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Arcos de Valdevez

Cabeça e pele de javali pendurados no portão de casa em Arcos de Valdevez

GNR esteve no local

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Foto: Facebook de Julio Pintor

Partes do corpo de um javali ensanguentado foram deixadas no portão de uma habitação na freguesia de Couto, Arcos de Valdevez, durante a noite desta segunda-feira. O morador encontrou a pele e a cabeça do animal pendurados e divulgou o caso na rede social Facebook.

“Obrigado aos meus amigos que me deixaram este presente na minha casa. Agora segue a investigação da autoridade”, publicou o homem que se identifica no Facebook como Julio Pintor.

Para já, não foi apresentada qualquer queixa. Uma patrulha da GNR esteve no local e verificou tratar-se de “pele e cabeça” do javali, segundo avança o Jornal de Notícias.

No entanto, Julio Pintor não indicou razões ou suspeitas, e a GNR apenas registou a ocorrência, ficando a aguardar queixa.

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Arcos de Valdevez

Abraço à Floresta junta mais de 1.700 alunos em Arcos de Valdevez

Na Porta do Mezio no Parque Nacional da Peneda Gerês

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Vídeo: Imagens de 2017 (CM Arcos de Valdevez)

Mais de 1.700 alunos vão participar, na quarta-feira, no “Abraço à Floresta”, na Porta do Mezio no Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), uma iniciativa de sensibilização ambiental promovida pela Câmara de Arcos de Valdevez, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, aquela autarquia adiantou que a ação, que abrange os alunos de diversos equipamentos educativos pretende “sensibilizar para a preservação do meio ambiente, tornando-os participantes mais ativos na proteção dos valores naturais, nomeadamente, os valores naturais do PNPG”.

O “Abraço à Floresta” está previsto para as 12:00, na Porta do Mezio, situada a 13 quilómetros da vila de Arcos de Valdevez, e a seis da vila do Soajo.

A Porta do Mezio, uma das cinco entradas existentes no PNPG, é uma estrutura de receção ao visitante daquela área protegida.

Durante o evento, os alunos do pré-escolar e primeiro ciclo vão desenvolver atividades e plantar árvores.

Já os alunos do segundo ciclo visitam as mamoas, os estudantes dos 7º e 8º anos de escolaridade realizam o trilho do Mezio e os do 9º ano deslocam-se ao Gião.

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Arcos de Valdevez

Primeiro fuzileiro português a concluir um dos cursos mais difíceis do Mundo é de Arcos de Valdevez

Sem poder entrar em muitos pormenores, Roberto Alípio fala sobre as cinco semanas na Noruega. As condições “são terríveis”, conta a O MINHO

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Foto: Divulgação / Marinha Portuguesa

Roberto Alípio é um nome que pode não dizer grande coisa à maioria das pessoas. Mas o militar da Marinha foi o primeiro português a concluir o curso de Sobrevivência, Evasão, Resistência e Extracção (SERE), realizado na Noruega em condições climatéricas extremas. Um dos mais duros do Mundo.

Conquistou o prémio do curso por ter se ter destacado nas duas fases do curso durante cinco semanas. Agora, tornou-se no primeiro instrutor em Portugal certificado pela NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Em conversa com O MINHO, o sargento Roberto Alípio, de 36 anos, natural da freguesia de Sabadim, Arcos de Valdevez, pormenoriza toda esta aventura que sintetiza como “uma das melhores experiências que já tive enquanto militar, quer pelo tipo de curso, quer pelas condições atmosféricas”.

Foto: Divulgação / Marinha Portuguesa

Sobretudo na segunda parte do curso, as condições “são terríveis e apesar de me sentir confortável neste ambiente dado que pratico desporto de inverno há dezanove anos é totalmente diferente. Todo o curso requer uma exigência física e psicológica enorme, o treino é realista e temos de estar sempre prontos, sempre atentos”.

Sem poder entrar em muitos pormenores, Roberto Alípio esmiuça um pouco mais as cinco semanas que passou na Noruega.

“Só começamos a frequência do curso depois de passarmos por provas físicas de carácter eliminatório”. Primeiro são oito quilómetros de corrida fardado e de mochila com 25 quilos de sacos de areia em menos de 01:04.

Depois 200 metros natação e 10 minutos em flutuação fardado, “qualquer uma destas provas é eliminatória e o militar é imediatamente excluído do curso”.

Curso

Passadas estas provas, a primeira fase é composta por três semanas entre Agosto e Setembro “em ambiente Cold Weather (Inverno Frio)” e consiste em diversas aulas teóricas e práticas “seguido do exercício de certificação que engloba sobrevivência isolada com duração de 5 dias com diversos testes práticos de carácter eliminatório, seguido de 6 dias de Evasão de forma isolada e ao escalão máximo de binómio (dois militares) onde está englobado a componente de SERE Urbano”.

