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Braga

Bragapólio, o Monopólio (só) de Braga

Pelas ruas da cidade, até à Avenida Central, esperando não cair nas ‘garras’ da polícia. Pode tomar um café no Braga Parque, comprar o Theatro Circo ou os TUB – Transportes Urbanos de Braga, pagar IMI ou saldar dívidas com a AGERE

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Fotos: O MINHO

O início dá-se pela Rua da Boavista e depois de se passar por ruas e igrejas de Braga, esperando não cair nas ‘garras’ da polícia, o fim acontece na Avenida Central. Pelo meio, ainda se pode tomar um café no ‘Bragaparque’, comprar o Theatro Circo ou os TUB’s, pagar imposto municipal ou saldar dívidas com a Agere.

Chama-se ‘Bragapólio’ e é um jogo de tabuleiro que adapta o conceito do Monopólio e das Trivialidades à cidade de Braga.

Os jogadores podem assumir vários papéis: o sobrevivente Romano Augusto, o milagreiro S.Geraldo, o negociador D. João Peculiar, um Bracaro Guerreiro, uma sonhadora Universitária, a protetora N. Sª do Leite ou simplesmente uma encantadora Minhota.

Foto: O MINHO

Depois é atirar os dados, começar a jogar e gastar, com moderação, os dinários, a moeda oficial.

Ana Farinha, da Globalmídia, é a autora e criadora do “Bragapólio”. Tudo começou “há muitos anos” quando a filha, hoje com 20 anos, tinha um trabalho da escola para fazer em casa.

“Pegamos num jogo da glória e criamos outro baseado no 25 de Abril porque esse era o objeto do trabalho”, conta a O MINHO.

Desenhado pela filha, este primeiro esboço “foi um sucesso, os miúdos gostaram e andavam sempre a jogar”. A base para uma ideia inovadora estava lançada e o ‘Bragapólio’ foi crescendo.

Monopoly (Monopólio) original – versão portuguesa. Jogo de tabuleiro mais popular do mundo foi criado em 1935, nos EUA. Foto: Divulgação

“Uma das coisas que queria, desde início, era juntar vários tipos de jogos e os mais famosos eram o Monopólio e o Trivial Pursuit. Portanto, o jogo começou a ser desenvolvido com base nestas duas premissas”.

Made In Braga

Todo o jogo é feito em Braga, “desde o tabuleiro, passando pelos cartões e acabando nas peças, foi tudo realizado por empresas de Braga, com as parcerias que fomos desenvolvendo, nomeadamente com a Bramp para a criação das peças, em plástico, com as personagens do jogo”.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

Segundo Ana Farinha, “a determinada altura, criou-se uma dinâmica tão gira que uns queriam saber como tinha ficado o trabalho dos outros”.

O jogo vai ser apresentado, oficial e publicamente, em breve mas já está à venda em livrarias, no Posto de Turismo, no Theatro Circo, nos TUB’s, on-line e na loja física da Globalmidia. Custa 25 euros.

O MINHO experimentou o jogo

Esta adaptação tem algumas particularidades, a começar pelo número de jogadores que podem ser oito. Depois, a gestão do dinheiro é mais cuidada obrigando a pensar melhor na forma de gastar os ‘dinários’.

Foto: O MINHO

Destaque ainda para o fato de ter ‘casas’ com perguntas sobre a história da cidade o que lhe acrescenta uma dinâmica diferente. Finalmente, a duração do jogo é, também, ligeiramente inferior ao tradicional monopólio.

Foto: O MINHO

O ‘Bragapólio’ permite aprender a cultura, povo e tradições da cidade de Braga, a conhecer as ruas da cidade e a importância do mercado mobiliário, percebendo os locais mais caros e mais baratos e a agir em conformidade com isso.

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