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Braga

Braga vai alterar PDM para criar Ecoparque das Sete Fontes

Autarquia está disposta a comprar alguns dos terrenos daquela área

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

A Câmara de Braga vai alterar o Plano Diretor Municipal (PDM) com vista à criação do Ecoparque das Sete Fontes, estando a autarquia disposta a comprar alguns dos terrenos daquela área, anunciou hoje aquele município.

Em comunicado enviado à Lusa, a Câmara de Braga esclarece que a alteração ao PDM, que vai ser votada na reunião do executivo de segunda-feira, pretende “ajustar a delimitação da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão das Sete Fontes, a definição da estrutura urbana que articule o Ecoparque e a sua ocupação envolvente, assim como a revisão e o aprofundamento da normativa executória por forma a assegurar a exequibilidade da globalidade deste programa”.

Além da alteração ao PDM, o executivo, de maioria PSD/CDS-PP/PPM, pretende abrir o procedimento de elaboração do Plano de Urbanização do Ecoparque das Sete Fontes, que tem com objetivo “enquadrar e viabilizar o projeto para a efetiva concretização” deste parque, “com uma área similar à constante no PDM em vigor” e perspetivando aquele equipamento “como uma ocupação florestal que permita o seu usufruto pela população”.

No texto, a autarquia dá conta da disponibilidade para “adquirir os terrenos pelos valores avaliados ou a celebrar uma parceria urbanística no âmbito do plano em curso”.

“Não vamos desviar-nos do objetivo previamente definido, tendo em vista o interesse público e a salvaguarda das Sete Fontes”, refere o presidente da autarquia, Ricardo Rio.

O plano de Urbanização, refere o texto, “visa, ainda, assegurar a salvaguarda e valorização do antigo sistema de abastecimento de águas, classificado como Monumento Nacional, e estabelecer a relação entre o Ecoparque e a sua área envolvente, nomeadamente com Gualtar, Hospital, Bairro da Alegria, Areal de Baixo e de Cima”.

A autarquia lembra ainda que está em curso um programa para a execução do Ecoparque das Sete Fontes, “capaz de afirmar a sua salvaguarda, viabilizar o seu usufruto pela população, assegurar o enquadramento urbanístico e potenciar o seu valor patrimonial e paisagístico”.

Para o dia 02 de março está agendada, no Museu D. Diogo de Sousa, pelas 09:30, uma sessão pública para apresentação e discussão dos estudos arqueológicos, paisagísticos, hidrogeológicos e urbanísticos para as Sete Fontes, assim como para a execução do Ecoparque.

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