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Braga

Braga, Vila Verde, Fafe e Vizela alvo de ajustes diretos com empresa de arguido na Éter

Mais quatro autarquias envolvidas na operação Éter

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Foto: Divulgação

Quatro municípios do distrito de Braga com lojas interativas da Turismo Porto e Norte – a saber, Braga, Vila Verde, Fafe e Vizela -, efetuaram ajustes diretos com a empresa Tomu World, cujo gerente foi constituído arguido no âmbito da Operação Éter.

De acordo com o portal BASE relativo a contratos públicos, hoje consultado pela Lusa, os ajustes efetuados pelos municípios dizem respeito à instalação de lojas interativas de turismo, aquisição e instalação de equipamentos informáticos e audiovisuais, aquisição de software e licenças à empresa.

De entre as 64 Lojas Interativas de Turismo (LIT) elencadas pela entidade regional Turismo Porto e Norte de Portugal na sua página oficial (incluindo uma móvel), pelo menos 40 resultam de contratos realizados com a empresa Tomi World, sendo que o mais elevado, segundo dados do BASE, ascende a 67.361 euros.

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Em causa um ajuste direto realizado pelo município da Póvoa de Varzim, por “ausência de recursos próprios”, para “Instalação de Loja Interativa de Turismo – Equipamento e Serviço Interativo”, tendo o contrato de aquisição de bens, disponível onlie, sido assinado em abril de 2017 entre o presidente da câmara e o “representante” da Tomi World, José Agostinho.

Segue-se o município de Gondomar que, em março de 2014, contrata à empresa o “fornecimento de equipamentos interativos” por 63.800 euros.

Já a “aquisição de equipamento para a loja interativa de turismo de Felgueiras” custou, em julho de 2013, 53.000 euros ao município, valor próximo dos 53.390 euros pagos em maio desse ano pela Câmara de Penafiel também para “aquisição de equipamento interativo” à Tomi World.

Também a Câmara de Vila do Conde, em fevereiro de 2014, procedeu à “aquisição de bens – loja interativa de turismo” por 52.120 euros, tendo o contrato sido assinado pela presidente da câmara e pelo “gerente” da Tomi World, José Agostinho.

Da lista de ajustes diretos entre municípios e a Tomi, e com valores a variar entre os 2.880 euros pela renovação da licença de manutenção e acesso a plataforma interativa pagos pela Trofa e os 50.120 euros pagos pelo município de Tarouca para aquisição de equipamento para a loja interativa de turismo, fazem ainda parte Arcos de Valdevez, Baião, Boticas, Braga, Caminha, Castelo de Paiva, Espinho, Fafe, Felgueiras, Lamego, Lousada, Marco de Canaveses, Melgaço e Mogadouro.

A lista completa-se com os municípios de Mondim de Basto, Montalegre, Paredes, Penafiel, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Varzim, Resende, Santa Maria da Feira, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vale de Cambra, Valongo, Valpaços, Vieira do Minho, Vila Nova de Gaia, Vila Pouca de Aguiar, Vila Verde e Vizela.

Fora desta lista, mas com Lojas Interativas de Turismo, estão os concelhos de Amarante, Amares, Arouca, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Celorico de Basto, Cinfães, Esposende, Guimarães, Maia, Matosinhos, Monção, Oliveira de Azeméis, Paredes de Coura, Penedono, Porto, Santo Tirso, São João da Madeira, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Famalicão e Vila Real.

A TPNP tem ainda LIT no Aeroporto Sá Carneiro e em Santiago de Compostela, na Galiza, e a móvel, denominada TOPAS.

Já quanto a contratos celebrados entre a TPNP e a Tomi, segundo o BASE ascendem a 715.502 euros, entre os quais seis ajustes diretos e dois concursos públicos (um de 309 mil euros e um segundo de 188 mil euros).

No âmbito da Operação Éter, o Ministério Público deduziu, a 25 de outubro, acusação contra 29 arguidos (21 pessoas individuais e oito entidades coletivas), incluindo o ex-presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, que se encontra em prisão preventiva desde 18 de outubro de 2018.

Além de Melchior Moreira, foram então detidos pela PJ por alegada viciação de procedimentos de contratação pública, Isabel Castro, diretora operacional do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Gabriela Escobar, jurista daquela entidade, Manuela Couto, administradora da W Global Communication (antiga Mediana) e José Agostinho, da firma Tomi World, de Viseu.

Segundo o despacho de acusação, consultado na passada semana pela Lusa, o MP decidiu separar os processos da Operação Éter, continuando a investigar num inquérito autónomo os factos relacionados com as Lojas Interativas da TPNP.

No despacho de acusação, o MP diz que quanto ao núcleo de factos em investigação, relacionado com a criação e instalação do projeto de Rede de Lojas Interativas, as diligências de investigação “ainda não estão concluídas, sendo necessário proceder à recolha de mais elementos de prova, quer documental, quer testemunhal, bem como constituir alguns agentes arguidos”.

Em causa estão todos os factos relacionados com a criação das LIT dos municípios, das LIT da TPNP, designadamente a LIT móvel e demais factos com eles conexos.

