, referindo mesmo que o arguido, de 64 anos, possuía “memória seletiva”. Por estar inserido na sociedade, acabou por ver a pena de cadeia ser suspensa, para insatisfação da família e da defesa, a cargo de Rui Santos, com escritório em Braga.

O advogado disse a O MINHO que a família ficou satisfeita com o número de anos da pena mas não concordou com a suspensão da mesma. “Ainda não sei se a família irá recorrer para as instâncias superiores, mas é certo que tanto a Relação como o Supremo costumam decretar que este tipo de penas seja efetiva, mesmo que para isso seja necessário reduzir o tempo a cumprir”, explicou Rui Santos.

O crime

João Luís Silva, à data com 23 anos, descia na faixa de rodagem correcta na EN 101, à face da Variante do Cávado, sentido Braga – Vila Verde, quando foi surpreendido pelo automobilista que seguia em contramão, numa curva, acabando por ser abalroado e atropelado, causando-lhe um traumatismo cranioencefálico que o levou à morte, já dentro da ambulância, a caminho do Hospital de São João. Colocou-se depois em fuga até ao parque de estacionamento subterrâneo que possui em Braga, para esconder o veículo acidentado.

Entregador de pizzas morre após acidente em Braga em que condutor fugiu

Na altura, a PSP seguiu o rasto de destruição deixado pelo condutor, com peças que foram caindo do automóvel ao longo da trajetória seguida até ao centro. Estaria a tentar esconder o automóvel quando foi detido, proferindo ameaças e injúrias aos agentes, chegando mesmo a agredir um deles quando o tentava manietar. Após teste de álcool, acusou 1,582 gramas por litro.

Consternação e homenagens

A morte de João Luís, um jovem estudante do mestrado de engenharia eletrónica da UMinho e antigo atleta de artes marciais do SC Braga que trabalhava como estafeta na Telepizza do Retail Center de Braga, chocou a comunidade bracarense, sobretudo pela forma como o homicida tratou o caso, pondo-se em fuga sem prestar ou chamar auxílio.

Grande consternação no funeral do estudante e distribuidor da Telepizza

Foi sepultado dois dias depois em Trandeiras, Braga, sob uma enorme manifestação de pesar dos colegas da telepizza e da universidade, para além da família e restantes amigos.

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Braga

Pároco de Braga celebra missa em campo de futebol e gimnodesportivos

Covid-19

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Foto: Agência Ecclesia

Um pároco de Braga vai celebrar missa, aos domingos, num campo de futebol e em dois pavilhões gimnodesportivos, para “fintar” a falta de espaço nas igrejas decorrente das restrições impostas pelas autoridades de saúde.

João Torres, que tem a seu cargo as paróquias de Priscos, Guisande e Tadim, todas no concelho de Braga, disse hoje à Lusa que nas igrejas apenas caberiam “umas 20 e poucas pessoas”, face ao distanciamento social decretado por causa da pandemia de covid-19.

“As igrejas, por norma, já são pequenas, o que significa que agora uma parte substancial dos fiéis não iria poder assistir à missa”, referiu.

Assim, João Torres conseguiu a disponibilização do campo de futebol de 11 em Guisante e dos pavilhões em Priscos e Tadim, para a realização das missas dominicais.

Este domingo, celebrará missa às 09:00 em Priscos, às 10:00 em Guisande e às 11:00 em Tadim.

Uma espécie de palco fará de altar e haverá cadeiras espalhadas pelos recintos, com o distanciamento de dois metros entre elas.

“Assim, haverá certamente lugar para todos. Sei que há paróquias em que está a haver marcação prévia para a missa, quase como quem reserva mesa para o restaurante, mas penso que essa solução não é a melhor”, disse ainda João Torres.

Durante a semana, as missas terão lugar nas igrejas paroquiais, já que a afluência de fiéis é substancialmente menor.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo aprovou hoje novas medidas para entrarem em vigor na segunda-feira, 01 junho, com destaque para a abertura dos centros comerciais (à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, que continuarão encerrados até, pelo menos, 04 de junho), dos ginásios, dos ATL ou das salas de espetáculos. Estas medidas juntam-se às que entraram em vigor no dia 18 de maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para este sábado, 30 de maio, e a abertura da época balnear para 06 de junho.

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Braga

Inquérito sobre irregularidades com fundos europeus na Universidade do Minho foi arquivado

Ministério Público

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público determinou o arquivamento do inquérito em que se investigavam “irregularidades” detetadas na gestão de fundos europeus em projetos de investigação da responsabilidade da Universidade do Minho, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Em nota publicada na sua página, a procuradoria refere que em causa estava o programa Compete+, que vigorou entre 2007 e 2013, tendo a universidade sido investigada pelos alegados crimes de fraude na obtenção de subsídio e corrupção passiva.

O inquérito decorreu no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, tendo o despacho de arquivamento sido proferido em 03 de março de 2020.

A nota explica que as irregularidades respeitavam à inclusão de recibos de vencimento e pedido de elegibilidade de despesas efetuados pela Universidade do Minho (UMinho) “relativamente a dois professores que se apurou não terem colaborado com o projeto”.

“De acordo com o despacho de arquivamento, na origem desses factos terá estado uma falha de comunicação interna que redundou na falta de rigor na atualização das listas dos investigadores envolvidos desde a fase de candidatura até à efetiva realização do projeto, indiciando-se uma conduta negligente que não é criminalmente punível”, refere a nota da procuradoria.

O crime de corrupção passiva estava relacionado com um conflito de interesses e possível favorecimento decorrente do facto de o projeto em que a UMinho participou resultar de proposta do Health Cluster Portugal, existindo relações familiares próximas entre o diretor executivo desta entidade e o reitor da universidade.

“Finda a investigação, concluiu-se que o projeto foi objeto de um processo de seleção oficial, preenchia as condições de exigibilidade para ser aprovado e foi sujeito a uma avaliação por peritos externos. Desse modo, considerou-se não existirem indícios suficientes da prática do crime, com o consequente arquivamento dos autos também nessa parte”, remata a nota.

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