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Câmara de Braga chumba aumento da comparticipação das refeições escolares

Ricardo Rio diz que proposta do PS custaria mais um milhão de euros
Câmara de braga chumba aumento da comparticipação das refeições escolares
Foto: DR / Arquivo

A maioria PSD/CDS chumbou, na manhã desta segunda-feira, na reunião do executivo municipal de Braga a proposta apresentada pelos vereadores do PS para que a participação autárquica no Serviço de Refeições Escolares nos Jardins de Infância (JI) e Escolas do 1.º ciclo, suba para 3,55 euros por cada refeição fornecida, em vez dos atuais 2,90 euros.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio disse a O MINHO que anualmente o Município já investe 1,5 milhões de euros a custear as refeições e a proposta socialista traduzir-se-ia num aumento anual de um milhão de euros: “Ao que sabemos os fornecedores de refeições entendem que o preço é satisfatório mesmo na atual conjuntura. E, de resto, esta é uma competência do Governo e do Ministério da Educação e que está em negociação com a Associação Nacional de Municípios no quadro da discussão sobre a transferência de competências para os municípios”.

Na reunião, o PS votou a favor, tendo o vereador Artur Feio lamentando a postura da maioria e dizendo que espera não vir a ter razão antes do tempo.

A vereadoras da CDU, Bárbara Barros, absteve-se, como tem feito sempre nesta matéria, por entender que se trata de uma obrigação governamental que não devia ter sido passada para as autarquias.

Aumento de 0,65 euros

Conforme o O MINHO noticiou, os socialistas pediam ao Município que passasse a transferir aquele valor para as entidades que prestam o serviço por delegação de competências, o qual perfaz um aumento imediato de 0,65 euros por refeição diária.

Relembram que “os custos aumentam quase diariamente, sendo o futuro imprevisível no que respeita aos serviços e produtos de limpeza, higiene e manutenção”.

Salientam, também, que, “de acordo com as atribuições nos domínios da educação e ação social, em cada ano letivo o Município deve garantir, no âmbito da ação social de educação no pré-escolar e no 1ºciclo do ensino básico, o apoio na alimentação”.

Para tal, – acrescentam – “tem delegado competências para assegurar o fornecimento de refeições e o acompanhamento dos alunos, no horário das 12:00h –14:00”.

Sublinham que , “o valor comparticipado mantém-se inalterado há vários anos”, vincando que “têm ainda ocorrido situações de devolução dessas competências ao Município por manifesta incapacidade de gestão do serviço pelas entidades protocoladas”.

Concursos podem ficar desertos

A proposta do PS refere, ainda, que “o Município por seu lado, tem delegado essas competências na empresa municipal BragaHabit, que se vê atualmente assoberbada para conseguir assegurar o fornecimento diário de centenas de refeições, retirando-lhe o foco e dedicação, às respostas sociais para as quais foi constituída”.

E deixam um aviso: “neste mês e no de julho, muitas juntas de freguesia, associações de Pais e outras entidades (a quem a Câmara delegou o serviço), realizarão os obrigatórios concursos públicos para a adjudicação deste serviço”.

E assinalam: “Para evitar que esses concursos fiquem desertos e que os preços subam ainda mais, urge atualizar de imediato os valores a transferir pela prestação do serviço no ano letivo de 2022/2023, impedindo que ocorram graves constrangimentos no fornecimento das refeições dos JI e escolas básicas”.

 
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