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Braga

Braga: Novo horário das esplanadas gera controvérsia

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O alargamento do horário das esplanadas para as 2 horas da manhã, às sextas, sábado e vésperas de feriado, durante os meses de agosto e setembro de 2015, recentemente divulgado pela Câmara Municipal de Braga não reúne consenso junto dos populares residentes na União de Freguesias de S. Lázaro e S. João Souto.

Segundo comunicado da União de Freguesias de S. Lázaro e S. João do Souto, “os moradores não foram auscultados em todo este processo, dai que os mesmos exijam que, pelo menos, a Junta de Freguesia solicite à CMB o rigoroso cumprimento dos horários estabelecidos por parte dos proprietários dos bares e esplanadas, bem como o respectivo policiamento dos locais mais “sensíveis” em termos de problemas de incomodidade sonora gerados por esplanadas”.

A União de Freguesias de S. Lázaro e S. João Souto afirma que entende que a decisão da Câmara Municipal “vem, por um lado, contribuir para a “alavancagem económica da cidade” e, por outro, gerar movimento e animação no centro histórico, este já de si com poucos moradores”, mas acrescenta que alguns moradores não vêem a situação com bons olhos.

“Alguns destes moradores, sobretudo os mais idosos, não veem com bons olhos a decisão tomada já que ela lhes retira o sossego e a possibilidade do descanso a que se julgam com direito. Dizem mesmo que muitos dos bares e esplanadas sempre praticaram horários até às 02h00 e que, agora, com esta decisão, vão sentir-se mais à vontade para estenderem os horários até às 04 ou 05h00”, refere o comunicado.

“A desertificação do centro histórico de Braga, em termos de população residente, é uma realidade para a qual se torna urgente encontrar soluções, uma das quais passa pela oferta das condições mínimas de habitabilidade a quem escolher esta zona nobre da cidade para viver. Daí não ser aconselhável licenciar o funcionamento de bares em prédios de habitação”, salienta fonte da União de Freguesias, adiantando ainda que “seja fiscalizada a atividade dos bares e esplanadas, designadamente os respetivos períodos de abertura, por forma a evitar as reclamações que frequentemente nos chegam”.

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