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Braga

Braga: Plataforma assinala 125 anos do edifício da saboaria Confiança

Edifício vai ser vendido ainda em 2019 pela Câmara por 3,8 milhões

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A Plataforma Salvar a Fábrica Confiança comemora, este sábado, às 16:30, em Braga, na rua Nova de Santa Cruz, os 125 anos do edifício da Saboaria e Perfumaria Confiança. Há vários momentos de música, conversas, uma exposição e atividades para crianças.

A antiga fábrica, que foi expropriada pela Câmara Municipal de Braga em 2011, para a transformar num espaço cultural e cívico aberto aos cidadãos, continua vazia e sem qualquer uso, diz aquele organismo. E acrescenta: “É para reivindicar a abertura do edifício que as 21 associações que integram músicos, investigadores e ex-trabalhadores se juntaram numa celebração de acesso gratuito”.

A programação divide-se em vários eixos. Na música, a festa conta com a participação de Adelino Arantes (16:30), Toni Simões (18:40) e do grupo bracarense de reggae Shaka, que encerra as comemorações às 19h20.Na vertente histórica, está programada uma visita guiada ao edifício
(16:50), conduzida por Nuno Coelho, autor de uma tese de doutoramento que tem por base a Confiança, e por Luís Tarroso Gomes, membro da Plataforma. A Câmara ainda não respondeu, até esta quinta-feira, ao pedido de acesso ao edifício.

Às 17:15 há uma conversa com Nuno Coelho em torno da questão “Por que é tão importante conhecer a História da Confiança?” A seguir, uma intervenção dos descendentes dos fundadores da fábrica.

Os ex-trabalhadores estão convocados. Às 18:00 arranca uma conversa com antigos trabalhadores, que será conduzida por Luís António Santos. Serão recolhidos, em vídeo, depoimentos de ex-trabalhadores. Às 19h será a vez do bolo do 125.º aniversário.

Crianças

Entre as 16:30 e as 20:00 decorrem também duas atividades para crianças: “Posso pintar um bocadinho da Confiança?” e “Frascos, tecidos e tintas: vida nova para coisas velhas”, que são oportunidades para que os mais novos fiquem a conhecer a importância do edifício e que descubram novos usos a dar às embalagens. Serão também recolhidas propostas para o futuro da Confiança. Estará também patente uma exposição sobre o projeto Confiança – Centro Cultural e Cívico, que permitiria abrir o edifício ao público sem encargos para a autarquia.

Última fábrica do séc. XIX

A Confiança foi fundada em 12 de outubro de 1894, pela empresa Afonso & Almeida. Especializada no fabrico de sabão offenbach, apresentava, cerca de 1930, uma grande variedade de produtos de cosmética e 150 marcas de sabonetes.

Funcionou entre 1894 e 2005. Nos primeiros anos laborava numa oficina térrea que sofreu sucessivos acrescentos. Na década de 20 do século XX foi projetada a construção de um novo edifício que veio tomar o lugar de todos os prédios que a empresa possuía no local.

O projeto, de autoria de José da Costa Villaça, possibilitou a construção de um prédio cuja fachada seria construída virada a sul num comprimento superior a 70 metros. Este edifício, ainda existente, é popularmente designado por Fábrica Confiança. É o único que denota o processo de industrialização da cidade dos finais do século XIX e inícios do século XX que ainda se mantém de pé.

A produção mudou progressivamente para uma unidade fabril na Zona Industrial da Sobreposta , abandonando em definitivo o seu edifício histórico em 2005. Adquirida pela Ach. Brito em 2008.

Município vende

O edifício da antiga fábrica foi já classificado como “imóvel de interesse público” pelo Ministério da Cultura, revelou, em julho, na Assembleia Municipal, o presidente da Câmara, Ricardo Rio.

O autarca adiantou que a classificação permite a sua venda, em hasta pública, com o preço-base de 3,8 milhões, o que deve acontecer, antes do final do ano.

“O fim do processo classificativo permite-nos elaborar um caderno de encargos com regras claras para os interessados, e com as normas obrigatória sem matéria de preservação da traça e da estrutura”, disse, na ocasião, o autarca a O MINHO.

Nessa conversa, Rio abordou a recente exigência da Plataforma de transformação da Confiança num centro cívico e cultural, sublinhando que tal será feito pelo Município, mas noutro local, a Escola Francisco Sanches: “isso consta do programa eleitoral da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS/PPM) e o anteprojeto está a ser elaborado”, revelou.

O Centro Cívico será criado com meios financeiros da Câmara visto que, tal como na Confiança, não há fundos comunitários para o efeito.A autarquia já tentou vender o imóvel por duas vezes em hasta pública, ambas travadas por providências cautelares que, no entanto, foram decididas a seu favor pelo Tribunal Administrativo de Braga.

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Braga

Processo de tráfico de droga com 16 arguidos julgado em gimnodesportivo em Braga

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Um julgamento de tráfico de droga com 16 arguidos vai decorrer, a partir de 03 de junho, no pavilhão gimnodesportivo de Maximinos, em Braga, pelo facto de o tribunal local não dispor das condições necessárias para o distanciamento social.

