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Brexit: Governo português aprova medidas adicionais de contingência

Brexit

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Foto: DR / Arquivo

Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira medidas de contingência adicionais para o caso de o Reino Unido sair da União Europeia sem acordo, estendendo o atual plano até ao final de 2020 em relação aos serviços financeiros e segurança social.

As medidas constam de um decreto-lei que foi explicado aos jornalistas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

“O decreto-lei aprova novas medidas, medidas adicionais, no sentido de termos o nosso plano de contingência completamente operacional, sendo que essas medidas correspondem também ao alinhamento do nosso plano nacional de contingência com o plano de contingência gizado pelos 27 estados membros ao nível da União Europeia”, afirmou Santos Silva.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, a lógica deste diploma “é muito simples”, ou seja, “estender até 31 dezembro de 2020 a situação presente no que diz respeito aos operadores financeiros, de um lado, e no que diz respeito aos trabalhadores no que importa aos descontos e aos benefícios para a Segurança Social, por outro lado”.

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Maioria dos universitários portugueses que enviam “nudes” desconhecem riscos

Imagens fotográficas ou vídeos de cariz sexual

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Foto: DR

Um estudo sobre violência sexual online no ensino superior em Portugal concluiu que mais de metade dos estudantes que enviaram nude selfies não tinha perceção dos riscos incorridos e 5% teve as suas fotografias reencaminhadas para terceiros.

Um estudo exploratório realizado a 525 estudantes de todo o país do Ensino Superior intitulado “Abuso sexual baseado em imagens”, e defendido recentemente na Universidade do Porto, revela que mais de metade das pessoas (52,22%) que enviaram nudes (imagens fotográficas e ou vídeos de cariz sexual) pela Internet ou telemóvel, dizem que não tiveram a “perceção do risco que estavam a correr” e 8,78% das pessoas da amostra assume que foi “alvo de ameaças”.

Dos entrevistados que enviaram nudes, 5% assumiu que sofreu vitimização de violência sexual online“, ou seja, foi vítima de partilha a terceiros não consentida, um dos dados que a psicóloga e autora do estudo, Patrícia Ribeiro, mais destacou na entrevista à Lusa.

Os três maiores impactos do sexting (envio de textos e imagens sexualmente sugestivos com conteúdo sexual explícito), foi a humilhação (17,39%), vergonha (15,22%) e o desespero (13,04%).

Segundo o estudo, 70,32% dos casos em que são enviadas imagens de cariz sexual ou nude selfies (envio de fotografia e/ou vídeos de nus na Internet) a outra pessoa, o principal recetor(a) dessas imagens é o(a) namorado(a).

A “principal razão” (79,91%) para realizar sexting é o existência de uma relação de namoro com a pessoa destinatária, sendo a relação caracterizada por “respeito (14,24%), estabilidade (15,81%) e confiança (21,78%)”.

Cerca de 60% dos estudantes universitários da amostra afirmou ter recebido imagens de cariz sexual e 41,90% disseram ter enviado esse tipo de imagens.

Há 4,5% a assumir que enviou imagens de cariz sexual a “conhecidos apenas virtualmente” e 11,87% a “pessoas que gostavam ou tinham esperança que viesse a existir uma relação”.

Outra das conclusões do estudo revela que a maioria das imagens de cariz sexual são enviadas a pessoas do sexo masculino (85%).

A tese sobre o fenómeno da violência sexual online, também conhecido por pornografia de vingança, concluiu ainda que a maioria dos ameaçadores são do sexo masculino “versus” as ameaçadoras (1,14%).

O estudo também concluiu que 63,74% dos participantes fariam queixa se fossem alvo de ameaças e que desses participantes a maioria faria a queixa na polícia (74,49%).

Os que não fariam queixa das ameaças justificam-no com o “receio de maior exposição, culpabilização e revitimização institucional (27,8%), vergonha (19,4%) e descrença no sistema de ajuda (18,1%).

