Braga: Transformação de ruínas romanas em museu fica pronta em dezembro

Obra de 3,8 milhões
Projeto. Imagem: DR

Já não vai ser inaugurada pelo atual presidente da Câmara, Ricardo Rio. O executivo municipal de Braga aprovou, na última reunião, uma proposta – de apenas oito mil euros -de modificação do contrato de empreitada de musealização das ruínas arqueológicas romanas da Ínsula das Carvalheiras – Área Arqueológica, Centro de Interpretação e Área Envolvente.

A obra, que está a ser feita pela empresa Alexandre Barbosa Borges, S.A, por 3,8 milhões de euros, mantém, no entanto, o prazo de conclusão: 29 de dezembro de 2025.

A construtora justificou a modificação do contrato dizendo que, “de acordo com as instruções da Equipa de Arqueologia que acompanha a execução da Empreitada, deve-se proceder à proteção dos vestígios arqueológicos com: proteção dos mesmos com geotêxtil, areia e só depois proceder à betonagem de elementos de betão armado, sobre os mesmos, depois destes bens com valor arqueológico serem devidamente registados e catalogados pelas equipas de Arqueologia”.

Projeto. Imagem: DR

E explica: “Os elementos de Betão Armado como Sapatas, Lintéis e Lajes de Fundação, deverão ser readaptados à forma dos mesmos, nunca colidindo e causando impacto sobre estes”.

Primeiro concurso ficou vazio

Recorde-se que a empreitada havia sido posta a concurso em 2023 por 2,7 milhões, mas não apareceu nenhum concorrente dado que o setor entendeu que o preço era muito baixo.

Feito novo concurso com o preço-base de 3,9 milhões, o júri decidiu atribuir a obra à construtora, uma das maiores de Braga.

O projeto, feito em parceria entre o Município e a Universidade do Minho, envolve a adequação à visita do conjunto arqueológico.

O investimento, que é exclusivamente do Município uma vez que não há possibilidade de candidatura a financiamentos comunitários, funciona como “um instrumento de regeneração urbana, uma aposta clara na valorização patrimonial, um testemunho de uma parceria sempre renovada com a UMinho e, sobretudo, um resultado final que vai agradar aos cidadãos e atrair muitos visitantes”.

Viagem no tempo

A Ínsula das Carvalheiras – dizem os projetistas – proporciona uma viagem no tempo, com a entrada num Centro Interpretativo – com uma vertente moderna e tecnológica – e com um percurso até ao interior do espaço, onde está um importantíssimo legado romano.

Para além da componente arqueológica, o estudo prevê a criação de um parque urbano anexo às ruínas, para usufruto dos cidadãos e para atividades culturais e de lazer.
A cidade passa assim a dispor de um equipamento “de grande valor histórico e cultural, verdadeiramente emblemático da origem romana de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a sua oferta cultural”.

A conceção é da autoria de Alejandro Beltran-Caballero e Ricardo Mar, dois arquitetos com reputada experiência na relação com a arqueologia e na musealização de vestígios romanos.

 
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