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Braga

Braga Media Arts está por todo o lado em 2021

Para sedimentar o interesse pela criação e fruição das artes digitais

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Foto: Braga Media Arts / Reprodução

Os artistas Januário Jano, Joana Chickau e Renick Bell, Jana Winderen e Pedro Augusto participam, de janeiro a julho, do Circuito do Media Arts, de Braga, concretamente no ciclo de formações BMA lab, destinado a públicos iniciados e que tem início já neste sábado com uma masterclass online do artista angolano Januário Jano.

O Circuito – diz fonte do organismo – é o Serviço Educativo da Braga Media Arts e, desde setembro de 2019, tem lançado atividades que pretendem sedimentar o interesse pela criação e fruição das artes digitais. Braga é Cidade Criativa da UNESCO em Media Arts desde 2017 e o trabalho do Circuito pretende aprofundar a relação da população com esta disciplina artística.

A sua programação de janeiro a julho, está “recheada de espetáculos para ver e participar, formações para públicos adultos e iniciados, workshops para famílias, projetos especiais com a comunidade, formações para professores e oficinas para escolas”.

O evento garante a segurança das suas atividades presenciais e encontrou no online uma nova casa.

Assim, e para “os públicos avançados” está reservada uma surpresa no verão: o Circuito Summer School. Dirigido a jovens dos 15 aos 21 anos, com interesse pela música eletrónica e pela arte digital, o Circuito é uma formação de uma semana, onde músicos e artistas locais partilham o seu conhecimento com os participantes, em formatos tão diferentes como conversas, oficinas e jam sessions.

Artistas formadores

De 12 a 16 de julho, alguns artistas passam a formadores: Rita Sampaio (IVY, Grandfather’s House), Lucas Palmeira (Quadra), Ivo Roncon (Zero), Terzi e Inês Castanheira. Há também um workshop sobre Ableton Live, uma oficina sobre criação de instrumentos eletrónicos sonoros e uma formação sobre como usar o iPad como ferramenta de expressão musical.

Os espetáculos para famílias são um dos destaques do semestre, com o espetáculo “Válvula”, de António Jorge Gonçalves e Flávio Almada, a ter lugar no dia 6 de fevereiro; nele aborda-se a temática do graffiti e da cultura urbana, conjugando o rap e o «spoken word» com o desenho e a ilustração em tempo real.

O espetáculo “Nas Entre Linhas”, de Tânia Dinis, Ivo Romeu Bastos e Pedro Bastos, adiado devido à pandemia, regressa a 10 de abril para contar o 25 de Abril pelos olhos de uma criança.

Já no “Amigos Imaginários”, de Rita Barbosa, vamos descobrir o Folley, a técnica de efeitos sonoros gravados em estúdio, onde se atribui um som a diferentes momentos de um filme: sons de passos, portas a fechar, etc. Neste evento, agendado para 15 de maio, os atores estão em palco a procurar sonorizar em tempo real uma projeção de um filme, com todas as peripécias a isso associadas.

Banquete de David

O ciclo termina com Banquete de David, de Pedro Santos e Maria Mónica, um espetáculo de comunidade que parte do imaginário das festividades do São João de Braga e que será apresentado em junho, em data e local a anunciar.

Uma das novidades é o projeto LINK, uma parceria entre o Circuito e o gnration, um projeto de mediação artística que parte do programa expositivo do gnration para construir um diálogo entre comunidade, arte e tecnologia.

Professores

A pensar nos professores estão agendadas duas formações de curta duração, gratuitas, acreditadas pelo Centro de Formação Sá de Miranda e com o apoio e parceria do Município. A primeira “Visibilizar a margem na sala de aula”, acontece a 13 e 20 de março, online.

O Coletivo FACA, um projeto de cidadania ativa que reflete sobre as temáticas do feminismo, colonialismo, racismo, LGBTQI+ e a não normatividade. A segunda formação “Compor, improvisar: a construção de mundos”, é orientada pelo professor e músico Joaquim Branco e procura encontrar caminhos para a improvisação e composição musical no contexto de sala de aula.

O trabalho com a comunidade e a procura por aproximar cada vez mais pessoas às artes digitais, leva o Circuito a desenvolver projetos especiais, para públicos específicos.

Orquestra eletrónica

É o caso da open call para a ODE – Orquestra de Dispositivos Eletrónicos, um ensemble musical construído exclusivamente com instrumentos digitais. A convocatória está já aberta e, até 4 de abril, qualquer pessoa se pode inscrever para participar nesta orquestra digital, com apresentação pública em junho, no espetáculo de comunidade “Banquete de David”.

De abril a junho, a convite do Circuito, os Space Transcribers, coletivo bracarense de arquitetos que reflete sobre as questões da arquitetura urbana das cidades contemporâneas, estarão na Urbanização das Parretas com o projeto “AcustiCidade”. Ali vão recolher testemunhos dos seus habitantes sobre o passado e presente daquele território, e fazer também uma oficina de captação e interpretação da paisagem sonora do bairro.

Música à distância

No projeto “Inter-Symmetry”, os músicos Mark Fell e Rian Treanor vão juntar-se digitalmente à CERCI Braga e à Escola de Arquitetura da Universidade do Minho para encontrarem novas formas de criar música à distância, através de ferramentas como o design gráfico, a arquitetura, a escultura e a media digital.

Finalmente, o projeto “Perto” é um ciclo de sessões de exploração sonora para comunidades institucionalizadas. Numa espécie de “serviço ao domicílio”, artistas da área do som deslocam-se a instituições para desenvolver atividades artísticas com os utentes. As instituições interessadas em acolher esta atividade podem inscrever-se gratuitamente em [email protected].

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