Outros dos resultados é que 90,48% dos/as estudantes já tinham ouvido falar em Abuso Sexual Baseado em Imagens e este foi reconhecido enquanto crime em Portugal por 53,90% dos/as estudantes.

O estudo contou com uma amostra de 525 pessoas (86% do sexo feminino), maioritariamente heterossexuais (81%, de nacionalidade portuguesa (95%) e estudantes de licenciatura (48%), com uma média de idades a rondar os 25 anos de idade.

A autora do estudou, nas conclusões, sugere que há necessidade que o crescimento da Internet seja “acompanhado de uma educação para o seu uso seguro”.

“Educar para uma sexualidade baseada no respeito, diálogo e consentimento”, “tornar os jovens consumidores críticos da imagens/vídeos/mensagens” e “capacitar os jovens para o pedido de ajuda e para a denúncia e não julgamento da vítima/sobrevivente” são outras das conclusões elencadas na tese “Abuso sexual baseado em imagens”.

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Dois casos de Covid-19 suspeitos em Portugal com resultados negativos mas há um novo doente

Coronavírus

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Os exames aos casos suspeitos em Portugal de infeção do novo coronavírus de uma criança em Lisboa e de uma outra pessoa no Porto deram resultado negativo, informou, esta segunda-feira, a Direção-Geral de Saúde, que anunciou um 11.º doente.

Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) refere que ambos os casos suspeitos (o 9.º e o 10.º registados em Portugal, sendo uma criança regressada da China que foi encaminhada para o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, e outro doente que foi dirigido para Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto) foram sujeitos a análises pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas.

Noutro comunicado enviado, esta segunda-feira, a DGS revela que foi validado um 11.º caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (covid-19) em Portugal.

“Trata-se de uma doente que foi encaminhada para o Centro Hospitalar Universitário de São João”, segundo a DGS, e que ficará a aguardar os resultados das análises.

Este é um dos hospitais de referência para os casos de covid-19, à semelhança do Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa.

Já houve em Portugal outros oito casos suspeitos, que não se confirmaram.

O coronavírus Covid-19 provocou 1.775 mortos e infetou cerca de 71.300 pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia foi detetada no final de 2019.

Além de 1.770 mortos na China continental, há a registar um morto na região chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão, um em França e um em Taiwan.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 45 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

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Centeno diz que teoria sobre despedida do Eurogrupo “não faz sentido nenhum”

“Estou de pleno poder como presidente”

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Foto: lisbonne-idee.pt / DR

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, garantiu, esta segunda-feira, em Bruxelas que a teoria de que está de saída da liderança do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro “não faz sentido nenhum”.

“Isso não faz sentido nenhum […] Essa afirmação que me refere não faz sentido nenhum. Eu estou de pleno poder como presidente do Eurogrupo, é essa a minha função, é nisso que eu estou focado, e é para isso que, mais uma vez, estamos aqui (no Conselho, em Bruxelas). Temos uma agenda muito cheia de tópicos e muito importantes para a área do euro”, declarou, quando questionado sobre uma recente declaração do antigo líder do PSD Marques Mendes, segundo o qual o ministro das Finanças português até já comunicou aos seus homólogos que não concorrerá a um segundo mandato.

Em 09 de fevereiro passado, no seu habitual comentário de domingo na SIC, Marques Mendes afirmou que o ministro das Finanças vai deixar o Governo, rumo ao Banco de Portugal, e até já se despediu do Eurogrupo, tendo comunicado de forma informal aos seus colegas que não concorreria a um segundo mandato, teoria negada, esta segunda-feira, por Mário Centeno à entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro.

Mário Centeno iniciou em janeiro de 2018 um mandato de dois anos e meio à frente do fórum informal de ministros da zona euro, que termina assim em julho próximo, e ainda não anunciou se concorrerá a um segundo mandato.

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