Sete dos arguidos estão em prisão preventiva desde finais de maio de 2019.

Estão acusados de, isolada e/ou conjuntamente, se dedicarem à aquisição e venda de canábis, heroína, cocaína e MDMA, mediante contrapartida monetária ou outra, para consumo direto ou revenda.

O tráfico ocorreria a partir das habitações dos arguidos e em diversos locais dos concelhos de Amares, Braga, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Terras do Bouro, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Famalicão e Porto.

A esmagadora maioria tinha residência em Amares e Braga, havendo também um de Oeiras, outro de Vila do Conde e outro do Porto.

A Escola Secundária de Amares seria um dos locais do tráfico, sendo ainda referenciados, no mesmo concelho, vários outros pontos, como um estabelecimento comercial, um ginásio e um café.

Nove dos arguidos foram detidos, em finais de maio de 2019, pela GNR, após uma investigação que decorria há 14 meses.

As detenções ocorreram em Braga, Amares, Porto e Vila do Conde, no cumprimento de 19 mandados de busca.

A operação resultou na apreensão de 2.654 doses de haxixe e 100 de cocaína, além de 4.647 euros.

Foram ainda apreendidos 13 telemóveis, cinco veículos, seis munições, quatro ‘tablets’ e quatro computadores.

O Ministério Público arrolou um total de 161 testemunhas, entre militares da GNR e consumidores que terão comprado droga aos arguidos.

Todos os arguidos respondem por tráfico de substâncias estupefacientes, havendo um que está também acusado de um crime de detenção de arma proibida e outro de três crimes de condução sem habilitação legal.

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Braga

Espetáculo para crianças no Parque da Ponte em Braga

Teatro infantil

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Foto: Divulgação

A Câmara de Braga promove no domingo, no anfiteatro do Parque da Ponte, um espetáculo de teatro cómico, com restrição do número de espetadores e com distanciamento social assegurado, anunciou hoje o município.

Haverá duas sessões, uma às 10:00 e outra às 18:00, sendo que cada uma delas não poderá contar com mais de 50 espetadores.

Os lugares sentados no anfiteatro serão distanciados entre famílias.

O espetáculo, denominado “A Comédia Muda – A Ilusão das Cores”, pretende assinalar o Dia Mundial da Criança, que se comemora na segunda-feira.

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Braga

Braga prepara nanotecnologia para detetar rapidamente infeções de covid-19

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Portugal e Espanha querem juntar esforços na resposta global à pandemia de covid-19 e uma das respostas poderá ser usar nanotecnologia para detetar mais rapidamente infeções pelo novo coronavírus, afirmaram hoje os ministros da ciência ibéricos.

Numa conferência realizada no Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL), em Braga, transmitida pela Internet, o ministro português da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que os dois países estão “prontos e são capazes de contribuir com soluções” quer no diagnóstico, nas terapias e vacinas.

Manuel Heitor apontou o INL como uma das frentes desta colaboração, enquanto o seu homólogo espanhol da Ciência e Inovação, Pedro Duque, afirmou que este laboratório deverá começar a trabalhar com o Instituto Catalão de Nanotecnologia para desenvolver sensores capazes de detetar a covid-19.

“Ainda nos falta tecnologia para ter um método rápido de detetar se alguém tem ou não o vírus. Os testes que temos atualmente ainda dependem de soluções muito complexas”, referiu, reiterando que Portugal e Espanha já aprenderam que “são melhores juntos” e que a colaboração científica entre os dois países deverá alargar-se mais na área da medicina.

Manuel Heitor considerou que nos últimos 20 anos, o investimento na ciência na Europa esteve praticamente estagnado e que a pandemia veio mostrar que “é preciso investir e o que a ciência pode conseguir”.

Agora é a altura de ativismo da comunidade científica para “comunicar melhor” as suas capacidades, uma vez que as pessoas estão mais abertas a ouvir e esperam da ciência soluções para o que mais afetou e afeta as suas vidas.

“Vivemos numa sociedade de risco, não há risco zero e os cientistas têm que o mostrar”, referiu.

O governante português afirmou também que com a pandemia, se apresentou uma “oportunidade única” para fundações privadas, governos e empresas, entidades com processos de tomada de decisão muito diferentes, trabalharem juntas na resposta global à covid-19.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 346 mil mortos e infetou mais de 5,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quase 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.342 pessoas das 31.007 confirmadas como infetadas, e há 18.096 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (98.223) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,6 milhões).

Seguem-se o Reino Unido (37.048 mortos, mais de 265 mil casos), Itália (32.877 mortos, mais de 230 mil casos), França (28.457 mortos, cerca de 183 mil casos) e Espanha (27.117 mortos, mais de 236 mil casos).

O Brasil, com mais de 23 mil mortos e 374 mil casos, é o segundo país do mundo em número de infeções, enquanto a Rússia, que contabiliza 3.807 mortos, é o terceiro, com mais de 362 mil.

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