Braga tem oito árvores antigas de interesse público. Esta tem 27 metros e 270 anos

Regulamento de Gestão do arvoredo volta à reunião de Câmara
Tulipeiro da Virgínia no jardim do Museu dos Biscainhos, em Braga. Foto: Museu dos Biscainhos

O Município de Braga tem oito árvores antigas, classificadas como de interesse público, uma delas, um Tulipeiro da Virgínia, implantado no jardim do Museu dos Biscainhos, com 270 anos de idade.

Segundo com o ‘site‘ do museu, a árvore será de 1755, tendo uma copa de 19,90 metros e uma altura total de 27,40 metros, sendo o maior tulipeiro do país.

“De acordo com o gosto paisagístico do século XVIII, este tulipeiro foi plantado em simetria com um outro exemplar que sobreviveu até ao final da década de 1970. No local deste, foi plantado em 1997 um novo tulipeiro”, lê-se

E acrescenta: “Face às qualidades extraordinárias e por se tratar do exemplar desta espécie com maiores valores dendrométricos registados até ao momento em Portugal, o tulipeiro dos Biscainhos foi classificado como de Interesse Público em 2010″.

A informação consta da proposta do “Regulamento de gestão do arvoredo em meio urbano e espaços verdes do município”, que vai ser debatida e votada, segunda-feira, em reunião de Câmara, de modo a poder entrar numa segunda consulta pública (audiência de interessados).

Para além do Tulipeiro, o inventário do Instituto de Conservação da Natureza (ICNF) ali citado, diz que há uma outra árvore, um Pinheiro-Bravo, na cerca do Mosteiro de Tibães, com 200 anos e um sobreiro, na Calçada de Santa Tecla, com 150. Com cem anos de idade, elenca, no Bom Jesus, um Plátano e um Carvalho Roble, este junto ao Elevador.

O rol engloba, ainda, dois Cedros do Himalaia, em Tibães, com 90 anos, e um Carvalho Roble, em Santa Tecla, com 85.

O documento em questão foi alterado para acolher as propostas de quatro cidadãos e de uma associação local do ambiente e património.

Assim, o pelouro do Ambiente, gerido por Altino Bessa, recebeu propostas de José Raul de Oliveira Rodrigues, de Pedro Pinheiro Augusto, de Ana Margarida Bastos Viana, de Filipe José Moura Gomes e da ASPA – Associação de Defesa do Património.

Na introdução ao Regulamento, o vereador salienta que “as árvores e os espaços verdes são um património valiosíssimo para o espaço urbano, mas, acima de tudo, para a qualidade de vida da população”.

E assinala: “Todavia, para preservar este património é imperativo que saibamos cuidar das árvores. E cuidar significa estudar e analisar para que possamos chegar a relatórios técnicos onde nos indicam qual o estado das árvores que vigoram em meio urbano. Cuidar para que o espaço público seja seguro. É a pensar na segurança da população que desenvolvemos um trabalho assente na análise e estudo do estado do arvoredo”.

Inventário das árvores

Altino Bessa lembra que “as árvores são fonte de vida, mas quando não cuidadas e avaliadas podem tornar-se fonte de problemas para a população. Uma das maiores problemáticas prende-se com a possibilidade de queda”.

Adianta que “o Município elaborará o inventário completo do arvoredo urbano existente em domínio público municipal e domínio privado do município, designado «Inventário Municipal do Arvoredo em Meio Urbano», e que incluirá, nomeadamente, o número, o tipo e a dimensão de espécies arbóreas existentes nas zonas urbanas e urbanizáveis do município”.

Abate só em caso de perigo

O documento defende que, “o abate só deve ocorrer quando haja perigo potencial e comprovado por análise biomecânica e ou de fitossanidade, elaborada por técnico com formação prevista na lei, de o arvoredo existente provocar danos na sua envolvente, designadamente em pessoas, vegetação, estruturas construídas e outros bens”.

O abate pode, ainda, ocorrer “sempre que tal se justifique, considerando condicionalismos de mobilidade ou de implantação da escolha da espécie. Ou seja, quando as árvores constituem risco para pessoas, animais ou bens, a integridade física e a segurança; quando afetem a mobilidade ou as vias de circulação e não existam alternativas viáveis à sua manutenção; e, ainda, se apresentarem baixa vitalidade/decrepitude ou fraca condição fitossanitária, havendo vantagens na sua substituição por exemplares mais adequados às condições edafoclimáticas e de espaço existentes, de acordo com avaliação realizada mediante aplicação do sistema de valorização de árvores adotado pela Câmara”.

O Regulamento determina, também, que, “qualquer abate deve ser fundamentado e documentado acerca das condicionantes que justificam e enquadram a necessidade da remoção da árvore, devendo seguir os critérios estipulados”.

Salienta, ainda, que os abates são executados após autorização da Câmara Municipal, que também determinará a adoção de medidas compensatórias a implementar.

 
Total
0
Partilhas
Artigo Anterior

Sindicato dos Magistrados do MP promove abaixo-assinado contra “falsidades”

Próximo Artigo

Bairro português de Hamburgo em festa (nem a mãe de Ronaldo faltou)

Artigos Relacionados
x