Bruno Gonçalves, de Braga, eleito secretário-geral dos jovens da Internacional Socialista

Política
Bruno Gonçalves

runo Gonçalves, dirigente da JS, deverá ser o primeiro português a ocupar o cargo de secretário-geral da União Internacional de Juventudes Socialistas (IUSY), assumindo como objetivos de mandato o combate às desigualdades sociais e a importância da saúde mental.

Membro do secretariado nacional da Juventude Socialista, Bruno Gonçalves, 24 anos, natural de Braga, é candidato único e o primeiro português a propor-se à liderança da IUSY, eleição que se fará no congresso desta organização nos dias 18 e 19 de junho, com transmissão digital a partir do Panamá e que contará com delegações à distância em vários pontos do globo, devido à pandemia da covid-19.

A IUSY foi fundada em 1907, em Estugarda, na Alemanha, tendo origem na juventude da Segunda Internacional e definindo-se desde a sua origem como uma organização antimilitarista e internacionalista. Atualmente, integra 148 organizações em representação de mais de 107 países, agregando jovens de movimentos trabalhistas, socialistas e sociais-democratas.

Em declarações à Lusa, o atual coordenador dos Estudantes Socialistas Europeus (YES), mestre em engenharia mecânica, pela Universidade do Minho, e analista de tecnologias de informação numa empresa multinacional, traçou a “visão pós-covid” que vai apresentar ao congresso, para o mandato de dois anos.

Para Bruno Gonçalves, é prioritário “o combate social-democrata, socialista, pela liberdade e pela democracia” contra as “tendências autoritárias que vão aparecendo nos mais diversos pontos do globo”, bem como o combate às desigualdades sociais.

“Obviamente que, quando falamos deste combate à desigualdade e a promoção da igualdade plena, temos que falar em ter uma organização feminista, onde as mulheres assumem cada vez mais a liderança dos processos de decisão”, apontou.

Continuar a afirmar a IUSY como uma organização antirracista, “solidária com os movimentos surgidos nos Estados Unidos de ‘Black Lives Matter’” e antifascista, defendendo a proteção das comunidades LGBT “de estereótipos negativos que ainda emanam” na sociedade, são também preocupações do futuro secretário-geral.

No campo da “saúde e do bem-estar”, Bruno Gonçalves coloca na agenda a importância da saúde mental, propondo que a IUSY promova a “criação de uma organização mundial para a saúde mental”, junto das Nações Unidas.

O jovem socialista vincou a importância de “caminhar para a neutralidade carbónica” e “sensibilizar a necessidade de despoluir os oceanos”, mostrando-se igualmente preocupado com fenómenos como o trabalho infantil.

Bruno Gonçalves vê o atual panorama digital como uma oportunidade para “a prosperidade, igualdade e solidariedade”, mas defende “uma transição suave” e “digna”, que passa pela proteção dos dados e da privacidade, apelando à legislação global contra o ‘cyberbullying’.

O responsável adiantou ainda que tem prevista, para o próximo mês, uma viagem à Palestina, “para conversar com organizações tanto palestinianas como israelitas”.

“Hoje, o diálogo em política às vezes vai-se descaracterizando, a promoção de sinergias vai-se desvanecendo, e aí a IUSY tem sido também uma ponte ao longo dos tempos para que as futuras gerações, os jovens líderes do futuro, no caso também da Palestina, de Israel, possam dialogar entre si – porque o diálogo acaba por ser também uma primeira porta para aquilo que é a missão da IUSY, que é a promoção da paz, desmilitarizar todos os conflitos e promover aquilo que nós deveremos querer para toda a gente, que é uma vida digna e uma vida plena”, rematou.

 
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