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Região

Cabeleireira fecha salões em Ponte de Lima e Vila Verde e paga a 100% aos 9 funcionários

Coronavírus

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Foto: DR

A empresária e cabeleireira Vera Silva  encerrou os dois salões de cabeleireiros que possui, um na terra natal, em Vila Verde, outro no centro de Ponte de Lima.

A O MINHO, a empresária explica que esta é uma medida “preventiva” e que está no dever cívico dos empresários tomarem este tipo de iniciativas.

Sobre os funcionários, nove no total, Vera assegura que o pagamento será cumprido a 100% durante o tempo em que os salões estiverem encerrados.

“Para já, vamos encerrar entre segunda-feira e sábado, a ver se isto acalma. Se não acalmar, prolongo a data de encerramento”, assegura.

O número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu para 169 em Portugal, anunciou, este sábado, a Direção-Geral da Saúde (DGS), mais 57 do que na sexta-feira.

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, há 126 casos suspeitos que aguardam resultado laboratorial. Segundo a mesma nota, 5.011 pessoas estão sob monitorização das autoridades de saúde.

Dos 169 confirmados, 114 estão internados enquanto 55 recuperam em casa.

Há já dois pacientes dados como curados pela diretora geral da Saúde, Graça Freitas, mas o boletim de hoje aponta apenas um caso, que será o mesmo de quinta-feira.

No Norte do país os casos confirmados subiram de 53 para 77, este sábado. Na Grande Lisboa, os números subiram de 46 casos confirmados para 73.

No Algarve há mais um caso, totalizando sete, enquanto que no centro há mais um caso, subindo para oito.

A nível nacional existem dez em estado grave/crítico.

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Braga

Parques de campismo em Braga e Vila Verde disponíveis para profissionais de saúde

Covid-19

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Foto: Domingos Costa

Os parques de campismo situados em Braga e Vila Verde estão disponíveis para receber profissionais de saúde durante o tempo da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Câmara de Braga explica que o Parque de Campismo e Caravanismo de Braga terá alojamento para até 24 pessoas da área da saúde e da proteção civil, após pareceria entre a autarquia, a Invest Braga, o movimento de caravanistas ISTAS e o Hospital de Braga.

Bungalows, autocaravans e caravanas estarão disponíveis a partir de quinta-feira, com a chegada de mais seis autocaravanas vindas de Lisboa, conforme já foi noticiado por O MINHO.

Oferece ainda quatro espaços livres para os profissionais que possuam autocaravanas ou caravanas e necessitem deste serviço.

Já em Vila Verde, na freguesia de Aboim da Nóbrega, o parque de campismo local decidiu colocar dois bungalows, com capacidade para quatro pessoas, à disposição da comunidade médica.

No Parque de Campismo e Caravanismo Rural de Aboim da Nóbrega existem sete espaços para autocaravanas e caravanas para quem possua meios próprios e necessite de um espaço.

Esta iniciativa surge após disponibilidade demonstrada pela ATAHCA, Associação de desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, proprietária do parque.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez quer ter Estratégia Local de Habitação até junho

Habitação

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Foto: visitarportugal.pt / DR

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez espera ter concluída até junho a Estratégia Local de Habitação, que permitirá ao município concorrer a fundos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para colmatar as necessidades.

“Gostaríamos muito que esta estratégia fosse aprovada antes do final do primeiro semestre para podermos concorrer aos fundos que o IHRU tem disponíveis, para podermos implementar as necessidades que forem assinaladas na Estratégia Local de Habitação (ELH). Vamos ver se conseguimos operacionalizar esse objetivo, face às circunstâncias da pandemia de covid-19 que estamos a viver”, afirmou hoje à Lusa João Manuel Esteves.

No âmbito da elaboração ELH, o município lançou um inquérito à população para apoiar a elaboração do diagnóstico e levantamento de necessidades de habitação de agregados residentes no concelho.

“Já fizemos um levantamento do que existe, das necessidades, dos estrangulamentos. Também fizemos um inquérito dirigido às fábricas, instituições, juntas de freguesia, à Agenda Local de Ação Social e agora consideramos que seria importante fazer um inquérito através da Internet à população”, explicou João Manuel Esteves.

O autarca social-democrata adiantou que o objetivo é que a “população possa dar o seu o seu contributo, sugerindo soluções, relatando o seu próprio caso, entre outras propostas”.