Durante a evasão “somos assistidos na sua fuga (120 a 180 quilómetros) por meios aéreos em missões de Reconhecimento, Combate e Reabastecimento. Temos atrás de nós, em perseguição e tentando a nossa captura, dezenas de militares e equipas K9 com os mais diversos meios ao dispor. Rapidamente nos esquecemos que é um exercício parecendo-se com a realidade”.

Segue-se a segunda fase, só para quem concluiu a primeira.

Foto: Divulgação / Marinha Portuguesa

“São duas semanas em Fevereiro em ambiente Ártico (temperaturas negativas podendo atingir os 30 graus negativos)”. O exercício de certificação engloba “sobrevivência com duração de seis dias de forma isolado, binómio até ao escalão máximo de equipa, mais uma vez com diversos testes práticos de carácter eliminatório”, explica ainda Roberto Alípio.

Estes testes passam por estar 24 horas isolado com inúmeras tarefas e técnicas de sobrevivência que tem de ser aplicadas em ambiente não permissivo, icebreaking que consiste em saltar equipado e de mochila para um buraco aberto num lago gelado simulando uma queda, secar todo o equipamento e roupa e estar pronto para combate na sua plenitude em 20 horas”.

E claro a evasão, onde em dois dias têm que evitar a captura mas tendo no seu encalce “dezenas de militares com os mais diversos meios de deslocação e não só, tais como motos de neve, carros de combate com capacidade de deteção térmica e elementos em ski’s, tornando mais uma vez o exercício quase uma realidade”.

Foto: Divulgação / Marinha Portuguesa

O curso, segundo uma nota enviada pela Marinha a O MINHO, foi frequentado por 20 elementos de dez nacionalidades, maioritariamente países com tradições neste tipo de ambiente de condições climatéricas extremas, tais como França, Alemanha, Itália, Polónia, Holanda, Noruega, Espanha, Estónia e República Checa, contudo, foi o sargento Roberto que concluiu o curso com distinção,

Serviço militar obrigatório

Foi ainda no tempo do Serviço militar obrigatório que Roberto Alípio, depois ouvir diversas palestras dos diferentes ramos das forças armadas, optou pelos Fuzileiros. Corria o ano de 2001.

A marinha é “uma vida de desafios” com “disponibilidade de 24 horas sobre 24” porque “nunca sabemos quando vamos ser precisos e para que missão”.

Atualmente é Instrutor do Batalhão de Instrução na Escola de Fuzileiros no Curso de Formação de Sargentos Fuzileiros, em tiro de Combate e em Sistemas de Informação Geográficos. “Se não estiver a dar nenhum curso dou instrução ao Curso de Formação Básica de Praças (recrutas)”.

Primeiro português

Roberto Alípio é o primeiro militar português a ter este curso e os convites começam a surgir: “fui agora convidado pelo Exercito Holandês para dar formação e apoiar um exercício de SERE que vão realizar na Noruega em Setembro”.

Foto: Divulgação / Marinha Portuguesa

Uma responsabilidade acrescida porque “não nos podemos esquecer que estamos a representar um País e o que ensinamos é importantíssimo, mas como já disse o militar português tem uma capacidade enorme de se superar e fazer sempre bem feito seja qual for a missão atribuída”.

Já Portugal beneficia com tudo isto: “quanto mais formação tiverem os seus militares mais conhecimentos podem passar e mais preparados estão para executar as missões atribuídas”.

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Arcos de Valdevez

Ver estrelas no Parque Nacional Peneda Gerês vai ter local especial

Uma ‘Dark Sky Reserve’ vai nascer na Porta do Mezio

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Foto: DR

A Porta do Mezio, uma das entradas do Parque nacional Peneda-Gerês, foi o local escolhida pela Câmara dos Arcos de Valdevez para criar uma ‘Dark Sky Reserve’ (DSR).

A ARDAL, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, está a desenvolver o projeto que deverá ser implementado até ao final deste ano.

As DSR são territórios de tamanho considerável, que possuem uma qualidade “excecional” de noites estreladas e um ambiente noturno que é protegido pelo seu interesse científico, natural, educacional e/ou cultural.

Esta iniciativa encontra-se incluída no programa “Norte 2020 Património Natural” e surge na sequência da aprovação da candidatura “Local Dark Sky no território do Parque Nacional da Peneda- Gerês”.

“Atualmente, as populações citadinas raramente têm a oportunidade de observar a galáxia devido ao aumento da poluição luminosa. Graças a este projeto, passará a existir um espaço privilegiado para a observação de astros e estrelas em pleno coração do Minho, presenteando os visitantes com uma oportunidade única e inigualável de desfrutar de todas as maravilhas que orbitam nos céus da nossa galáxia”, refere o município.

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