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Braga

Braga com arco-íris gigante no Monte Picoto: “Vai ficar tudo bem”

Covid-19

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Foto: Facebook de Altino Bessa

Uma luz em forma de arco-íris foi instalada esta segunda-feira no sopé do Monte Picoto, às portas da cidade de Braga, para recordar a todos que, no final, “vai ficar tudo bem”.

Fonte da autarquia disse a O MINHO que esta é uma forma de trazer um pouco de esperança ao concelho mais afetado pela pandemia do vírus SARS CoV 2, que provoca a doença covid-19. São 20 óbitos já registados e 358 casos de infeção confirmados esta segunda-feira pelo autarca Ricardo Rio.

Foto: Altino Bessa

Ao lado do arco-íris que remete para a ânsia de que tudo vai passar, no pulmão urbano de Braga, uma cruz, a recordar a religiosidade e fé daquela que é conhecida pela cidade dos Arcebispos, das igrejas e dos sacerdotes.

A adoção do arco-íris como movimento de esperança para pandemia nasceu em Itália, primeiro país europeu a ser severamente devastado pela alta taxa de mortalidade (cerca de 12%) que este vírus está a provocar no país transalpino.

Foto: João Luís Barros

Os restantes países que foram sendo afetados pelo novo coronavírus, também decidiram adotar este símbolo, bastante utilizado em Portugal, sobretudo por entre as crianças e os mais idosos.

Através de pinturas, cartazes nas janelas, músicas, vídeos, das mais diversas formas, este arco-íris pretende sempre lembrar que, no final, “vai ficar tudo bem”.

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Braga

Sindicato exige harmonização dos salários dos enfermeiros do Hospital de Braga

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu hoje a harmonização dos salários daqueles profissionais que trabalham no Hospital de Braga, considerando “vergonhoso” que haja 168 que recebem 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.

Em comunicado, o SEP referiu que já pediu a intervenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, face às “ausências de resposta” da administração do hospital e do Ministério da Saúde.

“Os enfermeiros não precisam de ser apelidados de heróis, tão pouco que lhes batam palmas. Exigem ações, condições de trabalho e, no caso concreto, ter salários iguais aos restantes”, sublinhou o sindicato.

Contactada pela Lusa, a administração do hospital disse que no decorrer do processo de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), remeteu uma minuta de acordo a todos os sindicatos para que manifestassem a sua intenção de adesão, sendo que do SEP não recebeu, até ao momento, “qualquer resposta”.

“O Hospital de Braga lamenta que o atual período vivido a nível nacional seja utilizado pelo sindicato para mediatizar as suas reivindicações”, acrescentou a administração.

No comunicado, o SEP diz que “ninguém compreende que os salários destes enfermeiros se mantenham naquele vergonhoso valor [1.060 euros], quando todos os que foram admitidos pós-setembro recebem, e bem, os 1.201 euros”.

Em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou para a esfera pública, depois de dez anos nas mãos do Grupo Mello Saúde, ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP).

O SEP garante que, no período anterior à transição, alertou a administração e o Ministério da Saúde para a obrigatoriedade de, logo em setembro, decorrer o processo de adesão aos instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho, para garantir que os enfermeiros à data contratados pelo Grupo Mello com um salário de 1.060 euros passassem para os 1.201.

“Porventura mais preocupados com as eleições que com os profissionais, nada fizeram e assim continuaram, apesar das muitas insistências”, critica o sindicato.

O SEP lembra que o protelamento determinou o agendamento de uma greve para 17 e 19 de Março, que acabaria por ser suspensa devido à pandemia de covid-19.

O sindicato vaticina ainda que, tendo em conta o histórico, o estado de alerta e agora o estado de emergência, “previsivelmente, nenhuma decisão será tomada pela tutela”.

O conselho de administração do hospital disse ainda que “procurou, desde sempre, garantir uma aproximação às preocupações dos seus profissionais e tem envidado todos os esforços nesse sentido”.

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Braga

Hospital de Braga ativou 6 alas exclusivas e ampliou Cuidados Intensivos

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Hospital de Braga já ativou seis alas de internamento dedicadas em exclusivo à covid-19, com capacidade para 175 doentes infetados, anunciou hoje aquela unidade.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o hospital refere que também ampliou a área da Unidade de Cuidados Intensivos, que detém agora uma capacidade de 32 camas para tratamento de doentes com covid-19.

“Está ainda prevista a abertura de mais camas dedicadas noutras alas de internamento, de acordo com o desenvolvimento da doença e necessidades identificadas”, acrescenta.

O Hospital de Braga diz ainda que está a desenvolver um “trabalho contínuo” com as forças de autoridade e instituições locais, no sentido de definir estratégias a curto e médio prazo que permitam ajustar a resposta hospitalar à evolução prevista da pandemia.

Desde o início da pandemia, e segundo os dados hoje revelados, o hospital já realizou um total de 2.530 testes de despiste, dos quais 407 registaram resultados positivos.

Também já se registaram quatro casos avaliados como “completamente recuperados” e ainda um parto realizado a grávida com covid-19.

Atualmente, o Hospital de Braga tem 93 doentes internados com covid-19, estando 79 em enfermaria e 14 na Unidade de Cuidados Intensivos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

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