“A ideia é definir uma intervenção ao nível da habitação social, da reabilitação ou da construção de novas casas a custos controlados”, especificou.

João Manuel Esteves quer “fechar” uma ELH de Arcos de Valdevez “a tempo” de “concorrer a financiamentos por parte do IHRU, para construir ou para apoiar as necessidades de habitação de Arcos de Valdevez”.

“Essas necessidades podem ser de habitação para famílias carenciadas ou não, habitação para arrendamento, sobretudo a pensar nos jovens, construção a custos controlados e apoio aos que pretendam construir ou reconstruir a sua própria casa através de incentivos fiscais”, sustentou.

No inquérito agora lançado à população “qualquer pessoa poderá preencher as questões colocadas, dando contributos ou sugestões para a estratégia, identificar a sua situação de habitação ou as situações de agregados familiares que residem em fracas condições de habitabilidade”.

A consulta ‘online’ está disponível na página oficial do município na Internet.

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Alto Minho

CDU exige regresso da gestão da água e saneamento aos municípios do Alto Minho

Águas do Alto Minho

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Foto: DR / Arquivo

A coordenadora da CDU no distrito de Viana do Castelo defendeu hoje o regresso da gestão de redes de água em baixa e de saneamento aos municípios da região face ao “agravamento” do valor das tarifas.

Contactada pela agência Lusa a propósito da posição que o partido hoje assumiu em comunicado, sobre as consequências da concessão daqueles serviços à Águas do Alto Minho (AdAM), Cláudia Marinho adiantou que o objetivo é que os câmaras e assembleias dos sete municípios que integram a empresa “voltem a discutir e deliberar sobre o abastecimento da rede pública de água em baixa e os serviços de saneamento básico”.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

Cláudia Marinho, que é também vereadora na Câmara de Viana do Castelo e que rejeitou a constituição da empresa, disse que irá avançar com uma proposta para revogação do contrato junto da maioria socialista no executivo municipal.

“Sendo o Estado português o acionista maioritário desta nova sociedade, corria-se e corre-se o risco sério de o mesmo, por opção política ou razões ideológicas, decidir a privatização da sua parte social, colocando o bem mais precioso da humanidade no poder de um grupo económico”, sustenta a responsável comunista na nota enviada à imprensa.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 100 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

“Bastaram dois meses de concessão para constatar um insólito agravamento no custo das tarifas da água, o que suscitou as mais amplas e justificadas reclamações dos utentes. A CDU teve razão na opção tomada, votando contra a solução adotada pela maioria dos executivos camarários que foram favoráveis a esta opção, tal como vários presidentes de junta e uniões de freguesias”, acrescenta Cláudia Marinho.

Em março, um movimento constituído por residentes nos sete concelhos que integram a empresa lançou uma petição pública a pedir o fim da Águas do Alto Minho, face “ao aumento exponencial” dos valores faturados pela empresa.

No texto que, às 09:00 de hoje, tinha 5.274 assinaturas, os peticionários dizem que, “na primeira fatura de água e saneamento, enviada a mais de 70 mil pessoas (individuais e coletivas), foram milhares os surpreendidos com os valores exorbitantes”.

“Há inúmeros relatos de pessoas cuja fatura aumentou 50 ou até mesmo 100%, mas há casos em que os consumidores passaram a pagar três, quatro ou até sete vezes mais (…)”, argumentam, apontando exemplos de faturas.

Acrescentam existirem casos “da cobrança da taxa de saneamento em zonas onde a rede pública ainda não chegou”.

Aquando do lançamento da petição, o presidente da Câmara de Viana do Castelo garantiu que o tarifário da água praticado no concelho não sofreu “nenhuma alteração”, mas admitiu que nos restantes seis “houve ajustamentos de tarifários”.

“Houve alguns aumentos nos outros seis concelhos porque se tiveram de ajustar ao novo tarifário. Já era uma situação conhecida”, referiu.

O autarca, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho explicou ainda que, “nas 107 mil faturas” emitidas a partir de janeiro pela Águas do Alto Minho, “foram detetadas cerca 600 que apresentavam alguns erros, resultantes de falhas informáticas” que justificou com “a integração dos sete sistemas informáticos municipais no sistema da empresa”.

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